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Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) anda de lado e Ethereum (ETH) se recupera; mercados seguem tensos com Rússia e juros

4 d ago9 min readBitcoin
Manhã Cripto: Bitcoin (BTC) anda de lado e Ethereum (ETH) se recupera; mercados seguem tensos com Rússia e juros

O mercado de criptomoedas opera sem tendência definida nesta sexta-feira (23), com perdas para as bolsas globais diante da tensão geopolítica provocada pela Rússia e juros mais altos, que trazem o risco de recessão mundial.

Nas últimas 24 horas, o Bitcoin (BTC) registra oscilação. Na manhã, ele opera com leve baixa de 0,3%, cotado a US$ 19.085,55, segundo dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH) ensaia uma recuperação e sobe 1,8%, negociado a US$ 1.311,13.

Em reais, o Bitcoin registra queda de 1,5%, para R$ 98.247,70, mostra o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

XRP é destaque de alta e sobe quase 18%, na expectativa de uma decisão judicial na batalha entre a emissora do ativo, a Ripple, e a CVM dos EUA, a SEC. Outras altcoins operam entre perdas e ganhos, entre elas Binance Coin (-0,2%), Solana (-0,7%), Dogecoin (+2,9%), Polkadot (-0,8%), Shiba Inu (+0,3%), Polygon (-0,8%) e Alavanche (+0,3%).

ADA, token nativo da blockchain Cardano, opera em alta de 1,3% nas últimas 24 horas. A Vasil, esperada atualização da rede, foi acionada na quinta-feira (22), permitindo maior capacidade, maior taxa de transferência e custos de transação mais baixos na blockchain, que utiliza o sistema de prova de participação (PoS, na sigla em inglês).

Bitcoin hoje

O Bitcoin passou a maior parte da quinta-feira tentando recuperar o terreno perdido após a decisão de juros do Fed no dia anterior. Em sete dias, a maior criptomoeda reduziu as perdas para 2%, mostram dados do CoinGecko.

As criptomoedas conseguiram se descolar do desempenho das bolsas americanas. O S&P 500 encerrou a quinta-feira em baixa de 0,8%. O pessimismo continua nesta manhã, e os índices futuros apontam uma abertura no vermelho dos mercados em Nova York.

O Goldman Sachs reduziu a previsão para o nível do S&P 500 no fim deste ano, de 4.300 pontos para 3.600, em meio ao ritmo acelerado de aperto monetário nos EUA.

Mark Connors, pesquisador-chefe da empresa canadense de criptoativos 3iQ, disse ao CoinDesk que investidores continuam se afastando de ativos de risco. “As pessoas estão percebendo que isso não será um giro de curto prazo, que o crescimento está desacelerando” e que o Federal Reserve não finalizou a tarefa de subir os juros.

Tampouco outros bancos centrais. Na quinta-feira, o Banco da Inglaterra elevou sua taxa básica pela sétima vez consecutiva, em 0,5 ponto percentual. Autoridades monetárias da Suíça e da Noruega também subiram os juros.

Rumo do Bitcoin

Michael Saylor, presidente do conselho e cofundador da MicroStrategy, acredita que o Bitcoin pode voltar a US$ 68.990, a máxima histórica atingida em novembro de 2021, “em algum momento nos próximos quatro anos” e alcançar US$ 500 mil na próxima década se conseguir um valor de mercado equivalente ao do ouro.

Em entrevista ao MarketWatch, Saylor disse que tem observado a média móvel simples do BTC ao longo de quatro anos em busca de um possível piso. A métrica se encontra atualmente ao redor de US$ 20 mil. “Tocou (esse nível) algumas vezes. Acho que isso é estável.”

Para Caio Villa, diretor de investimentos (CIO) da plataforma cripto Uniera, caso não ocorra nenhuma mudança de rota do BC americano ou outra surpresa, o mercado poderá ter um alívio no fim de outubro ou começo de novembro, mas não antes disso, disse em entrevista ao InfoMoney.

Villa ressalta que o chamado “bear market” atual é diferente dos anteriores, que eram marcados por eventos 100% do mundo cripto. “Este está sendo mais afetado por eventos externos”, como fatores macroeconômicos, explica.

Outros destaques das criptomoedas

A Coinbase testou uma mesa interna de negociação de criptomoedas no ano passado, apesar de assegurar ao Congresso americano que não operava uma plataforma proprietária, de acordo com o Wall Street Journal, que citou pessoas com conhecimento do assunto. A negociação proprietária por corretoras costuma entrar na mira de reguladores devido a potenciais conflitos de interesse.

O projeto teria sido engavetado por falta de apoio interno para a ideia e depois que executivos contratados para supervisionar a operação saíram da empresa, segundo o jornal. Um porta-voz da Coinbase, maior corretora cripto dos EUA, negou a existência da mesa proprietária.

Na área de regulação, a Coinbase informou que recebeu uma licença do banco central dos Países Baixos, o que permitirá a oferta de serviços e produtos cripto no mercado holandês quando o marco regulatório para criptoativos da União Europeia for aprovado.

A exchange Bitso vai lançar na Argentina uma ferramenta de pagamento por código QR que permitirá fazer compras com criptomoedas em uma ampla variedade de supermercados, restaurantes e outras lojas em todo o país, segundo o The Block. A ferramenta, disponível no aplicativo de carteira da Bitso, será ativada a partir de 27 de setembro com códigos QR do Mercado Pago, Modo e outras instituições autorizadas pelo banco central da Argentina.

A Compute North, que fornece serviços de data center para mineradores de criptomoedas e empresas de blockchain, entrou com pedido de recuperação judicial no Texas na quinta-feira (22). A empresa informou dívidas de US$ 500 milhões com pelo menos 200 credores. Entre os clientes da Compute North estão algumas das maiores empresas de mineração de Bitcoin, como a Marathon.

