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Mercado Bitcoin lança a MB Equity voltada a investimentos via crowdfunding

5 Oct, 20224 min readBitcoin
Mercado Bitcoin lança a MB Equity voltada a investimentos via crowdfunding

A exchange Mercado Bitcoin anunciou que está ampliando seu escopo de produtos de investimento com o lançamento de um sistema de crowdfunding e a primeira empresa a lançar um equity crowdfunding com a exchange será a Cartezyan, sistema profissional de análise gráfica em tempo real presente nas maiores exchanges e escritórios de investimento do País.

Fundada em 1992, a ferramenta é pioneira em oferecer integração do portfólio de criptoativos do MB com ações listadas na B3. Atualmente, a Cartezyan está homologada em cinco corretoras e duas exchanges. A empresa tem valuation de R$ 20 milhões e está levantando R$ 2 milhões para sua atual rodada no MB Equity.

O crowdfunding do Mercado Bitcoin está dentro das regras da Comissão de Valores Mobiliários.

"Vemos um aumento de investidores buscando se profissionalizar no mercado. Nesse novo panorama, a captação de recursos da Cartezyan aumentará a escala de entrega dessas soluções e beneficia a indústria como um todo", disse Vitor Delduque, diretor de Novos Negócios do MB.

Na interface da Cartezyan, clientes podem estudar múltiplos mercados, testar estratégias e ganhar experiência em operações financeiras por meio de simuladores que possibilitam envio de ordens, configuração de stops, zeragem, inversão de posições, acompanhamento em tempo real de lucro/prejuízo, além de edição e cancelamento de transações.

A ferramenta ainda permite monitorar os expoentes mais atuantes nos ativos selecionados, visualizando negócios, ordens originais, compradores e vendedores, com destaque para negócios efetuados.

Também é possível visualizar todas as ofertas de um ativo simultaneamente por meio do livro de ofertas da plataforma, onde usuários podem selecionar movimentações avulsas ou agrupadas.

Tokenização

Recentemente a CVM intimou o MB a prestar esclarecimentos sobre uma modalidade de investimentos baseada em tokens de renda fixa que é oferecida pela empresa em sua plataforma de negociação.

Os ativos são oferecidos em uma seção denominada "Tokens" na plataforma do MB e oferecem uma espécie de investimento em "renda fixa digital" atrelada a ativos que supostamente oferecem baixo risco e alto rendimento, como por exemplo algumas modalidades de consórcio, precatórios, recebíveis e contratos de comercialização de energia elétrica.

Importante notar que estes ativos não são valores mobiliários e, portanto, não estão na alçaca da CVM, além disso, no caso de precatórios e recebíveis não há captação para a realização de um possível faturamento já que os recebíveis já são realizados e, portanto, podem ser considerados como um empréstimo e não um valor mobiliário.

De acordo com o ofício enviado pela CVM ao MB, a exchange deverá informar à CVM o valor captado por esses produtos de investimento desde janeiro de 2020, encaminhar uma relação na qual sejam identificados todos os investidores que adquiriram os tokens de renda fixa comercializados pela empresa e como foram feitos os aportes.

A CVM pede ainda que o MB informe se pretende manter ativo o serviço de comercialização desta classe específica de ativos digitais. A CVM informa que o MB pode sofrer ações cautelares caso sejam verificadas irregularidades nas ofertas dos tokens de renda fixa.

Resposta do MB

Em um comunicado oficial distribuído à imprensa, o MB reiterou sua disposição para operar em conformidade com as leis brasileiras, ressaltando o compromisso e a colaboração da empresa com a regulação do mercado brasileiro de prestadores de serviços de ativos digitais.

O comunicado afirma que a exchange "não realiza oferta pública de valores mobiliários fora do escopo das autorizações que possui como plataforma autorizada de crowdfunding e de gestora de investimentos", e conclui:

"Em relação aos chamados non-security tokens (tokens que não representam valores mobiliários), tomamos os devidos cuidados para não infringir o campo de atuação de entidades autorizadas, inclusive, consultando previamente o regulador sobre a estrutura usada para [comercialização] de tais tokens, no início de nossas operações, em 2020."

Diante do vácuo na regulação de criptoativos no Brasil, a CVM tem assumido uma participação mais relevante nos debates sobre o tema desde que João Pedro Nascimento assumiu a presidência do órgão, em julho deste ano.

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