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Manhã cripto: mercado entra forte no negativo, com Bitcoin (BTC) abaixo de R$ 200 mil e Dogecoin em queda após fim de rumores no Twitter

11 Apr, 20226 min readAltcoins
Manhã cripto: mercado entra forte no negativo, com Bitcoin (BTC) abaixo de R$ 200 mil e Dogecoin em queda após fim de rumores no Twitter

O mercado de criptomoedas começa a semana fortemente no negativo, ainda marcado por incertezas no cenário macro. O Bitcoin (BTC) registra queda de 2,4% nas últimas 24 horas, negociado a US$ 41.542, mostram dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH) recua 5%, para US$ 3.080.

No Brasil, o Bitcoin perde 1,5%, cotado a R$ 198.570, segundo o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

Terra (LUNA) está entre as maiores quedas no campo das altcoins, com baixa de 8,5%. A Luna Foundation Guard (LFG), organização por trás da stablecoin algorítmica TerraUSD, também parte da blockchain Terra, fez várias compras no fim de semana, adicionando US$ 173 milhões em bitcoin à carteira, informou o CoinDesk.

Outras altcoins também operam em baixa como Binance Coin (-3,7%), Solana (-4,3%), XRP (-5,4%), Avalanche (-7,6%), Cardano (-5,1%), Polkadot (-7,7%) e Shiba Inu (-4,1%), segundo dados do CoinGecko.

Análise do CoinDesk aponta que o menor interesse de especuladores pode estar por trás da atual dispersão do mercado, destacada pela maior volatilidade das altcoins. Em sete dias, tanto o Bitcoin quanto o Ethereum acumulam baixa de mais de 10%, mostram dados do CoinGecko.

A guerra na Ucrânia, os efeitos das sanções nos preços e a perspectiva de aperto monetário nos Estados Unidos seguem como os principais temas no radar dos investidores.

O desempenho do mercado acionário é outro fator que pesa sobre as criptomoedas. A correlação de 40 dias entre o Bitcoin e o índice Nasdaq 100 atingiu um recorde de 0,6945 na sexta-feira, mostram dados da Bloomberg.

Com essa tendência, a maior criptomoeda pode cair para US$ 30.000 até junho, de acordo com Arthur Hayes, cofundador da plataforma de negociação BitMEX.

Joe DiPasquale, CEO da gestora Bitbull, disse em email ao CoinDesk: “Devemos ver uma reação em torno de US$ 37 mil e US$ 32 mil, mas o BTC precisa de um catalisador para sustentar qualquer impulso ‘bullish’ diante de questões macro, como mais aumentos nas taxas de juros e mudanças na política monetária”.

Musk fora do Twitter

Dogecoin (DOGE) perde 4,2% nas últimas 24 horas depois da decisão de Elon Musk de não se tornar membro do conselho do Twitter, segundo anúncio no domingo (10) do CEO da plataforma, Parag Agrawal, publicado pelo Wall Street Journal. No sábado, Musk, CEO da Tesla, havia sugerido mudanças no modelo de assinatura Twitter Blue, como reduzir os preços, suspender anúncios e aceitar dogecoins para o pagamento do serviço.

E por falar em Tesla, a Blockstream começou a construção de uma fábrica que irá operar com 100% de energia solar para a mineração de Bitcoin no estado do Texas em parceria com a montadora de carros elétricos e Block (antiga Square).

Outros destaques

Com a popularização do Bitcoin, estúdios de tatuagem, hotéis e até padarias começam a aceitar criptoativos, mas a procura ainda é baixa, segundo reportagem da Folha. Para André Horta, presidente-executivo da BitcoinToYou, isso pode estar relacionado à desvalorização da criptomoeda desde novembro: “Se a pessoa compra um bitcoin batendo quase R$ 370 mil e agora vê que está a R$ 220 mil, ela não vai pegar esse ativo que comprou tão caro e gastar em uma roupa”.

O executivo-chefe global de crescimento do BNY Mellon, Akash Shah, disse em entrevista ao Valor que o banco quer expandir sua atuação no mercado doméstico e que, apesar de o setor ainda estar em estágio inicial, “cripto será parte dos investimentos das pessoas, da mesma forma que investem em commodities ou outro ativo”.

