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Manhã Cripto: Binance eleva fundo de resgate para US$ 2 bilhões; Corretora que atua no Brasil demite 100 pessoas

6 min ago8 min readBitcoin
Manhã Cripto: Binance eleva fundo de resgate para US$ 2 bilhões; Corretora que atua no Brasil demite 100 pessoas

O anúncio da Binance de que conseguiu acrescentar mais US$ 1 bilhão para o fundo de recuperação da indústria de criptoativos não consegue animar investidores de ativos digitais na manhã desta sexta-feira (25), ainda abalados pelo impacto do colapso da exchange FTX.

O Bitcoin (BTC) anda perto da estabilidade nas últimas 24 horas, com leve baixa de 0,7%, cotado a US$ 16.448,71, segundo dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH recua 1,4%, para US$ 1.182,50.

Em reais, o Bitcoin registra queda de 0,8%, negociado a R$ 88.254,26, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

Vários investidores já se comprometeram com o fundo de resgate. Nesta sexta, a Tron DAO e seu fundador, o bilionário Justin Sun, se inscreveram para contribuir com o fundo levantado pela Binance, de acordo com o The Block.

O TRX, token nativo da Tron, avança 1,1% nas últimas 24 horas. XRP também é destaque positivo e dispara 8,4%.

Outras altcoins têm desempenho misto, entre elas Binance Coin (-0,2%), Dogecoin (+0,5%), Cardano (-1,5%), Polygon (-3,4%), Polkadot (-3%), Shiba Inu (-1%), Solana (-0,8%) e Avalanche (+2,4%).

No mercado internacional, os índices futuros dos EUA operam com pouca variação após o feriado na quinta-feira. Nesta sexta, as bolsas em Wall Street fecham mais cedo.

Investidores continuarão atentos ao desempenho da economia global em meio a previsões pessimistas. Segundo o Instituto de Finanças Internacionais, o crescimento do PIB mundial em 2023 será tão fraco quanto em 2009, na esteira da crise financeira.

Fundo de resgate da Binance

A Binance conseguiu a adesão de sete investidores para seu fundo de recuperação destinado a ajudar empresas de criptoativos em dificuldades, segundo comunicado divulgado pelo Valor. Entre os investidores estão Jump Cripto, Polygon Ventures, Aptos Labs, Animoca Brands, GSR, Kronos e Brooker Group.

Cada um se comprometeu a trazer US$ 50 milhões para o fundo, que pode chegar a US$ 2 bilhões. Na quinta-feira (24), o CEO da Binance, Changpeng “CZ” Zhao, já havia prometido US$ 1 bilhão para o fundo, que ele prefere chamar de IRI (Iniciativa de Recuperação da Indústria).

A Binance também informou que cerca de 150 empresas de criptoativos já entraram em contato para obter apoio financeiro.

Em entrevista à Bloomberg Television na quinta, CZ também confirmou seu interesse em comprar ativos da Voyager Digital, plataforma de crédito cripto. A oferta seria feita pela Binance.US, braço da maior exchange de ativos digitais do mundo nos EUA. Outra empresa de olho na Voyager é a CrossTower.

A exchange cripto Bybit também criou um fundo de US$ 100 milhões para apoiar clientes institucionais “durante esse período desafiador na indústria de criptomoedas”, disse a empresa na quinta-feira (24). A Bybit vai oferecer até US$ 10 milhões para formadores de mercado existentes e novos em sua plataforma.

Crise das corretoras de criptomoedas

A crise causada pela FTX aumentou a pressão sobre corretoras de criptomoedas, que têm enfrentado o aumento de saques em meio à desconfiança de investidores. Em entrevista à Reuters, o diretor de regulação da Bitso, Felipe Vallejo, disse que a exchange mexicana planeja publicar um relatório de solvência em menos de um mês. A empresa está no processo de selecionar um auditor externo.

“As provas de fundos publicadas por algumas empresas são insuficientes, pois mostram apenas ativos, e não refletem quantas cripto ou dinheiro devem aos usuários”, afirmou. Além do México, a Bitso atua no Brasil, Colômbia e Argentina.

A turbulência atual afeta outra exchange com presença no Brasil. A argentina Lemon Cash demitiu cerca de 100 funcionários, ou 38% da força de trabalho, informou o InfoMoney CoinDesk. A corretora cripto citou o ambiente desafiador do setor e a falta de um horizonte claro de recuperação no mercado de venture capital.

Em entrevista ao portal, o CEO Marcelo Cavazzoli disse que os escritórios da Argentina e do Brasil foram afetados. A Lemon Cash chegou no início do ano ao mercado brasileiro, onde pretendia contratar 60 pessoas até dezembro. Agora, a expansão da exchange no país será “mais estratégica e de nicho”, afirmou Cavazzoli.

Ao The Block, Cavazzoli disse que espera mais demissões entre fintechs na América Latina: “Empresas que não estão se ajustando agora, vão se ajustar quando tentarem captar recursos, digamos, nos próximos 12 meses, 10 meses”, alertou o executivo.

Alguns players continuam otimistas. A Matrixport Technologies, uma das maiores plataformas de crédito cripto da Ásia, busca US$ 100 milhões em financiamento. A empresa de Singapura tem compromissos de investidores líderes de US$ 50 milhões, com avaliação de US$ 1,5 bilhão na rodada, acima da marca de US$ 1 bilhão do ano anterior, disseram fontes à Bloomberg.

