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“Promessas das criptomoedas não são realidade”, diz FMI

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“Promessas das criptomoedas não são realidade”, diz FMI

Para o Fundo Monetário Internacional, o FMI, as promessas das criptomoedas não condizem com a realidade apresentada até agora, sendo vários os pontos atacados em um novo artigo publicado pelo órgão.

Intitulado “o Fascínio Superficial das Criptomoedas”, o texto foi escrito pela professora do Washington College of Law da American University, Hilary Allen.

Durante seu longo artigo, ela pede que os reguladores façam seu melhor para acabar com as criptomoedas ou reduzir seus impactos no mundo bancário.

“Criptomoedas favorecem ransomwares e gastam muita energia”, diz artigo publicado pelo FMI

Para criticar o Bitcoin, que surgiu há apenas 14 anos, a professora dos Estados Unidos, Hilary Allen, utilizou dois argumentos iniciais.

Um deles é que o Bitcoin e demais criptomoedas consomem muita energia para seu funcionamento. Como segundo item da lista, ela cita que os ataques cibernéticos do tipo ransomware crescem por culpa das moedas digitais descentralizadas.

“Nos 14 anos desde que o Bitcoin surgiu, os proponentes fizeram promessas de que a criptomoeda revolucionaria o dinheiro, os pagamentos ou as finanças – ou todas as opções acima. Essas promessas permanecem não cumpridas e parecem cada vez mais impossíveis de cumprir – mas muitos formuladores de políticas as aceitaram pelo valor nominal, apoiando a experimentação de criptomoedas como um passo necessário em direção a um futuro vago e inovador.”

Como a escritora publicou em seu artigo publicado pelo FMI, com destaque até em redes sociais, o bitcoin promete uma falsa descentralização e democracia, que ela não acredita serem legítimas.

“Crises na economia são políticas e não são as criptomoedas que vão resolver isso”

Durante a sua explicação sobre crises na economia, a professora dos EUA disse que empresas de criptomoedas defendem essa como proteção, fazendo acusações de forma muito lúcidas.

Ela reconhece que o setor bancário tem passado por problemas nos últimos anos, mas não são as criptomoedas que resolverão essa situação, disse Hilary Allen em sua análise.

Isso porque, para ela, o problema das crises financeiras é político, sendo melhor resolvido em soluções de tecnologias centralizadas, onde o estado tem maior controle.

“Em uma era de crescente disfunção política, é compreensível que os formuladores de políticas queiram acreditar que a tecnologia pode consertar as coisas sem seu envolvimento. Infelizmente, as criptomoedas não atendem às suas reivindicações de descentralização, e os altos e baixos das criptomoedas podem ter amplas consequências econômicas se forem integradas ao sistema financeiro tradicional e capazes de interromper o fluxo de capital para a economia real.”

“Formuladores de políticas não devem ser influenciados por promessas duvidosas de descentralização”, diz artigo

Na sua conclusão, Allen finaliza dizendo que as políticas públicas sobre criptomoedas devem ser duras, evitando que essas influenciem o mercado financeiro tradicional.

De acordo com a professora anti-criptomoedas, “deveria ser criado um firewall entre o mercado cripto e tradicional”. A prioridade, segundo ela, deveria ser a proibição de bancos negociarem criptomoedas para seus clientes, principalmente stablecoins.

As leis atuais já podem levar os bancos a serem proibidos, ou seja, não é necessário mudar a legislação bancária para criar uma barreira às criptomoedas.

Dessa forma, o artigo publicado pelo FMI nesta quarta-feira (7), um dia de independência no Brasil, pede que as criptomoedas sejam duramente fiscalizadas.

“Em última análise, os formuladores de políticas não devem ser influenciados por promessas duvidosas de descentralização e democratização; eles devem ser proativos em parar os impactos negativos da criptomoeda. Os arquitetos do futuro das finanças têm muitos problemas para resolver e devem apresentar as soluções mais simples e diretas. Tentar adaptar ativos cripto e blockchains para resolver esses problemas provavelmente só piorará as coisas.”

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