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Maximalismo não compensa: MicroStrategy teria lucrado US$ 1,4 bilhão comprando Ethereum em vez de Bitcoin

4 Nov, 20224 min readBitcoin
Maximalismo não compensa: MicroStrategy teria lucrado US$ 1,4 bilhão comprando Ethereum em vez de Bitcoin

Durante o ciclo de alta do mercado de criptomoedas de 2020-2021, a empresa de inteligência de negócios MicroStrategy tornou-se o maior investidor institucional de Bitcoin (BTC) sob a liderança de Michael Saylor. Imagem perfeita e acabada do touro maximalista que acredita que apenas o Bitcoin é dotado de valor intrínseco entre as mais de 20 mil criptomoedas existentes hoje no mercado, Saylor apostou tudo na maior criptomoeda do mercado.

Desde o primeiro aporte, em agosto de 2020, a MicroStrategy investiu mais de US$ 4 bilhões para adquirir 130.000 BTC, resultando em um preço médio de US$ 30.639. Com o Bitcoin lutando em torno da resistência de US$ 20.000 desde setembro, as participações da empresa acumulam um prejuízo de aproximadamente US$ 1,3 bilhão.

Contrariando a tese de Saylor, caso a MicroStrategy tivesse investido US$ 4 bilhões em Ether (ETH), hoje, o prejuízo teria se tornado não um prejuízo, mas um lucro de US$ 1,4 bilhão, somando US$ 5,4 bilhões, de acordo com um levantamento do BlockcainCenter.Net.

Participações da MicroStrategy em BTC comparadas com valor equivalente em ETH. Fonte: BlockchainCenter.Net

Os ganhos ilustrados acima poderiam ser ainda maiores caso a MicroStrategy bloqueasse suas participações em ETH em staking. Acumulando um rendimento médio de 4% ao ano, a empresa poderia ter acumulado US$ 398,3 milhões adicionais, equivalentes a 239.691 ETH.

No entanto, tudo isso não passa de uma suposição, pois como Saylor não se cansa de declarar "não há segunda melhor criptomoeda" no mercado. Só o Bitcoin importa para ele, que deixou o cargo de CEO da MicroStrategy em 8 de agosto, pouco antes do aniversário de dois anos da estratégia de investimento baseada em BTC que ele arquitetou e chegou a ser um sucesso – ao menos por algum tempo.

O balanço do terceiro trimestre de 2022 da MicroStrategy divulgado em 1 de novembro revelou um prejuízo líquido reduzido de US$ 27,1 milhões no período, refletindo os efeitos do mercado de baixa das criptomoedas sobre os resultados da empresa.

A empresa informou que as taxas de imparidade para o trimestre somaram US$ 727.000. Menos do que os US$ 917,8 milhões registrados no segundo trimestre de 2022 ou os US$ 65 milhões do mesmo período do ano passado, graças aos preços estáveis ​​do Bitcoin entre julho e setembro deste ano.

Na teleconferência de apresentação dos resultados trimestrais o presidente e CEO que substituiu Saylor no comando da MicroStrategy, Phong Le reiterou a estratégia de investimento em Bitcoin da empresa com foco longo prazo:

“Nós não vendemos nenhum Bitcoin até o momento. Para reiterar nossa estratégia, buscamos adquirir e manter Bitcoin a longo prazo. E atualmente não planejamos nos envolver em vendas de Bitcoin. Temos um horizonte de longo prazo e o negócio principal não é afetado pelas flutuações de preço do Bitcoin no curto prazo.”

Tese do flippening ganha força

Uma amostra da força do ETH frente ao BTC no atual mercado de baixa é que desde as mínimas de junho, o token nativo da Ethereum subiu 66,8% enquanto o Bitcoin valorizou apenas 11,6%, de acordo com dados CoinMarketCap que podem ser visualizados no gráfico abaixo.

Gráfico Diário BTC/USD contra ETH/USD desde 18 de junho de 2022. Fonte: TradingView

No mesmo período, o ETH valorizou 58,7% em relação ao BTC, saltando de 0,049081 BTC para 0,077917 BTC no início da tarde desta sexta-feira, 4, também de acordo com dados do CoinMarketCap.

Alguns analistas já apontam que o próximo ciclo de alta do mercado verá o Ethereum ultrapassando o Bitcoin para tornar-se a maior criptomoeda do mercado.

De acordo com a pesquisa "Institutional Investor Digital Assets Study: Key Findings" publicada anualmente pela gestora Fidelity Digital Assets são justamente os investidores institucionais que poderão contribuir de forma decisiva para que o Ether supere o Bitcoin em valor de mercado.

Segundo o relatório, o interesse dos investidores institucionais pela indústria cresceu muito em função do interessante no ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi). O segundo fator de atração para os grandes players é a possibilidade de investir em uma tecnologia inovadora.

Segundo o Diretor de Research da Mercurius Crypto, Orlando Telles, "esses dados reforçam que a expansão da usabilidade dos ecossistemas dos criptoativos tendem a se tornar cada vez mais relevantes num contexto de adoção institucional e natural elevação da correlação dessa classe de ativos com o mercado tradicional."

Por isso, "o Ethereum tende a ser mais atrativo para essa classe de investidores quando comparados com ativos de caso de uso específicos e mais restritos como o Bitcoin", conclui Orlando.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, o Ethereum está exibindo um padrão clássico de alta em relação ao Bitcoin, que sugere uma valorização potencial de 50% do par ETH/BTC até o início de 2023.

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