Regulação e CBDCs

A CVM prepara um conjunto de diretrizes para o mercado de criptomoedas para definir quais delas podem ser consideradas valores mobiliários. O Cointelegraph conversou com players para avaliar a percepção do mercado sobre a medida. Para Julien Dutra, diretor de relações institucionais e governamentais da 2TM, holding que controla o MB, não há qualquer surpresa com a iniciativa.

“A gente encara isso aqui com muita naturalidade. O PL na Câmara deve colocar o BC como regulador, ele será responsável por fiscalizar e atuar como o regulador das exchanges para que elas tenham as melhores práticas do mercado desenvolvendo a tecnologia para também dar apoio ao Real Digital. Mas existe um outro mundo na regulamentação de cripto que a CVM vai atuar e que ela vem estudando há muito tempo dentro do Laboratório de Inovação Financeira”, afirmou.

Já Bernardo Mota, presidente do IPLD (Instituto de Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo), acredita que as orientações da CVM podem ter o efeito contrário, já que o PL ainda não foi aprovado na Câmara.

“É precipitada a decisão da CVM, com isso ela pode confundir o mercado. Mas, por outro lado, imagina-se que a CVM, tendo conhecimento do PL no que toca aos títulos e valores mobiliários, queira se antecipar e já deixar sua minuta de norma pronta para quando o PL for aprovado, olhando por um outro ângulo”, disse Mota.

O executivo responsável pelas operações da Binance na América Latina, Daniel Mangabeira, disse no evento MKBR22, organizado pela ANBIMA e B3, que a exchange é favorável à regulamentação, mas não dentro de um marco muito rígido. “Se a gente não tiver uma legitimação que permita sobretudo que a inovação continue existindo, que a gente não tenha muitas amarras nesse ambiente”, afirmou, referindo-se aos desafios para o setor crescer no Brasil.

Na visão do colunista Celso Ming, do Estadão, os criptoativos trouxeram grandes inovações na área monetária, mas ainda não há clareza sobre o que pode ser regulado nesse mercado. “Como a emissão e as transações feitas com essas moedas ignoram fronteiras, qualquer regulação de âmbito apenas nacional será sempre insatisfatória”, destaca.

O Ministério das Finanças e o banco central da Rússia teriam fechado um acordo para um projeto de lei que permitiria liquidações transfronteiriças em criptomoedas. Cidadãos russos poderiam acessar carteiras de criptomoedas e usá-las sob supervisão do banco central, disse o vice-ministro das Finanças, Alexsey Moiseev, à agência de notícias estatal RIA Novosti. A notícia foi divulgada anteriormente pelo jornal de economia russo Kommersant.

Cibersegurança

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (22) a Operação Colossus, focada em desarticular organizações criminosas que usavam criptomoedas em crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As autoridades descobriram que os investigados movimentaram mais de R$ 61 bilhões — provavelmente de origem ilícita — por meio do sistema bancário brasileiro de 2017 a 2021.

No total, a operação Colossus cumpriu duas ordens judiciais de prisão preventiva; 37 ordens judiciais de busca e apreensão, sendo 22 pessoas físicas e 15 pessoas jurídicas — o que inclui seis exchanges, quatro instituições financeiras autorizadas pelo BACEN, e três escritórios de contabilidade.

E a Polícia Civil do Distrito Federal investiga um suposto caso de pirâmide financeira aplicado por Thiago da Silva Rocha, do Acre, que dizia ser trader e megainvestidor para captar clientes em um esquema que envolvia investimentos em criptomoedas. O prejuízo das vítimas do golpe pode chegar a R$ 30 milhões, segundo o portal Metrópoles.

A BlueBenxempresa de investimentos em criptomoedas que bloqueou saques de clientes em agosto, anunciou uma nova versão do seu token BENX, apresentado como a alavanca que supostamente vai tirar a empresa da crise. Em e-mail enviado a clientes na quarta-feira (21) para informar a emissão do novo BENX, a BlueBenx anunciou um plano para vincular a valorização do token com a oportunidade de pagar os clientes.

Nos EUA, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) abriu um processo contra uma organização autônoma descentralizada, a Ooki DAO, incluindo detentores de tokens de governança. A Ooki DAO era usada para governar o protocolo de empréstimos bZeroX, que em 2020 perdeu centenas de milhares de dólares após invasões de hackers. No processo, a CFTC argumentou que “DAOs não são imunes à fiscalização e não podem violar a lei impunemente.”

A agência também anunciou uma multa de US$ 250 mil e um acordo com os fundadores do protocolo, Kyle Kistner e Tom Bean, relativos a outro processo sobre as operações da plataforma.

Metaverso, Games e NFTs

Após um projeto piloto com a espanhola Air Europa em abril, os chamados NFTickets chegaram à América Latina na quinta-feira (22) por meio de uma parceria entre a low-cost argentina Flybondi e empresa TravelX, que diz já estar em tratativas avançadas com duas aéreas brasileiras para trazer a novidade ao país até outubro, segundo o InfoMoney CoinDesk.

A gigante da publicidade Publicis apresentou o mais novo integrante do alto escalão da empresa em uma conferência de tecnologia em Paris este ano, de acordo com a Bloomberg. Ele se chama Leon e é diretor do metaverso (chief metaverse officer). O objetivo da Publicis é que Leon ajude clientes de peso como Walmart, UBS e Nestlé a entender o potencial do mundo virtual para os negócios.

O clube de futebol Liverpool redobrou a aposta no campo das criptoativos ao expandir uma parceria com a Sorare, startup de esportes francesa baseada em blockchain, disse a empresa em comunicado divulgado pela Reuters na quinta-feira (22)

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