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PF prende suspeitos de lavar dinheiro da pirâmide de criptomoedas Unick Forex

25 Aug, 20223 min readOther
PF prende suspeitos de lavar dinheiro da pirâmide de criptomoedas Unick Forex

Na manhã desta quarta-feira (24), agentes da Polícia Federal (PF) deflagraram uma operação cujos alvos eram os suspeitos de terem ajudado a lavar dinheiro de origem ilícita da suposta pirâmide financeira de criptomoedas Unick Forex. Ao longo da “Operação Templo da Máscara II”, a PF prendeu três pessoas e cumpriu cinco mandados de busca em Curitiba, no Paraná.

De acordo com a nota da PF, o objetivo da ação era desarticular um grupo que praticava crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Isso inclui, por exemplo, captação de recursos de terceiros não autorizada e lavagem de dinheiro.

Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a PF executou ordens judiciais para sequestro de valores e quebrou o sigilo fiscal e bancário dos investigados. A 7ª Vara Federal de Porto Alegre foi quem emitiu os mandados.

Operação Templo da Máscara II

Conforme informou a PF, as investigações tiveram início a partir da análise de informações obtidas no âmbito da Operação Lamanai, que ocorreu em 2019.

Aquela ação descobriu que, por meio de uma empresa paraense voltada à educação financeira, os suspeitos captavam recursos de terceiros. A promessa era firmar um contrato de investimento-anjo, prometendo retornos bem acima dos praticados no mercado.

“O cumprimento dos mandados judiciais tem como objetivo parar a continuidade da prática delitiva, identificar o destino dos valores ainda ocultos e permitir a realização de diligências policiais sem a interferência dos investigados, que buscavam orientar testemunhas durante o inquérito policial”, disse a PF.

Ainda segundo a PF, os suspeitos presos são suspeitos de realizar operações financeiras irregulares. Além disso, eles teriam promovido captação de recursos de terceiros sem a autorização legal e enviado dinheiro para o exterior para ocultar a sua origem ilícita.

Sobre a Unick Forex

A PF estima que o grupo ocultou mais de R$ 100 milhões de recursos da Unick, alvo da investigação da Operação Lamanai.

Apontada como um dos maiores esquemas de pirâmide do Brasil, a Unick também é conhecida como Unick Forex e Unick Academy.

Com sede em Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul, a empresa operou no mercado entre 2017 e 2019. A empresa prometia retornos de 30% fixos ao mês com supostas aplicações em criptomoedas.

Em 2019, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu uma ordem de suspensão das atividades da empresa. Mas a Unick não cumpriu o stop order. Meses depois, o esquema começou a ruir e a empresa deixou de pagar os lucros prometidos. Por fim, a Unick foi fechada em 17 de outubro de 2019 pela Operação Lamanai, deflagrada pela PF.

De acordo com as investigações da PF, os investidores da Unick tiveram um prejuízo de R$ 12 bilhões. Além disso, estima-se que o número de investidores lesados seja algo em torno de 1 milhão. Conforme informou a PF, a Unick chegou a mover cerca de R$ 28 bilhões nos anos em que operou.

Em junho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) concluiu que a empresa lavou R$ 269 milhões por meio de empresas de fachada.

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