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Non Fungible Conference (NFC): futuro dos jogos Web3 depende de opções mais divertidas e descentralizadas

12 Sep, 20223 min readBlockchain
Non Fungible Conference (NFC): futuro dos jogos Web3 depende de opções mais divertidas e descentralizadas

Ainda não existe um jogo Web3 — ou seja, que use o conceito de blockchain e comunidade — que seja divertido de jogar. A constatação dura foi feita nesta segunda-feira (12) em um painel da Non Fungible Conference (NFC), evento que acontece em São Paulo e reúne empreendedores e especialistas do universo dos tokens não fungíveis (NFT).

O modelo play-to-earn, no qual um jogador é recompensado com criptomoedas pelo tempo dedicado ao jogo, movimentou quantias enormes em games como Axie Infinitiy, mas está saturado atualmente. Esse problema tem sido discutido há um tempo: a indústria tem que criar jogos divertidos como ponto principal.

Esse ponto foi ressaltado por Bruna Simões, cofundadora da Cyberskies, empresa que está desenvolvendo games Web3. Foi nesse momento que Nenesk, apelido do influencer Gustavo Vilas Bôas, interrompeu: “Esses jogos ainda estão em construção. Ainda não tem nada muito divertido”.

Simões concordou: “Ainda estamos nesse limbo de construção em meio a um bear market”.

O head de research da Dux, Felipe Barros, participou do debate e falou para além da diversão, mas também do conceito de Web3 como uma descentralização que não é vista na prática.

“São poucos ou nenhum jogo que a comunidade tem real poder sobre a decisões de governança e em que os jogadores são realmente donos dos seus ativos e não dependem da plataforma. O jogo que conseguir reverter esse movimento a favor dos jogadores que estão realmente comprometidos com o ecossistema e recompensar eles, com certeza vai ser um jogo de sucesso”, disse Barros.

Quando questionado sobre suas percepções para o futuro dos jogos Web3, Nenesk voltou para o seu principal ponto: “Para mim é muito simples: diversão. O futuro é fazerem jogos divertidos de jogar”.

Repúdio a ser superado

O modelo de incentivar pessoas a jogarem um game, não pela diversão, mas sim pela recompensa em tokens que podem valer muito dinheiro no futuro, fez com que a comunidade gamer em geral se unisse de forma ferrenha para repudiar qualquer relação de jogos com NFT, blockchain e criptomoeda.

A indústria está consciente disso. Antônio Fonseca, CEO da desenvolvedora de games Brazuca e que atuou a vida toda na indústria tradicional de jogos, foi mediador do painel e disse que o preconceito ainda é total.

“Quando falo que estou migrando para jogos Web3 sou ridicularizado. Temos que tirar o ranço que ficou desse momento inicial que foi totalmente nocivo”, afirma.

Bruna Simões concorda e lembra que não existem muito mais chances para virar o jogo: “Temos que fazer bem feito agora, para não manchar a imagem novamente dos jogos Web3”.

Trailer de game

Ao final da palestra, foi apresentado um breve clipe do game Cyberskies, que tem a premissa de ser um jogo Web3 com conceitos de descentralização, blockchain e NFT, mas que tem a diversão como ponto principal, segundo seus criadores.

Veja abaixo o trailer:

Trailer do game Cyberskies: — Fernando Martines (@Martines_1989) September 12, 2022

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