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Manhã cripto: Com mercado de olho em inflação, Bitcoin (BTC) segue abaixo de US$ 40 mil; Polkadot (DOT) cresce 4,1%

11 Mar, 20226 min readAltcoins
Manhã cripto: Com mercado de olho em inflação, Bitcoin (BTC) segue abaixo de US$ 40 mil; Polkadot (DOT) cresce 4,1%

O mercado de criptomoedas ainda busca uma direção na manhã desta sexta-feira (11), analisando os dados de inflação nos Estados Unidos e o impacto das sanções à Rússia nos preços das commodities. O Bitcoin (BTC) mostra pouca variação nas últimas 24 horas, cotado a US$ 39.117,67, segundo o CoinGecko. O Ethereum (ETH) também operava com estabilidade, negociado a US$ 2.602,45.

No Brasil, o Bitcoin recua 0,5%, para R$ 197.211,94, segundo o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos subiu 7,9% nos 12 meses até fevereiro, o ritmo mais rápido desde 1982, de acordo com relatório do Departamento de Trabalho. O Bitcoin, visto por alguns investidores como hedge contra a inflação, mostrou pouca variação depois dos dados, que vieram em linha com as expectativas de economistas, de acordo com o CoinDesk.

O presidente dos EUA, Joe Biden, deve pedir nesta sexta-feira o fim dos privilégios comerciais em suas relações com a Rússia, abrindo caminho para o aumento das tarifas sobre as importações russas, segundo fontes da Bloomberg. Para analistas, se aprovada a medida deve colocar ainda mais pressão sobre os preços das commodities. A Rússia anunciou que vai suspender a exportação de 200 produtos, que não incluem vendas de energia e matérias-primas.

Com o fracasso das negociações para um cessar-fogo, forças russas intensificaram os bombardeios aéreos em toda a Ucrânia nesta sexta-feira, visando locais distantes das linhas de frente, enquanto continuam a atacar cidades já devastadas pelos combates, informou o New York Times.

Após os fortes ganhos na quarta-feira (9), dia da divulgação da ordem executiva sobre o marco regulatório nos EUA para o setor de criptoativos, o BTC mostra desvalorização de 7,9% em sete dias, enquanto o Ethereum acumula perdas de 8,3%, mostra o CoinGecko.

Outras criptomoedas mostram desempenho misto sexta-feira: Binance Coin (-1,3%), XRP (+0.8%), Cardano (-0,7%), Avalanche (+2,5%), Polkadot (+4,1%), Dogecoin (-0,2%) e Shiba Inu (-2,3%), de acordo com o CoinGecko.

Outros destaques

Aquisição da Wuzu: A 2TM, controladora do Mercado Bitcon, maior exchange de criptomoedas da América Latina, anunciou a compra de 100% da fintech Wuzu, que desenvolve soluções para negociações de ativos, informou o Valor. “O time da Wuzu é formado por grandes especialistas de tecnologia blockchain e de soluções para trading de ativos digitais. Temos uma combinação única e que vem reforçar as ‘capabilities’ que já temos”, avalia Roberto Dagnoni, CEO da 2TM.

Parceria FTX e Stripe: A exchange FTX fechou um acordo com a empresa de pagamentos Stripe para criar uma ferramenta que irá facilitar a abertura e depósitos em contas de usuários, de acordo com comunicado publicado pelo CoinDesk. A exchange também vai lançar o “Stripe Radar”, destinado a reduzir os riscos de fraudes.

US$ 20 milhões para blockchain: Quatro ex-alunos da Universidade de Princeton estão doando a quantia para a instituição com o objetivo de financiar pesquisas para entender melhor os potenciais benefícios e riscos da tecnologia blockchain, de acordo com a Bloomberg. Os doadores são Peter Briger Jr., codiretor-presidente do Fortress Investment Group; Joseph Lubin, cofundador da rede Ethereum e presidente da ConsenSys; Daniel Morehead, fundador e CEO da Pantera Capital; e Michael Novogratz, CEO da Galaxy Investment Partners, segundo comunicado.

Baleia movimenta carteira: Uma carteira de bitcoin que estava parada desde 2010 voltou a ser movimentada na quarta-feira (9) por uma baleia misteriosa, conforme o Portal do Bitcoin. O endereço armazenou 489 BTC por 12 anos, moedas que valiam apenas US$ 90 quando foram recebidas pela primeira vez em outubro de 2010. Com a valorização da criptomoeda no período, os ativos agora valem US$ 20,1 milhões.

