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Manhã Cripto: Dogechain e fan tokens disparam enquanto Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) seguem em marcha lenta

25 Oct, 20228 min readBitcoin
Manhã Cripto: Dogechain e fan tokens disparam enquanto Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) seguem em marcha lenta

O mercado de criptomoedas oscila entre perdas e ganhos nesta terça-feira (25) e o Bitcoin segue em US$ 19 mil, apesar das perdas dos índices futuros das bolsas americanas, que se preparam para um dia cheio na temporada de balanços.

O Bitcoin (BTC) opera em alta de % nas últimas 24 horas, cotado a US$ 19.308,73, segundo dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH) também mostra estabilidade, negociado a US$ 1.345,32.

Em reais, o Bitcoin avança 1,3%, para R$ 101.997,74, conforme o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

Entre as altcoins mais negociadas, a terça-feira é de volatilidade: Binance Coin (-0,6%), XRP (-2,2%), Cardano (-0,9%), Solana (-2,5%), Polkadot (+1,2%), Polygon (-1,3%), Shiba Inu (-0,9%) e Alavanche (-2,4%).

O token nativo da Dogechain (DC), um sistema de contrato inteligente para a Dogecoin (DOGE), mais do que triplicou de preço nos últimos sete dias. A valorização pode estar atrelada a uma proposta da comunidade para uma queima dos tokens do projeto, lançado em meados de agosto.

E com a Copa do Mundo chegando, investidores aumentam a demanda por fan tokens de seleções, como a do Peru (FPFT), Espanha (SNFT) e Brasil (BFT), com ganhos de 29%, 17% e 12% em sete dias, respectivamente, destaca o CoinDesk, que cita dados do CoinGecko.

Bitcoin hoje

Em contradição com sua volatilidade habitual, o Bitcoin e algumas outras criptomoedas tornaram-se menos agitadas, intrigando observadores que as conhecem há muito tempo por sua volatilidade, de acordo com análise da Bloomberg.

O spread médio entre o pico e o piso no último mês entre os 10 maiores ativos digitais foi de apenas 23%, de acordo com dados compilados pelo Bespoke Investment Group. Desde o fim de 2017, nenhum outro período havia registrado esse nível de serenidade. De fato, desde o início de 2020, a leitura média ficou em uma faixa superior a 80%, segundo a consultoria.

E o desempenho do Bitcoin em outubro não tem correspondido ao histórico do mês. O maior ativo digital caiu cerca de 1% no acumulado de outubro. Se fechasse nesse nível, marcaria sua primeira queda em outubro desde 2018, coincidindo com a última vez em que esteve atolado em um inverno cripto.

Aposta no Bitcoin

Mesmo com o marasmo, alguns investidores de peso mantêm a aposta na maior criptomoeda. Durante participação no podcast “What Bitcoin Did”, de Peter McCormack, a CEO da ARK Investment Management, Cathie Wood, disse que comprou US$ 100 mil em bitcoins quando o token era negociado em torno de US$ 250 (provavelmente em 2015).

Ela disse que não vendeu nenhum bitcoin comprado nessa época, o que significa que seu lucro atual nessa aposta seria de cerca de US$ 7,6 milhões, de acordo com o CoinDesk. Um fundo de índice (ETF) da Ark também voltou a comprar ações da corretora cripto Coinbase.

Já o megainvestidor Warren Buffett, que uma vez afirmou que não compraria todo o Bitcoin do mundo por US$ 25, pode estar fazendo uma grande aposta em cripto. Por meio da Berkshire Hathaway, Buffett fez este ano um aporte de US$ 1 bilhão no Nubank, conforme reportagem do portal Benzinga. E o banco digital brasileiro está investindo pesado em cripto, inclusive com planos de lançar um token próprio.

Domínio da Binance

Analistas do mercado debatem o nível de dominância da Binance. Até a segunda-feira (24), a exchange tinha abocanhado 55% do volume total negociado à vista entre corretoras rastreadas pela The Block Research. Apenas três exchanges respondiam por mais de 5%: Upbit (6,1%), OKX (5,4%) e Coinbase (5,3%) – enquanto Kucoin e FTX representavam 4,7% e 4,5%, respectivamente. Em relação à negociação de derivativos cripto, a história se repete, com a Binance ficando com uma fatia de 54,4% do volume total.

E a Binance também está rastreando a identidade do invasor que roubou US$ 570 milhões em criptomoedas de uma ponte da rede Binance Smart Chain no início do mês, disse o CEO da corretora, Changpeng “CZ” Zhao, à rede de TV CNBC na segunda-feira (24).

Zhao afirmou que até 90% dos fundos roubados foram congelados na blockchain antes que pudessem ser transferidos. E agora a empresa, que administra a maior exchange de criptomoedas centralizada do mundo, teve ajuda para rastrear o responsável.

Cripto no Reino Unido

A indústria de criptoativos ganhou mais um defensor de peso. Trata-se do novo primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, do Partido Conservador. Entusiasta do Bitcoin, o político de 42 anos foi eleito na segunda-feira (24) para ocupar o lugar de Liz Truss, colega de partido que renunciou ao cargo no último dia 20.