A Binance disse que recebeu aprovação provisória para operar como corretora de ativos virtuais em Abu Dhabi, um passo para se tornar uma provedora de serviços cripto regulamentada na capital dos Emirados Árabes Unidos, noticiou o CoinDesk.

E a Coinbase, que lançou operações de trading na Índia recentemente, contava com o UPI, um popular sistema de pagamentos no país, mas o serviço está “temporariamente indisponível” no aplicativo, de acordo com o Economic Times.

Regulação, Segurança e CBDCs

Reguladores brasileiros estão atentos às transformações que vão surgir com a tecnologia blockchain e as criptomoedas, disse o coordenador dos trabalhos sobre a moeda digital do Banco Central, Fabio Araujo, durante o evento Brazil Conference, promovido pela Universidade Harvard. Na conferência, destacou o Valor, o diretor do Mercado Bitcoin, Fabrício Tota, comparou a chegada do blockchain com o domínio do fogo. “É uma alegoria que gosto de usar, porque quem usou primeiro não imaginou naquele momento que existiria motor a combustão ou siderurgia, estamos ainda quase na idade da pedra [do blockchain].”

O Congresso Nacional quer aprovar até junho o marco que regulamenta as operações financeiras com criptomoedas no Brasil, segundo o Valor. Em coluna no E-Investidor, Tota apontou que a falta de regulação não deve ser razão para pseudocorretoras “globais” atuarem no Brasil sem presença local.

Nos EUA, com o objetivo do governo de buscar um modelo de regulação para a indústria de criptomoedas, autoridades identificaram as stablecoins como um alvo inicial para regras mais rígidas, de acordo com o Wall Street Journal. E na ausência de leis federais, lobistas do mercado cripto e executivos têm focado nos estados americanos para conseguir aprovar regras favoráveis, destaca o New York Times. No sábado, o senado de Nova York aprovou medidas para reforçar a supervisão de criptoativos pelo estado, de acordo com o CoinDesk.

A União Europeia mirou carteiras de criptomoedas, bancos, moedas e fundos de ativos digitais em novo pacote de sanções à Rússia anunciado na sexta-feira (8), tentando fechar possíveis brechas que possam permitir que os russos movimentem dinheiro para o exterior, informou a Reuters.

Informações do exército dos EUA alertam de que tropas russas prepararam uma grande ofensiva no leste da Ucrânia. O chanceler da Áustria planeja se encontrar nesta segunda-feira (11) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou, relata o New York Times.

Metaverso, Games e NFTs

A Sotheby’s espera aumentar sua participação no mercado de tokens não fungíveis este ano, mesmo considerando a hipervolatilidade dos NFTs, contra a qual se protegeu com vendas em outros novos mercados e de arte contemporânea e moderna, conforme a Forbes.

Além das oportunidades em NFTs e fan tokens, Guilherme Ávila, responsável pela área de esportes no Investment Banking da XP, acredita que a lei das Sociedades Anônimas (SAFs) para times de futebol brasileiros criou um mercado a ser explorado pelo setor financeiro. “Entre três e cinco anos acho que você vai ver mais de um clube na Bolsa”, disse Ávila ao E-Investidor.

Meta e Mercado Bitcoin falaram sobre o presente e o futuro da união entre o mundo real e o virtual em artigo no InfoMoney. Caroline Dalmolin, diretora de parcerias de plataformas na América Latina para a Meta, ressaltou que o metaverso não vai acontecer “de um dia para o outro” devido a desafios como a democratização da internet de qualidade.

Já Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, acredita que a tecnologia blockchain aumenta as esperanças de que o metaverso, com sua economia virtual, será realidade. “O Bitcoin e todos os criptoativos que surgiram depois trazem a possibilidade de ter um bem digital que de fato é seu, e sem depender de uma estrutura física para validar sua posse”, afirmou.

Em entrevista ao Decrypt, o rapper e ator Ice Cube disse que as “NFTs desafiam a indústria da mídia” e comentou como a tecnologia pode abalar o setor do entretenimento.

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