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Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) dispara 8% e volta a superar US$ 20 mil com dólar mais fraco e novo apetite por risco

9 Sep, 20226 min readBitcoin
Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) dispara 8% e volta a superar US$ 20 mil com dólar mais fraco e novo apetite por risco

Investidores de criptomoedas e de ações acordaram com disposição para comprar nesta sexta-feira (9). O Bitcoin (BTC) dá um salto de 8% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 20.724,61, segundo dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH) sobe 5,1%, para US$ 1.700,33.

No Brasil, o Bitcoin avança 6,3%, negociado a R$ 107.029,26, segundo o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

As altcoins também operam com fortes ganhos nesta manhã, entre elas Binance Coin (+4,6%), XRP (+6%), Cardano (+4,8%), Solana (+8,2%), Polkadot (+9,1%), Dogecoin (5%), Shiba Inu (+10,4%), Polygon (+5,7%) e Alavanche (+6,9%).

O Luna Classic (LUNC), token nativo do ecossistema Terra que colapsou em maio, dobrou de preço em uma semana, segundo dados da plataforma de inteligência cripto Messari divulgados pelo CoinDesk. Por trás da alta estaria uma nova regra de “queima” que vai destruir 1,2% de cada transação, como forma de reduzir a oferta do token.

Bitcoin hoje

Os índices futuros americanos apontam uma abertura em alta das bolsas em Nova York, impulsionados em parte pelo dólar mais fraco. O euro chegou a subir para a maior cotação em três semanas após o Banco Central Europeu elevar a taxa básica em 0,75 ponto percentual na quinta-feira (8).

Alguns traders acreditam que o aperto monetário do Federal Reserve, o banco central americano, já estaria precificado e já sonham com um corte de juros em 2023. Essa tendência se reflete no indicador de inflação implícita nos EUA em 12 meses, que mostra as expectativas abaixo da meta de 2% do Fed. O ING espera uma redução da taxa básica nos EUA em junho do ano que vem.

Esse otimismo, no entanto, não coincide com o tom do presidente do Fed, Jerome Powell, que na quarta-feira voltou a afirmar que a autoridade monetária vai agir com determinação até que a inflação seja controlada.

Fusão do Ethereum

A grande expectativa em torno da migração da blockchain Ethereum para o sistema proof of stake (PoS), ou prova de participação, é o menor consumo de energia resultante do processo de validação do token. A atualização – Fusão – que deve ser completada na próxima semana vai reduzir a quantidade de novos ETH emitidos como recompensa a validadores.

Análise da Bloomberg aponta que, no longo prazo, esse processo de “deflação” pode estabilizar ou até encolher a oferta da segunda maior criptomoeda, o que embutiria uma valorização. Aliás, essa perspectiva tem proporcionado uma vantagem de preço ao Ethereum em relação ao Bitcoin, que utiliza o sistema proof of work (PoW), ou prova de trabalho, por meio de computadores potentes para a mineração.

Mineração de Bitcoin

Em uma época de escassez de energia, inflação acelerada e mudança climática, a mineração pelo sistema PoW está na mira de autoridades.

Relatório divulgado na quinta-feira (8) pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Brancarecomenda que o governo dos EUA implemente restrições à mineração de criptomoedas como o Bitcoin baseadas no sistema de prova de trabalho.

O estudo critica o volume “significativo” de energia consumido na atividade de mineração de tokens e seu impacto sobre o meio ambiente.

Nesse contexto de custos de energia em alta e desvalorização do BTC, o índice de preço do chamado hash, que mede o valor da receita de mineradores por unidade de poder computacional, caiu para o menor nível desde setembro de 2020, mostram dados da empresa de serviços de mineração cripto Luxor Technologies.

Conselho da Binance

Diante do olhar atento de reguladores, empresas da indústria cripto buscam se antecipar a potenciais mudanças das regras do jogo.

Depois de Henrique Meirelles, a Binance confirmou outro nome de peso na regulação do mercado financeiro para seu conselho consultivo: Adalberto Palma Gómez, ex-presidente da Comissão Nacional de Bancos e Valores Mobiliários do México (CNBV, equivalente à CVM no Brasil), cargo que ocupou até 2020.