Livre de sanções?: Roman Semenov, um dos fundadores da Tornado Cash, um dos serviços mais populares para “ofuscar” transações de criptomoedas, disse à Bloomberg que não precisa cumprir as sanções impostas após o ataque da Rússia à Ucrânia. Desenvolvido para preservar a privacidade, o protocolo quebra o link entre os endereços do remetente e do destinatário nas transações enviadas pela rede Ethereum. Mas especialistas alertam que o protocolo pode ser enquadrado nas regras que cobrem provedores de serviços de ativos virtuais.

Regulação e CBDCs

Yuan digital na mira: Nove senadores republicanos dos EUA apresentaram um projeto de lei para estabelecer regulamentos e diretrizes sobre o yuan digital da China. “Se não forem controladas, tecnologias como o yuan digital da China possibilitarão à Rússia escapar de sanções globais em sistemas como o SWIFT e permitirão que o Partido Comunista da China continue a vigiar e ameaçar seus cidadãos”, disse a senadora Marsha Blackburn em comunicado à imprensa.

Paxos em Singapura: A plataforma de negociação e custódia de criptomoedas com sede em Nova York recebeu uma licença da Autoridade Monetária de Singapura (MAS). Agora, a Paxos é a primeira empresa de criptomoedas a obter a aprovação regulatória nos dois mercados, informou o CoinDesk.

Moeda digital da Jamaica: O governo jamaicano planeja oferecer US$ 16 para os primeiros 100 mil cidadãos que usarem a moeda digital Jam-Dex, que será lançada em breve. Em um post no Facebook na quinta-feira, o primeiro-ministro Andrew Holness disse que quem ativar as carteiras digitais depois que a moeda for lançada receberá um “incentivo” de 2,5 mil dólares jamaicanos.

Fuga de cérebros: A hesitação da Índia sobre a adoção de ativos digitais tem levado milhares de desenvolvedores, investidores e empreendedores a buscarem países com regulamentação mais amigável, de acordo com Sandeep Nailwal, cofundador da Polygon, a startup de criptomoedas cujo protocolo é usado por desenvolvedores para tornar as transações com o Ethereum mais rápidas e baratas. Em entrevista à Bloomberg, SaNailwal destacou uma “fuga de cérebros” na Índia e disse que a incerteza regulatória expõe os protocolos a riscos.

Radar brasileiro: Menos de 1% de todas as criptomoedas que vieram parar no Brasil ao longo de 2021 foram utilizadas em alguma atividade criminosa, revelou um estudo da Chainalysis compartilhado em coletiva de imprensa na quinta-feira (10). Entre janeiro e dezembro do ano passado, US$ 140 bilhões (R$ 707 bilhões) em criptomoedas foram adquiridos por investidores brasileiros, destaca o relatório.

Metaverso, Games e NFTs

‘Veraflix’, rainha do Twitter e NFTs: Se antes Vera Fisher não tinha nenhum contato com o universo digital, hoje a atriz não só é uma usuária ativa das redes sociais, em que posta dicas literárias e de filmes, como também está cada vez mais envolvida com o mercado de tokens não fungíveis, que movimentam milhões de criptomoedas e são a nova febre do mercado artístico, mostra reportagem da Folha.

Coleção DC Comics: A Warner Bros. está criando mais de seis milhões de cards físicos e colecionáveis inspirados na DC Comics, bem como tokens não fungíveis resgatáveis, que estarão disponíveis ainda este mês. A Cartamundi, empresa de jogo de cartas e tabuleiros, irá criar os cards de 155 diferentes super-heróis. Os NFTs serão emitidos na Immutable X, sidechain (blockchain paralela) do Ethereum.

Preservação na natureza: Com meta de preservar até 5 milhões de hectares de área florestal até 2024, a Preservaland tem um plano ambicioso. Fundada nos Estados Unidos pelos brasileiros Guilherme Santana, Caio Martinelli, Santiago Thomaz, Maurício Benvenutti, Roberto Santacroce e Gustavo Hansel, a empresa cria NFTs que representam terrenos reais de áreas florestais, informou a Exame.

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