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Plataforma falida Celsius planeja criar criptomoeda nova para pagar dívidas, mostra áudio vazado

23 Sep, 20224 min readOther
Plataforma falida Celsius planeja criar criptomoeda nova para pagar dívidas, mostra áudio vazado

A plataforma de empréstimos de criptomoedas falida Celsius Network parece estar planejando transformar sua dívida em uma nova criptomoeda chamada “IOU” (“I Owe You”, “Eu devo a você”, em tradução livre).

A Celsius entrou com pedido de proteção contra falências nos EUA em 11 de julho, um mês após interromper os saques por causa de uma crise de liquidez atribuída a “condições extremas de mercado”. Na sequência, veio à tona que os problemas financeiros da plataforma eram mais graves: uma dívida de quase US$ 5 bilhões a 500 mil credores.

Mesmo que a Celsius vendesse todos os seus ativos – incluindo sua ainda inacabada subsidiária de mineração, a Celsius Mining, na qual executivos e advogados de falência da Celsius depositaram suas esperanças – ainda ficaria com um buraco de US $ 1,2 bilhão em seu balanço.

Em vez disso, uma gravação de áudio vazada de uma reunião interna da Celsius, compartilhada pela YouTuber e cliente da plataforma Tiffany Fong, indica que a empresa está considerando um método alternativo para reembolsar os clientes: converter Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e USD Coin (USDC) que deve aos clientes em um token.

No áudio, o cofundador e diretor de tecnologia Nuke Goldstein explica que o token “representa a proporção entre o quanto realmente devemos e o quanto realmente temos”.

Os clientes poderiam então resgatar esses “tokens IOU”, negociá-los no mercado ou mantê-los para especular sobre a possível recuperação da Celsius a longo prazo. O cronograma para esses resgates, no entanto, permanece incerto.

Em outra ligação vazada compartilhada por Fong, executivos da Celsius disseram aos funcionários em uma reunião geral, em 8 de setembro, que o CEO Alex Mashinsky já havia compartilhado o plano de emitir os tokens IOU com o comitê de credores não-segurados, que teria reagido com um “feedback positivo”.

“É realmente assim que resolvemos isso, como saímos dessa situação”, disse aos funcionários Oren Blonstein, diretor de conformidade da Celsius, na reunião. “O que fazemos neste momento crucial pode ser por meio de soluções inéditas e realmente inovadoras – e este [plano] é uma delas.”

Solução não é nova

O plano, se aceito pelo comitê de credores não-segurados, não seria, no entanto, exatamente inédito.

A Poolin, operadora chinesa de pools de mineração sem liquidez, suspendeu os resgates de seu serviço de wallet no início deste mês. Uma semana depois, anunciou que emitiria tokens IOU para clientes afetados, representando uma proporção de 1:1 de saldos de usuários em seis criptomoedas.

A ideia também tem alguma semelhança com o plano de recuperação da Bitfinex, usado após um hack que drenou 120 mil BTC das reservas da exchange em meados de 2016. Na época, a exchange emitiu tokens de dívida para clientes afetados, que foram negociados no mercado – geralmente por muito menos do que seu valor nominal de US$ 1.

Passada a retomada, um ano depois a Bitfinex já havia recomprado todos os seus tokens de dívida restantes.

O mesmo também já aconteceu diversas vezes no Brasil. A Atlas Quantum, empresa acusada de aplicar um golpe de bilhões de reais em vítimas em todo o país, lançou uma criptomoeda chamada Bitcoin Quantum que, mais tarde, mostrou não ter valor. O mesmo aconteceu com outras empresas acusadas de operar esquemas de pirâmide financeira, como BWA e Genbit.

Investigação em andamento

Depois de suspender os resgates de clientes em junho, a Celsius passou a ser investigada por autoridades regulatórias em diferentes estados dos Estados Unidos, incluindo Kentucky, New Jersey e Vermont.

O Departamento de Regulação Financeira de Vermont, no caso, tem opiniões fortes em relação à Celsius quando sugeriu, em setembro, que a estrutura da empresa se assemelhava a uma pirâmide.

“Isso mostra um alto nível de má gestão financeira e também sugere que, pelo menos em alguns momentos, os rendimentos dos investidores existentes provavelmente estavam sendo pagos com os ativos de novos investidores”, disse o documento de Vermont.

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