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Quer fazer suas stablecoins renderem? Especialista dá dicas para maximizar ganhos

5 d ago4 min readAltcoins
Quer fazer suas stablecoins renderem? Especialista dá dicas para maximizar ganhos

Usar criptomoedas como reserva de valor é um dos três principais casos de uso que a América Latina encontrou para esses ativos. Os dados são de um relatório da Chainalysis publicado no dia 20 de outubro. Nos países latinoamericanos, as moedas digitais mais usadas para proteger as economias dos investidores são Bitcoin e stablecoins.

As stablecoins são alternativas para dolarizar, sem volatilidade, o patrimônio. No caso do investidor brasileiro, porém, deixar parte do patrimônio em stablecoins significa não aproveitar os rendimentos da renda fixa no Brasil, impulsionados pela Selic a 13,75%. Mas existem saídas. CarnaK, especialista em finanças descentralizadas (DeFi) do Cripto Select, dá dicas de como buscar rendimentos com as moedas digitais pareadas a valores reais.

O dólar e as eleições

O resultado visto nas urnas ontem (30) muda os rumos do Brasil para 2023: sai um governo de extrema direita e entra um governo de esquerda. Embora o resultado não tenha sido precificado hoje (31), já que o dólar opera em queda perante o real, os mais temerosos esperam que isso mude no médio prazo. Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, entende que o cenário de desvalorização no médio prazo é possível.

Velloni avalia que a alta do real perante o dólar nesta segunda-feira se dá em razão dos nomes cogitados para a equipe econômica do novo presidente serem “pró-mercado”. Isso tudo pode mudar, contudo, se o novo ministro da economia não respeitar o teto de gastos, algo que pode gerar preocupação nos investidores.

“Com isso, o dólar pode valorizar bastante em relação ao real. Isso é possível, já que os governos de esquerda tendem a se preocupar mais com o social, e usam caixa do governo para subsidiar essa área”, afirma.

Em suma, isso pode fazer com que investidores abandonem o real em detrimento do dólar. Para aqueles que optarem pela ‘dolarização’ do patrimônio em stablecoin, é necessário buscar formas de não deixar seus fundos “estagnados”. As finanças descentralizadas são de grande utilidade nesse ponto.

Separando as stablecoins

CarnaK é especialista em DeFi do Cripto Select e um dos fundadores do curso “DeFi do Zero à Renda Passiva”. Antes de buscar rendimentos com stablecoins, ele recomenda não deixar todos os ovos em uma única cesta. “Assim como as demais criptomoedas são diversificadas, o mesmo deve ser feito com stablecoins, especialmente após o colapso do UST.”

Após diversificar as stablecoins, CarnaK afirma que existem plataformas, como a Nanoly, para identificar onde estão os maiores rendimentos para esses criptoativos. “Ao usar a Nanoly, o ideal é criar uma conta gratuita. Com ela, é possível verificar os maiores rendimentos nos últimos sete dias, e não só os mais recentes. Assim, é mais fácil identificar bons rendimentos que são constantes”, diz o especialista.

Imagem: Nanoly

Falando em rendimentos, as formas mais comuns são o farm com apenas uma stablecoin e o fornecimento de liquidez com duas ou mais stablecoins. Em ambos os casos, CarnaK recomenda que sejam selecionados pools de liquidez robustos. Ou seja, os pools com pequenos montantes alocados devem ser evitados.

“Para conferir o tamanho do pool, eu uso plataformas como a Revert. Na opção de acrescentar liquidez, eu filtro o protocolo, o pool e os ativos que eu desejo utilizar. A plataforma informa o valor total alocado no pool e, caso seja muito baixo, eu busco outro lugar para fornecer liquidez. Também evito pools com baixos valores movimentados.”

Imagem: Revert.finance

Outro sinal vermelho a ser evitado é utilizar protocolos desconhecidos. Já que o objetivo é fazer com que as stablecoins gerem rendimentos com o mínimo de risco, uma aventura em terrenos inexplorados derrota o propósito, afirma o especialista do Cripto Select.]

Fique longe das bridges

Bridges são aplicações utilizadas para migrar ativos nativos de uma blockchain a outra. O modelo comumente utilizado consiste em ‘travar’ criptomoedas em um contrato inteligente e gerar ativos sintéticos na rede. Isso faz com que as bridges fiquem com quantias relevantes em moedas digitais, atraindo atenção dos hackers. Os três maiores ataques ocorridos em 2022, por exemplo, foram executados em bridges.

Por isso, CarnaK recomenda que os investidores não busquem rendimentos em bridges. “Antes de alocar stablecoins, verifique a página de ‘sobre nós’ do protocolo e verifique se ele é uma bridge. Caso seja, fique de fora. Dê preferência a aplicações descentralizadas criadas direto em uma blockchain segura, como Uniswap, Aave e Curve, todas no Ethereum”, conclui.

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