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Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) volta aos US$ 19 mil em meio à escalada do dólar; Interpol caça criador da criptomoeda LUNA

26 Sep, 20229 min readBitcoin
Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) volta aos US$ 19 mil em meio à escalada do dólar; Interpol caça criador da criptomoeda LUNA

Taxas de inflação e dólar forte voltam a pesar sobre ativos de risco como criptomoedas e ações nesta segunda-feira (26). Nas últimas 24 horas, enquanto o Bitcoin (BTC) anda de lado, com leve alta de 0,8% e cotado a US$ 19.231,18, segundo dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH) recua 0,9%, negociado a US$ 1.317,18.

Em reais, o Bitcoin amanhece estável, precificado a R$ 99.613,16, mostra o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

As altcoins mais negociadas operam com volatilidade nesta segunda, entre elas Binance Coin (-0,7%), XRP (-3,9%), Cardano (-2,3%), Solana (-2,1%), Dogecoin (-2,1%), Polkadot (+1,1%), Shiba Inu (-2,3%), Polygon (-1%) e Alavanche (-1,5%).

O fan token do Flamengo é destaque positivo, com ganho de 39% nas últimas 24 horas, mostram dados do CoinMarketCap. A alta pode estar relacionada a uma votação para a escolha de uma coleção de camisas do clube com o tema da Seleção Brasileira, da qual detentores do token MENGO podiam participar até o último domingo (25), segundo informações no site do clube.

Bitcoin hoje

Com exceção de alguns momentos, o Bitcoin passou a maior parte do fim de semana abaixo dos US$ 19 mil, de acordo com dados monitorados pelo CoinDesk, após uma semana volátil marcada pelo aumento de juros nos Estados Unidos e em outras grandes economias, como a do Reino Unido.

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda, mostra tendência de baixa há mais de 10 dias desde a Fusão, quando a rede migrou para um sistema de validação mais eficiente do ponto de vista energético.

Em sete dias, o Bitcoin acumula baixa de 1,1%, enquanto o Ethereum perde 1,6%, segundo cálculos do CoinGecko.

Esta semana traz dados importantes para a economia americana e para o rumo dos mercados, como vendas de novos imóveis, confiança do consumidor e pedidos de bens duráveis.

“A vida do investidor cripto passou a ser acompanhar o que acontece na macroeconomia, de indicador em indicador, e ver o reflexo disso nos preços dos seus ativos. A inflação passou a significar aumento dos preços e queda nos portfólios”, explica André Franco, chefe de pesquisa do MB, em artigo do E-Investidor.

Eleições na Itália

Na Europa, investidores acompanham os resultados das eleições na Itália no domingo (25), que deram vitória à aliança de Giorgia Meloni, líder do partido conservador Irmãos da Itália (Fdl). Com a maioria dos votos, Meloni, de 45 anos, abre caminho para se tornar a primeira mulher a assumir o posto de premiê no país. O resultado também marca o governo mais direitista da Itália desde a Segunda Guerra Mundial, o que pressiona o euro.

Mas o foco do mercado nesta manhã está em outra moeda “esmagada” pelo dólar.

A libra esterlina atingiu um recorde de baixa nesta madrugada, em reação aos planos do novo governo do Reino Unido de implementar cortes de impostos e incentivos ao investimento para impulsionar o crescimento econômico. A moeda britânica chegou a dar um mergulho de 4% nesta segunda, para uma mínima histórica de US$ 1,0382 na sessão da Ásia.

Impacto do dólar

A valorização do dólar no mercado internacional tende a exercer contínua pressão sobre os criptoativos, mas análise de Lawrence Lewitinn, do CoinDesk, destaca que, assim como em ações, o desempenho das criptomoedas também depende de qual segmento estão inseridas.

Esse pode ser um dos motivos pelos quais o índice MVIS CryptoCompare Digital Assets 100 subiu 5% desde o fim de junho em comparação com a alta de 7% para o indicador Bloomberg Dollar Spot no período, talvez puxado pelos ganhos do Ethereum antes da atualização, dizem especialistas.