Com a turbulência causada pelo plano econômico com foco em corte de impostos apresentado pela ex-primeira-ministra, parte dos investidores tentou aliviar as perdas da libra com hedge no Bitcoin. Os volumes de negociação entre o BTC e a moeda britânica deram um salto de 233% em setembro em relação ao mês anterior, mostram dados da CryptoCompare divulgados pela Reuters.

Outros destaques

A MB Asset, braço de gestão de investimentos do Mercado Bitcoin, atingiu R$ 1 bilhão em recursos administrados, destacou o CEO do MB, Reinado Rabelo, em entrevista ao portal NeoFeed, destacando o marco como um passo significativo para transformar a companhia.

“Queremos ser um criptobanco brasileiro”, afirmou Rabelo. “Queremos que o cliente veja o MB como o lugar para ele operar cripto e também para resolver todas as questões que envolvem dinheiro, pagamento e investimentos.”

Cerca de 82% dos brasileiros que fazem compras online têm pelo menos um cartão de crédito, de acordo com estudo da fintech israelense Rapyd publicado pela Forbes. As criptomoedas começam a ganhar espaço entre consumidores digitais e já possuem maior adesão do que os investimentos individuais, que totalizam 26% dos participantes.

A Coinbase irá custodiar US$ 1,6 bilhão em stablecoins USDC da MarkerDAO por meio do serviço para instituições, permitindo que a organização autônoma descentralizada (DAO) ganhe até 1,5% de recompensas sobre os fundos. A proposta foi ratificada com 75% dos votos a favor na segunda-feira (24).

A Bolsa de Valores de Tel Aviv (TASE) vai reformular sua estrutura e também criar uma plataforma blockchain para permitir mais negociações de criptomoedas, informou a Reuters. A TASE, que realizou um IPO em 2019, planeja lançar uma holding listada que irá controlar 100% da bolsa, que irá fechar o capital.

Um juiz federal de falências nos EUA aprovou os planos de licitação de ativos da Celsius Network, definindo um cronograma que poderia resultar na venda dos ativos da plataforma de crédito cripto até o fim do ano, de acordo com o The Block.

A concorrência entre mineradores de Bitcoin atingiu um novo recorde na segunda-feira (24), com a dificuldade de mineração da rede dando um salto de 3,4%, para 36,835 T (trilhões de hashes), segundo dados do portal BTC.com. Enquanto isso, A Canaan, gigante chinesa na fabricação de hardwares listada na Nasdaq, anunciou sua nova série de máquinas de mineração de Bitcoin, chamada Avalon Made A13.

Regulação, CBDCs e Cibersegurança

Com o aumento do interesse de investidores por criptoativos, gestores e instituições financeiras vão querer ampliar o acesso a esse mercado, disseram players ao InfoMoney. Com isso, a regulação do setor poderia destravar um mercado de R$ 1,6 trilhão à medida que mais fundos invistam na classe de ativos.

Especialistas também debatem os limites da autorregulação, que pode caminhar junto com a regulação dos criptoativos, na visão da CVM. “A autorregulação é importante. Mas não sei se é suficiente. Na criptoeconomia, parte do mercado vê como benéfica uma regulação específica para dar segurança e previsibilidade. Não tem problema em ter autorregulação e regulação juntas. No mercado de capitais, por exemplo, a Anbima é órgão autorregulador e exerce papel importante e complementar”, disse ao Valor Pedro Castelar, chefe de gabinete da CVM.

Já o presidente da SEC, a CVM dos EUA, mantém a indústria cripto no radar. Em evento na segunda-feira (24), Gary Gensler criticou o que chama de poder desproporcional exercido no setor por exchanges centralizadas de criptomoedas, destacou o Decrypt.

E o status do Ethereum pode ser motivo de divergência entre Gensler e o chefe da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), Rostin Behnam, que não vê o token como valor mobiliário. “(Em relação ao) Ether, sugeri que é uma commodity, sei que o presidente Gensler pensa o contrário – ou pelo menos certamente não declarou um ou outro”, disse Behnam em evento em Nova York na segunda-feira organizado pela Rutgers University. O presidente da CFTC também quer acelerar a regulação do mercado. Para ele, outro “crash” da indústria cripto pode ser “apenas questão de tempo”, conforme o The Block.

Metaverso, Games e NFTs

O humorista e apresentador Danilo Gentili, que apresenta diariamente o programa The Noite, no SBT, está prestes a lançar um mundo virtual chamado “Brazuera” na modalidade metaverso e tokens não fungíveis (NFTs). No domingo (23), sem dar maiores detalhes, Gentili fez um post simples sobre a iniciativa: “Os tempos são sombrios. Mas ainda existe esperança. Você acredita nisso?”, escreveu em sua conta no Instagram.

A Apple continua a esclarecer sua posição controversa sobre NFTs, de acordo com o Decrypt. A gigante da tecnologia publicou atualizações em suas Diretrizes de Revisão da App Store na segunda-feira (24) com uma nova linguagem sobre NFTs, de acordo com o Apple Insider. Em resumo, NFTs podem existir em aplicativos na App Store, mas não podem desbloquear recursos ou conteúdo adicionais.

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