A chegada de Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BC, ao conselho da maior corretora de criptomoedas do mundo foi um dos destaques da semana. Em entrevista exclusiva ao Portal do Bitcoin, o executivo revelou os bastidores da contratação, como um curso de criptomoedas e jantar em Paris com o CEO da Binance, Changpeng “CZ” Zhao, além dos planos junto à exchange no Brasil, especialmente sobre o que chama de “diálogo com o Banco Central”.

Meirelles afirmou que ainda vai estudar o projeto de lei dos criptoativos, que aguarda aprovação na Câmara de Deputados. “A partir da experiência internacional, vou olhar o projeto que está na Câmara e avaliar o que está proposto, e o que deveria e deverá ser feito no Brasil”, disse.

Em entrevista ao programa First Mover do CoinDesk, André Portilho, chefe de ativos digitais da do BTG Pactual, destacou a necessidade de regras inteligentes: “Precisamos de uma melhor regulamentação e mais moderna para que os benefícios e ganhos da tecnologia cheguem ao mercado.”

Outros destaques das criptomoedas

Herdeiros de duas das famílias mais proeminentes de Singapura querem focar seus investimentos em ativos digitais por meio do family office Whampoa Group, comando por representantes da família Lee, que fundou o Oversea-Chinese Banking, e Amy Lee, sobrinha do fundador da cidade-estado. O Whampoa Group vai destinar US$ 100 milhões para um fundo de venture capital, segundo reportagem da Reuters.

A empresa de gestão de recursos também planeja captar US$ 50 milhões para um hedge fund cripto, disse o cofundador e CEO do Whampoa, Shawn Chan, em outra entrevista à Bloomberg.

Durante a pandemia, Tate Berenbaum, de 19 anos, passou a maior parte do tempo desenvolvendo ferramentas para a Arweave, uma plataforma que funciona como blockchain e conhecida pelo armazenamento permanente de dados. Agora Berenbaum tem planos de se mudar da Virgínia para Nova York depois de captar US$ 30 milhões para a Community Labs, uma startup com foco em projetos de cripto na Arweave.

A batalha entre Elon Musk contra o Twitter para anular a aquisição da plataforma ganhou um novo capítulo nos tribunais dos EUA. Alex Spiro, um advogado do dono da Tesla, disse em audiência nesta semana que o Twitter teria pagado US$ 7 milhões para “calar” o ex-diretor de segurança Peiter Zatko, que teria destacado problemas operacionais da rede social, segundo a Bloomberg. O Twitter não comentou.

A Coinbase, maior exchange de criptomoedas dos EUA, está ajudando a cobrir custos em um processo contra o Departamento do Tesouro por sanções à plataforma de mixagem de criptomoedas Tornado Cash, segundo o The Block

A exchange cripto canadense Coinberry alega que perdeu o equivalente a US$ 3 milhões em bitcoins devido a uma falha de software em 2020 e agora processa 50 clientes para recuperar o dinheiro, segundo o jornal Financial Post. Usuários teriam aproveitado o bug para comprar BTC sem pagar taxas. A Coinberry também citou a Binance no processo, pois algumas pessoas teriam transferido os fundos para a corretora.

Nas últimas semanas, um golpe antigo para roubar dinheiro na web voltou a ameaçar usuários de criptomoedas: páginas falsas na internet. Sites fake de serviços de empresas conhecidas como Coinbase, Gemini, Kraken e MetaMask buscam enganar clientes com a oferta de informações para ajudar hackers a invadirem carteiras cripto, de acordo com análise da Bloomberg.

Foi o que aconteceu na quarta-feira (4), quando hackers aproveitaram o lançamento do iPhone 14 para tentar aplicar um golpe com criptomoedas, de acordo com os portais The Verge e Decrypt. Cerca de 70 mil pessoas assistiram a uma entrevista antiga no YouTube com o CEO da Apple, Tim Cook, com informações falsas sobre os planos cripto da Apple na tela, que redirecionavam os espectadores para uma URL suspeita. O vídeo foi removido logo após a veiculação.

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