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3 tokens DeFi que subiram até 242% em uma semana de baixa volatilidade dos mercados

13 Jul, 20227 min readDeFi
3 tokens DeFi que subiram até 242% em uma semana de baixa volatilidade dos mercados

O setor de finanças descentralizadas (DeFi) tem dado poucos sinais de recuperação diante das perspectivas mais amplas desfavoráveis ao mercado de criptomoedas.

Alvo preferencial de hackers – ontem foi a vez dos usuários da exchange descentralizada Uniswap (UNI) se tornarem vítimas de um ataque de phishing – e também dos reguladores, especialmente depois do colapso do Terra Classic (LUNC) e das crises de liquidez e insolvência que abalaram grandes players do mercado, os protocolos de finanças descentralizadas não têm sido capazes de atrair liquidez e novos usuários.

Talvez uma nova onda de inovação típica de mercados de baixa seja necessária para revigorar o setor. No entanto, a construção de novos projetos é um processo demorado. Enquanto isso, pela segunda semana consecutiva, a capitalização de mercado dos tokens DeFi oscilou negativamente 1,2%, assim como o valor total bloqueado (TVL) em protocolos de finanças descentralizadas, que caiu 3,3%.

As informações rastreadas pela plataforma de monitoramento de dados DeFi Llama apresentam resultados muito similares aos da semana passada. Entre as principais plataformas de contratos inteligentes, apenas a Tron (TRX) registrou crescimento do TVL – 15,4% – enquanto todas as concorrentes verificaram saídas de capital de seus ecossistemas DeFi nos últimos sete dias.

A Avalanche (AVAX) acumulou as maiores perdas, com -14,2%, seguida por Fantom (FTM), com 5,4%, Ethereum (ETH), com 4%, Solana (SOL), com 2,3%, e, por fim, BNB Chain (BSC), com 1,9%, de acordo com dados do DeFi Llama. Atualmente, o valor total bloqueado em protocolos DeFi é de US$ 89 bilhões. O TVL não ficava abaixo de US$ 90 bilhões desde o início de abril do ano passado

Enquanto isso, a capitalização de mercado dos tokens DeFi caiu de US$ 37,9 bilhões para US$ 37,5 bilhões, de acordo com dados do CoinGecko.

Os principais destaques em mais uma semana de baixa volatilidade no mercado foram os tokens da plataforma que mistura recursos GameFi com metaverso BurgerCities (BURGER), e das exchanges descentralizadas GMX e Serum (SRM).

BurgerCities (BURGER)

BurgerCities é um desdobramento do projeto iniciado com o BurgerSwap, um protocolo DeFi originalmente lançado na BNB Chain. O BurgerCities incorporou recursos de gamificação para criar um metaverso com acesso a ferramentas de finanças descentralizadas e comercialização de tokens não fungíveis (NFTs).

Por enquanto, o projeto encontra-se em estágio inicial de desenvolvimento, mas todas funções da exchange descentralizada BurgerSwap original foram mantidas no BurgerCities. Agora, os usuários do protocolo podem se dirigir à "Energy Plant" no BurgerCities para se tornar um provedor de liquidez do ecossistema nascente, a partir de qualquer um dos pools oferecidos, obtendo recompensas a partir da participação.

O BurgerCities também oferece um serviço de agregador de exchanges cross-chain intitulado "Black Market", que reúne tanto DEXs quanto suas contrapartes centralizadas para oferecer as melhores condições de negociação e taxas disponíveis aos seus usuários em um dashboard único de fácil utilização. Por meio do "Black Market", os tokens podem ser trocados imediatamente, sem comprometer a experiência do usuário.

Em 7 de julho, o BurgerCities anunciou a integração de mais liquidez ao seu ecossistema através de uma parceria com o protocolo DeFi iZUMi, provocando uma disparada nos preços do BURGER. Nos últimos sete dias, o token valorizou 242%, saltando de US$ 0,9332 na terça-feira, 5, para US$ 3,24 nesta terça-feira, 12, de acordo com dados do CoinMarketCap.

Atualmente, a capitalização de mercado do BURGER é de US$ 65 milhões e o token ocupa a 297ª posição no ranking geral de criptomoedas.