Outros destaques das criptomoedas

A Coin Cloud, com 5.800 caixas eletrônicos de criptomoedas no mundo, disponibilizou a ferramenta Pix para a compra e venda de ativos digitais no Brasil, de acordo com o Valor. A empresa opera por meio de aplicativo e carteira digital. Com 25 caixas eletrônicos no país, a Coin Cloud tem parcerias com a Cyrela, shoppings da BR Malls e hipermercados do Carrefour.

A casa de apostas online Betano tem ganhado destaque na Copa do Mundo do Catar, com publicidade nas placas laterais dos campos durante os jogos. No Brasil, a empresa também tem aumentado sua visibilidade – mas talvez de uma forma não tão positiva. A Betano subiu da 19ª para a 15ª posição no ranking de empresas com mais queixas no Brasil no portal Reclame Aqui.

Um cliente de Belo Horizonte afirma que o dinheiro que depositou para apostas na Copa do Mundo foi usado em outras operações da plataforma. Procurada pelo Portal do Bitcoin, a Betano disse que sua linha é de “compromisso com a segurança e confiança dos clientes”.

Além de dar a vitória ao Brasil com dois gols na estreia da seleção contra a Sérvia na Copa, Richarlison também ganhou 1 milhão de novos seguidores apenas no Instagram, de acordo com O Globo. O número de seguidores do atacante saltou de 7,5 milhões para 8,5 milhões após o apito final da partida. O jogador do Tottenham lançou uma coleção de tokens não fungíveis (NFTs) meses antes do Mundial no Catar por meio da empresa IDG NFT.

A Amazon encomendou uma minissérie baseada no colapso da FTX aos diretores por trás da franquia “Vingadores”, da Marvel. De acordo com reportagem da Variety, Joe e Anthony Russo vão produzir a série de oito episódios por meio de sua produtora ABGO.

A ConsenSys planeja começar a coletar dados adicionais de usuários que utilizam sua popular ferramenta Infura. A decisão foi alvo de críticas nas redes sociais. A Infura permite a usuários conectar seu aplicativo à rede Ethereum, que fornece a base para muitos projetos-chave da Web3, como Aragon, Gnosis, OpenZeppelin, e o próprio serviço de carteira da ConsenSys, a MetaMask.

O Departamento de Proteção e de Defesa do Consumidor, um órgão do Ministério da Justiça, instaurou processos administrativos contra duas empresas dos fundadores da MSK Invest, suspeita de operar como pirâmide financeira. A MSK prometia retornos fixos por meio de investimentos em criptomoedas e parou de pagar clientes no fim do ano passado.

Além da MSK Invest, o despacho também pede a investigação da Solaris Gestão de Recursos, empresa de investimentos com autorização da CVM para operar, que pertence aos mesmos fundadores da MSK: Glaidson Rosa, Carlos Eduardo de Lucas e Daniel Felipe Rodrigues Sabino.

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (23) a operação Metaverso para desarticular uma organização criminosa que usava criptomoedas para dificultar o rastreio de dinheiro obtido por meio de fraudes bancárias.

Bo Shen, sócio da Fenbushi Capital, empresa de capital de risco de Xangai com foco em blockchain e uma das primeiras investidoras em criptomoedas, perdeu cerca de US$ 42 milhões por meio de um ataque hacker em sua carteira digital pessoal, informou a Bloomberg. As criptomoedas roubadas incluem USD Coin, Tether, Ethereum e Bitcoin, como resultado do comprometimento da frase de recuperação da carteira.

No Canadá, o setor bancário quer evitar um caso semelhante ao da FTX, conforme a Bloomberg. O banco central canadense recebeu poderes para supervisionar provedores de serviços de pagamento no ano passado, mas a ausência de proteções ao consumidor em sua estrutura de supervisão até agora é “uma deficiência significativa”, disse o presidente da Canadian Bankers Association, Anthony Ostler.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a afirmar que o sistema financeiro tradicional está migrando para uma economia tokenizada. “Isso está apenas no começo. Se a tese da tokenização for verdadeira, então o século 21 será um período de criação de redes multiativos, reguladas, globais e tokenizadas”, disse em evento promovido pela BlackRock Brasil.

A tokenizadora Vórtx QR contratou o economista Edgar da Silva Ramos para fazer parte do conselho de administração da empresa, segundo o Valor. Ramos foi membro do conselho da B3 e atua como diretor executivo da Assu Empreendimentos Imobiliários e Agropecuários.

Na Rússia, o governo tem planos de criar uma corretora de criptomoedas estatal. O projeto está sendo debatido pelo Congresso russo, segundo o portal Vedemosti, que cita uma fonte próxima a par das discussões. Para criar a corretora, seria preciso alterar a Lei Sobre Ativos Financeiros Digitais do país. O tema ainda não tem participação de representantes do Ministério da Fazenda e do Banco Central da Rússia.

Na União Europeia, o Parlamento aprovou o programa “Digital Decade”, destinado a ajudar empresas e serviços públicos a digitalizarem seus projetos e que promete suporte para uma “infraestrutura pan-europeia baseada em blockchain”, informou o The Block.

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