No entanto, a disparada do dólar e a inflação devem corroer ainda mais os lucros corporativos, principalmente de empresas do setor de tecnologia, segundo a pesquisa MLIV Pulse da Bloomberg, que aponta uma provável queda de 10% do índice Nasdaq 100 até dezembro.

Não seria uma boa notícia para as criptos, que costumam ser influenciadas pelo comportamento das chamadas big techs negociadas no mercado americano.

E, diante da queda dos preços, a tradicional equação 1 BTC = 1 BTC começa a circular cada vez mais nas redes sociais, aponta artigo da Bloomberg. A ideia é que realmente não importa qual seja o preço da moeda. Com uma oferta fixa, isso deveria, teoricamente, funcionar como suporte para os preços no longo prazo.

Outros destaques das criptomoedas

A Coreia do Sul informou que a Interpol acionou agentes no mundo todo para localizar e prender o cofundador da Terraform Labs, Do Kwon, acusado de irregularidades que causaram US$ 60 bilhões em perdas relacionadas às criptomoedas criadas por ele, como LUNA, conforme a Bloomberg.

Com pregões semanais sempre às quartas-feiras, a plataforma BEE4, primeiro mercado organizado de ações tokenizadas regulado pela CVM, realiza seu pregão inaugural no próximo dia 28, informou o InfoMoney. A BEE4 inicia as operações com apenas uma companhia, a Engravida, uma rede de clínicas de reprodução assistida que opera sob o código BABY1.

Embora o novo CEO da Kraken, Dave Ripley, reconheça que tem grandes desafios pela frente, o executivo detalhou ao The Block uma estratégia ambiciosa sobre como a corretora cripto planeja navegar pelas regulamentações globais e conquistar investidores de varejo. Na dança das cadeiras, a Binance contratou o ex-diretor global de compliance da rival.

Duas plataformas de crédito cripto que afundaram devido à crise de liquidez entram em uma semana decisiva. O leilão dos ativos da Voyager Digital deve ser concluído na próxima quinta (29), com Binance e FTX na liderança com os maiores lances, de acordo com o Wall Street Journal. O diretor financeiro da Voyager, Ashwin Prithipaul, disse que vai deixar o cargo após um período de transição para buscar outras oportunidades.

E credores da CoinFlex têm até amanhã (27) para votarem uma proposta de reestruturação que lhes daria o controle de 65% da empresa, conforme o The Block.

Após a atualização do Ethereum em 15 de setembro, a blockchain estaria mais centralizada e talvez mais vulnerável a ataques, o oposto do pretendido com a Fusão, segundo indicado pelo chamado Coeficiente de Nakamoto. Dois endereços – Lido e Coinbase – controlam cerca de 43% dos pools de validadores do Ethereum, destaca artigo da Bloomberg, que cita dados do explorador de blocos Beaconcha.in.

No mesmo dia em que a atualização do Ethereum elevou a importância dos validadores na blockchain, mais de 25% da força de trabalho da Stakefish, especializada no negócio de validação do token, foi demitida ou renunciou, disseram pessoas a par do assunto ao CoinDesk.

Mas o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, acredita que outras blockchains como Dogecoin e Zcash devem seguir o exemplo e também mudar o mecanismo de consenso de suas redes.

“À medida que o ‘proof of stake’ (sistema de prova de participação) amadurece, espero que aumente cada vez mais em legitimidade ao longo do tempo”, disse Buterin em videoconferência com a Messari Mainnet na sexta-feira (23).

O fundo Praetorian Capital, do americano Harris Kupperman, tem US$ 180 milhões sob gestão e rendeu 593% desde que recebeu os primeiros recursos de investidores, em 2019. Em entrevista à Forbes, Kupperman disse que busca bolhas e histeria coletiva em todos os segmentos do mercado financeiro, do Bitcoin ao gás natural.

Entre o final de 2020 e início de 2021, o gestor teve ganho de 500% investindo em BTC, de acordo com o artigo. “O Bitcoin é uma pirâmide, é um esquema Ponzi, não tem nenhuma função real”, diz.

