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Vítimas de esquema do Sheik dos Bitcoins pedem arresto de jatinho usado por Wesley Safadão

17 Oct, 20223 min readBitcoin
Vítimas de esquema do Sheik dos Bitcoins pedem arresto de jatinho usado por Wesley Safadão

Um jatinho, de prefixo PP-BST, é objeto de um pedido de arresto peticionado à 24ª Vara Cível de Curitiba por clientes lesados por Francisley Valdevino da Silva, o Sheik dos Bitcoins, investigado por fraudes estimadas em até R$ 4 bilhões envolvendo investimentos em criptomoedas.

Segundo as informações veiculadas nesta segunda-feira (17) pelo jornal O Globo, os advogados das vítimas informaram na petição, anexada à ação que tramita na corte paranaense, que a aeronave pertence à ITX Administradora, de propriedade do Sheik, mas está sendo utilizada pela WS Shows Ltda, que pertence a Wesley Safadão.

A defesa do artista alega que Wesley Safadão também foi vítima do Sheik e que o cantor teria recebido o jatinho como forma de ressarcimento, já que os aporte feitos pelo artista na Rental Coins, empresa de Francis da Silva, com também é conhecido o Sheik, teria sido em valor ainda superior aos investimentos feitos pela modelo Sasha Meneghel e o marido dela, o cantor João Figueiredo, que também buscam ressarcimento judicial, de R$ 1,2 milhão.

De acordo com os advogados Mayra Vieira Dias e Jorge Calazans, que assinam a petição, a aeronave ficou da Operação Poyais, realizada no início do mês pela Polícia Federal (PF) para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao Sheik, ocasião em que os agentes apreenderam barras de ouro, dinheiro em espécie, carros e outros artigos de luxo mantidos por Francis.

O jatinho teria sido comprado pelo Sheik por um valor de R$ 37 milhões, de forma parcelada da empresa Maravilhas da Terra Produtos Naturais que, por sua vez, havia comprado a mesma aeronave de Wesley Safadão. O que levou as partes a acordarem que Francis direcionaria parte dos pagamentos para o cantor e a outra parte para a Maravilhas.

Para que o contrato de venda de consumasse, o artista atuou como “interveniente anuente” na negociação entre o Sheik e a Maravilhas. Segundo a publicação, Wesley Safadão teria exigido o jatinho de volta quando o escândalo envolvendo o Sheik veio à tona, em 2021, ocasião em que foram interrompidos os pagamentos das 19 parcelas do Cessna Aircraft 680, fabricado em 2008 e com 2.190 horas de voo, das quais 11 prestações deveriam ter ido para o cantor, no total de R$ 11 milhões.

Wesley Safadão também teria atuado como credor do Sheik dos Bitcoins por meio da DYW Participações Ltda, que tem o artista como proprietário, segundo os dados da Receita Federal. A DYW teria atuado como agenciadora do Sheik no Ceará na captação de clientes através dos quais teria direito a receber R$ 202 mil em comissões.

Para O Globo, o advogado Daniel Moraes, que representa Wesley Safadão, disse que a aeronave foi repassada ao artista pelo Sheik para amortecer parte do calote, embora não tenha revelado o valor do investimento feito pelo músico. Ele disse ainda que o avião continua em nome da ITX porque a Anac demora a fazer a mudança de propriedade, mas que o financiamento está em nome do artista junto ao Banco do Brasil.

Quem também chegou a ter negócios com o Sheik dos Bitcoins foi o pastor Silas Malafaia, que disse que “pulou fora quando soube” das acusações contra Francis, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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