Desempenho semanal do BURGER. Fonte: CoinMarketCap

GMX

A GMX é uma exchange descentralizada (DEX) que oferece aos usuários negociações no mercado à vista e contratos futuros perpétuos, com baixas taxas de transação, alavancagem de até 30 vezes e baixo risco de liquidação.

A GMX foi originalmente implementada na Arbitrum, uma solução de camada 2 da Ethereum, mas também está disponível para os usuários da Avalanche.

Na GMX, as negociações são realizadas através de um pool que reúne ativos diversos e gera rendimentos para os provedores de liquidez a partir de taxas recolhidas em formadores automáticos de mercado, swaps, operações de alavancagem (spreads, taxas de financiamento e liquidações) e rebalanceamento de ativos.

Os preços dinâmicos são suportados pelos oráculos da Chainlink (LINK), em consonância com os preços das principais DEXs do mercado. Assim, a GMX procura atender às diferentes classes de usuários.

Os detentores do GMX recebem recompensas e participam das decisões de governança; os provedores de liquidez recebem seus tokens GLP que garantem participação sobre as taxas de transação, enquanto os traders encontram um espaço para realizar suas transações.

O GMX começou a atrair as atenções de alguns investidores mais atentos ao mercado depois que anunciou sua participação no Arbitrum Odyssey. O evento promovido pela solução de segunda camada do Ethereum recompensará os participantes com NFTs projetados pelos criptoartistas Ratwell e Sugoi e pelo projeto Galaxy, tornando-os elegíveis para um potencial airdrop de um token nativo da Arbitrum, ainda a ser lançado.

O GMX é um dos 56 projetos participantes da Arbitrum Odyssey, que começou em 21 de junho e terá duração total de oito semanas. No final da semana 8, os usuários que tiverem completado pelo menos 12 das 15 atividades on-chain propostas pelos desenvolvedores receberão um NFT exclusivo, como uma espécie de certificado de conclusão da Arbitrum Odyssey.

Atraindo usuários devido à sua participação na Arbitrum Odyssey, nos últimos sete dias o token de governança da GMX subiu 53%, saltando de US$ 16,91 para US$ 26,01, de acordo com dados do CoinMarketCap. Atualmente, a capitalização de mercado do GMX é de US$ 194,5 milhões, o que o posiciona na 160ª posição no ranking de criptomoedas.

Desempenho semanal do GMX. Fonte: CoinMarketCap

Serum (SRM)

A Serum é uma exchange descentralizada cujo propósito fundamental é oferecer a velocidade e a conveniência do modelo de livro de ordens ao ecossistema DeFi da Solana. A Serum possui ainda um atrativo adicional: ao contrário de outras DEX, ela processa taxas de negociação e de liquidação de transações em menos de um segundo a um custo verdadeiramente baixo – menos de alguns centavos de dólar.

Assim, grande parte dos protocolos DeFi da Solana busca integração com a Serum. E isso faz do SRM um investimento atrativo. Outra razão que torna o ativo atraente é que ele conta com o suporte do multibilionário Sam Bankman-Fried e de sua exchange, a FTX.

Conforme o diretor de research da Mercurius Crypto, Orlando Telles, havia apontado em uma análise publicada no Youtube, caso a Solana mantenha neste ano o crescimento observado em 2021, o SRM tende a ser um dos principais ativos nos quesitos de atração de capital e de relevância dentro do ecossistema da rede.

Em março deste ano, a Serum tornou-se por um breve momento a segunda maior DEX do mercado em termos de volume de negociação. O feito foi celebrado por Bankman-Fried em uma postagem no Twitter. Pouco mais de quatro meses depois, prejudicada pelo declínio do valor total bloqueado em protocolos DeFi da Solana, a Serum caiu para a 20ª posição, de acordo com dados do CoinMarketCap.

Apesar disso, a Serum mantém-se a líder do ecossistema, daí o recente rali de alta do seu token nativo.

Embora esteja cotado mais de 90% abaixo de sua máxima histórica, registrada em setembro do ano passado, o SRM valorizou 32,4% nos últimos sete dias. Em 5 de julho, o token estava cotado a US$ 0,74 e nesta terça-feira, 12, atingiu US$ 0,98, de acordo com dados do CoinMarketCap. Atualmente, sua capitalização de mercado é de US$ 258,8 milhões, o que o posiciona na 103ª posição no ranking de criptomoedas.

Desempenho semanal do SRM. Fonte: CoinMarketCap

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