Coin News

Privacidade é uma das principais preocupações no yuan digital, defende BC chinês

1 h ago3 min readOther
Privacidade é uma das principais preocupações no yuan digital, defende BC chinês

A proteção da privacidade é um dos principais problemas entre os muitos que ainda restam quando se trata do uso da moeda digital do banco central (CBDC) da China, o yuan digital, de acordo com o presidente do BC chinês, Yi Gang.

“Também é importante ter em mente que o anonimato e a divulgação completa não são tão simples quanto o preto e branco. Há muitas sutilezas no meio”, disse Gang durante um discurso online na Hong Kong FinTech Week. “Portanto, devemos encontrar um equilíbrio entre proteger a privacidade e combater atividades ilícitas”.

Os bancos centrais e governos de grandes economias ao redor do mundo já sinalizaram sua intenção de explorar o desenvolvimento de uma CBDC de olho na liderança da China na tecnologia.

O estresse sobre a privacidade vem em um mês no qual o yuan digital da China, também conhecido como e-CNY, atingiu a marca de 100 bilhões de yuans (cerca de US$ 14 bilhões) em volume de transações. O número representa um aumento de 14% em relação ao final do ano passado, ante crescimento de 154% nos últimos seis meses de 2021.

Leia também

Cripto+

Yuan digital: por que a moeda virtual da China pode ameaçar a hegemonia do dólar?

Chineses testam yuan digital desde 2019 enquanto Estados Unidos ainda discute se dólar digital vale a pena

Projeção

Por que o Bitcoin vai atingir US$ 63 mil até março de 2024, segundo a Matrixport

Dados históricos mostram que o Bitcoin tende a cair e começar a subir 15 meses antes do próximo “halving”

O e-CNY está sendo lançado em caráter experimental em todo o país em 23 cidades.

Gang ressaltou que o yuan digital está “principalmente posicionado como dinheiro para atender às necessidades de pagamento de varejo doméstico” – de forma a melhorar as finanças inclusivas e a eficiência do sistema de pagamento –, e enfatizou que a moeda digital foi projetada para “garantir a proteção da privacidade e a segurança financeira através do anonimato”.

Ele explicou que isso é possível pelo fato de que “os dados relacionados à transação são criptografados para armazenamento, entidades e indivíduos são proibidos de consultas arbitrárias ou uso de informações sem autorização legal rigorosa” e que o banco central da China mantém “soft wallets e hard wallets para atender à necessidade de transações anônimas de valores pequenos, tanto online quanto offline”.

Soft wallets são carteiras de criptomoedas digitais, como a MetaMask e a TrustWallet. Já hard wallets são carteiras físicas, como as fabricadas por Trezor e Ledger.

O esforço em torno do projeto de moeda digital seria o principal motivo pelo qual a China, na visão de especialistas, vem reprimindo as criptomoedas. No ano passado, vale lembrar, o país declarou todas as transações e mineração de criptomoedas ilegais.

Cadastre-se e descubra como surfar a Terceira Onda das Criptomoedas e entenda por que você deveria olhar agora para esse tipo de investimento

Source

Subscribe to get our top stories

Coin News
App StoreApp Store