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Polícia Federal cumpre mandados de prisão em desdobramento do caso da pirâmide Unick Forex

24 Aug, 20223 min readBitcoin
Polícia Federal cumpre mandados de prisão em desdobramento do caso da pirâmide Unick Forex

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (24) a “Operação Templo da Máscara II” para cumprir três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão na cidade de Curitiba (PR). Os alvos investigados são suspeitos de ocultar mais de R$ 100 milhões de organização criminosa cujos recursos teriam sido obtidos à época das fraudes financeiras identificadas na Operação Lamanai, ação policial que ocorreu em outubro de 2019 contra líderes da pirâmide financeira Unick Forex.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início a partir da análise de informações obtidas no âmbito da Operação Lamanai, ou seja, trata-se de um desdobramento do caso. “Por meio de empresa voltada à educação financeira, os suspeitos captavam recursos de terceiros sob a pretexto de contrato de investimento-anjo, prometendo rendimentos acima daqueles pagos pelo mercado financeiro”, diz a nota da entidade.

“Os investigados são suspeitos de realizar operações financeiras irregulares, promover a captação de recursos de terceiros sem autorização legal e remeter valores para empresas constituídas no exterior com o intuito de ocultar a origem ilícita dos recursos”, ressalta a PF.

Na Operação Lamanai, a PF prendeu nove pessoas ligadas à Unick Forex, empresa suspeita de prática de pirâmide financeira que tinha sede em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, e que lesou milhares de pessoas. Leidimar Lopes, suposto líder do esquema, foi preso na ocasião.

Segundo a PF, a ação de hoje foi determinada pela 7ª Vara Federal de Porto Alegre cujo objetivo é “desarticular grupo dedicado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como a captação de recursos de terceiros não autorizada e à lavagem de dinheiro”.

“O cumprimento dos mandados judiciais tem como objetivo parar a continuidade da prática delitiva, identificar o destino dos valores ainda ocultos e permitir a realização de diligências policiais sem a interferência dos investigados, que buscavam orientar testemunhas durante o inquérito policial”, explica a nota.

Além da ação policial, a Justiça também determinou que se inicie um processo de execução para sequestro de valores e afastamento de sigilo fiscal e bancário dos investigados.

Pirâmide Unick Forex

A Unick Forex é investigada por captar até R$ 29 bilhões de 1,5 milhão de pessoas. Na operação Lamanai, a PF encontrou e apreendeu 1500 bitcoins, milhões de reais, carros e imóveis.

A Unick Forex estava proibida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de atuar no mercado desde 2018, mas mesmo assim permanecia vendendo produtos sob a justificativa de que vendia produtos de educação.

Mais tarde, o negócio foi rebatizado de Unick Academy e a captação de clientes aumentou. Até meados de 2019, cumpriu os pagamentos. Porém, conseguia cumprir porque os novos clientes eram quem pagavam os antigos — modalidade clássica de uma pirâmide.

Com a promessa de lucro de 100% sobre o valor investido em até seis meses, a empresa teria captado ilegalmente cerca de um milhão de pessoas até se tornar alvo da Polícia Federal.

Fora as investigações sobre o prejuízo bilionário a clientes, pesa também sobre os líderes da Unick um processo na Justiça federal que apura a movimentação de R$ 269 milhões por meio de empresas de fachada para a prática de lavagem de dinheiro.

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