O bilionário Orlando Bravo, cofundador da Thoma Bravo e entusiasta do Bitcoin, disse ao Financial Times que ficou desapontado ao descobrir que os padrões éticos em segmentos da indústria de criptoativos não são tão altos quanto em private equity. Bravo, que já investiu US$ 150 milhões na exchange FTX, disse que vai pausar investimentos em outras empresas cripto por enquanto.

Talvez a criptomoeda mais popular do mundo não seria conhecida hoje como Bitcoin se Satoshi Nakamoto tivesse seguido com o plano original de adotar outro nome para o projeto. O suposto criador do Bitcoin teria cogitado batizar o token de “Netcoin”, mostram registros na internet compartilhados pelo pesquisador Or Weinberger.

A menos de dois meses para a Copa do Mundo 2022, a FIFA lançou na última sexta-feira (23) sua coleção de tokens não fungíveis (NFTs) em “pacotes de figurinhas” com vídeos de momentos históricos da competição. Um dos vídeos é o gol de Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002, que selou a vitória do Brasil no torneio, segundo a Exame. Os NFTs são comercializados na plataforma da FIFA que opera na blockchain Algorand.

Regulação, CBDCs e Cibersegurança

Focado em construir pontes com o Banco Central nas discussões para a regulação dos criptoativos no Brasil, Henrique Meirelles, que agora faz parte do conselho consultivo da Binance, contou ao Valor que não está de olho em cargo público caso o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições presidenciais.

O ex-presidente do BC afirmou que a Binance está preocupada em implementar medidas contra a lavagem de dinheiro: “A Binance está nesta fase de empoderar e estruturar diversas áreas para melhorar seu compliance, definindo a estrutura organizacional interna para que isso possa se traduzir em medidas práticas”.

A maior corretora cripto do mundo, aliás, está em busca de uma licença para operar no Japão, quatro anos depois de deixar o país por não possuir autorização, disseram pessoas a par do assunto à Bloomberg.

Mesmo com o projeto de lei sobre ativos digitais ainda pendente de aprovação na Câmara de Deputados, empresas do setor têm deveres e investidores de criptomoedas possuem direitos, destaca o procurador da República Alexandre Senra, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) sobre criptoativos do Ministério Público Federal (MPF), em entrevista ao InfoMoney. “Acreditar que o mercado cripto é uma terra sem lei é um mal-entendidomuito comum, que precisa ser desfeito. Em verdade, existe uma regulação geral da qual os criptoativos não escapam”, afirmou.

Em artigo no Portal do Bitcoin sobre o “limbo regulatório dos criptoativos”, André Portugal, sócio da Klein Portugal Advogados, diz que “regulação é o direito operando na prática, estabelecendo as regras do jogo, e, com isso, os limites que os jogadores não podem ultrapassar”. Para ele, entre as demandas em um setor marcado por complexidades técnicas em que sejam alocados recursos de terceiros, “está, seguramente, a de oferecer arranjos de combate a fraudes que a criptoeconomia, sozinha, é incapaz de oferecer”.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) acolheu na sexta-feira (23) um pedido do IRS, o equivalente à Receita Federal no país, e intimou o banco M.Y. Safra a quebrar o sigilo bancário de clientes. O objetivo é obter informações sobre pessoas que tenham feito transações com a plataforma de criptomoedas SFOX e, possivelmente, cometido evasão fiscal. O DoJ afirma em comunicado que a medida não implica qualquer atividade irregular do banco, sendo a ordem apenas um meio para identificar pessoas físicas que tenham sonegado impostos.

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa da América, mais conhecida como DARPA, recorreu à empresa de análise Inca Digital para criar uma ferramenta de mapeamento de criptografia com o objetivo de analisar o impacto das criptomoedas na segurança nacional dos EUA. A divisão de contratação governamental da Inca Digital “fornecerá informações sobre o uso de tecnologias baseadas em blockchain ligadas à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e evasão de sanções em todos os sistemas”.

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