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"Nunca mais promovo empresa de criptomoedas", diz Youtuber brasileiro

17 Nov, 20223 min readOther
"Nunca mais promovo empresa de criptomoedas", diz Youtuber brasileiro

O youtuber Mateus Rapini, que leva informações ao mercado de criptomoedas brasileiro, revelou porque encerrou contrato com a empresa de empréstimos BlockFi, mais uma que chegou ao fim nos últimos dias.

Durante um período de alguns meses, Mateus fechou um contrato de parceria com a empresa. Segundo ele, a BlockFi passava credibilidade ao respeitar a regulação nos Estados Unidos.

Além disso, o youtuber brasileiro lembrou que em vários estados norte-americanos a empresa tinha licença para operar. Quando a Terra (LUNA) colapsou, o mercado começou a desconfiar da BlockFi.

Youtuber de criptomoedas brasileiro diz que BlockFi foi uma terrível experiência de parceria

Mateus Rapini é um dos maiores youtubers de criptomoedas no Brasil, com mais de 400 mil seguidores.

Em seu canal, ele busca apresentar seus vídeos de forma descontraída, além de conteúdos sobre macroeconomia que podem afetar o setor.

Rapini se lembrou do que pode ser o maior arrependimento de sua vida em um patrocínio, que envolve a empresa BlockFi. Em um vídeo divulgado na última quarta-feira (16), o youtuber se lembrou que em 70 vídeos ele divulgou a empresa, que passava credibilidade.

Desde junho, quando a Terra caiu, Mateus percebeu que o modelo da BlockFi era de alto risco. Naquele momento, ele rescindiu o contrato com a empresa imediatamente e publicou uma série de alertas.

Segundo o empresário, vários de seus clientes viram o alerta e conseguiram sacar os valores da plataforma. Mesmo assim, ele acredita que "anunciar negócios de criptomoedas é um negócio de alto risco que pode manchar a reputação de um youtuber".

Após a experiência negativa com a BlockFi, Mateus Rapini declarou que não irá mais anunciar nenhuma empresa de criptomoedas, visto que "nenhuma merece ser recomendada."

Golpe contra canal

Além do custo da reputação, Mateus Rapini disse que lutou para ajudar seus seguidores a sacar as criptomoedas que depositaram na plataforma.

Contudo, ele ainda tinha 70 vídeos com conteúdos divulgando a empresa. Por contrato, ele confessou que não poderia apenas recortar os momentos das divulgações, então teve que excluir todos os vídeos.

O problema de ter 70 vídeos excluídos foi o de perder relevância no YouTube. De acordo com o youtuber brasileiro, ele tinha uma média de 1 milhão de visualizações mensais, que caíram para apenas 300 mil após o episódio.

"Se eu pudesse voltar no passado e pudesse não pegar o patrocínio da BlockFi, ou mesmo não pegar nenhum patrocínio de empresas de criptomoedas, eu certamente faria isso. Porque o risco de reputação para um canal é muito maior que qualquer retorno financeiro. Infelizmente eu não posso mudar o passado, mas quero reiterar que sempre tive como lema jamais anunciar uma empresa que eu não utilizasse também. Desde que a BlockFi se mostrou arriscada, eu parei de utilizar a empresa e notifiquei no canal com 5 meses de antecedência do problema."

No último dia 11 de novembro, a BlockFi congelou saques para seus clientes alegando não ter como manter seus serviços.

Sobre a FTX, o youtuber brasileiro disse que também foi afetado e perdeu um valor na corretora. Assim, como as empresas não estão passando confiança, ele não vai mais anunciar nenhuma empresa até que todo o mercado seja auditado.

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