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Manhã Cripto: Binance busca US$ 1 bilhão para fundo de resgate; Votação de Lei das Criptomoedas fica para semana que vem

5 d ago8 min readDeFi
Manhã Cripto: Binance busca US$ 1 bilhão para fundo de resgate; Votação de Lei das Criptomoedas fica para semana que vem

O mercado de ativos digitais amanhece sem um rumo definido nesta quinta-feira (24), com uma reação morna dos investidores ao anúncio da Binance de que a corretora busca US$ 1 bilhão para montar um fundo de recuperação para empresas em dificuldades no setor de criptoativos.

No mercado internacional, as bolsas europeias avançam e o dólar recua. Investidores reagiram bem aos dados da ata do banco central americano, que sinalizou uma desaceleração do aperto monetário nos próximos meses. As bolsas nos EUA ficarão fechadas nesta quinta devido ao Dia de Ação de Graças no país.

O Bitcoin (BTC) opera com pouca variação nas últimas 24 horas, com alta de 0,3% e cotado a US$ 16.597,81, segundo dados do CoinGecko. O Ethereum (ETH) ganha 3%, negociado a US$ 1.203,18.

A principais altcoins operam entre perdas e ganhos, entre elas Binance Coin (+0,8%), XRP (+0,7%), Dogecoin (-0,4%), Cardano (+0,6%), Polygon (-0,1%), Polkadot (+1,1%), Shiba Inu (+0,4%), Solana (+9,1%) e Avalanche (+2,5%).

Em reais, o Bitcoin também opera com estabilidade, negociado a R$ 88.984,52, de acordo com o Índice do Portal do Bitcoin (IPB).

Lei das criptomoedas

O projeto de lei que regulamenta o mercado de criptoativos deve ser votado na próxima terça-feira (29) sem os destaques mais polêmicos do texto, disse ao Valor Expedito Netto (PSD-RO), relator da matéria na Câmara dos Deputados.

A chamada segregação patrimonial, que separa ativos de corretoras e clientes, ficará fora do projeto, segundo o deputado, que esteve reunido com representantes do Banco Central e outras lideranças na quarta-feira (23). O BC queria que a segregação fosse incorporada à lei, mas concordou em deixar o tema para regulamentação posterior.

“É uma questão completamente superada. O importante agora é votar a matéria e deixar esse e outros pontos para depois”, afirmou.

Segregação patrimonial

A separação de ativos de usuários e corretoras cripto voltou a ganhar destaque com a quebra da FTX, acusada de usar fundos de clientes para cobrir rombos e operações alavancadas. Em entrevista à CNBC na quarta-feira (23), Mike Novogratz, diretor-presidente e fundador da gestora de criptoativos Galaxy Digital, defendeu a regulação de empresas e a segregação das contas de clientes.

A Galaxy perdeu cerca de US$ 77 milhões em dinheiro e ativos digitais com a FTX e não espera recuperá-los. À CNBC, Novogratz também afirmou que não sabe como Sam Bankman-Fried, o fundador da FTX, ainda não foi preso.

“Talvez eu não seja juiz ou advogado, mas li meu contrato e [Bankman-Fried] certamente fez coisas ilegais com nossas moedas. E está andando por aí nas Bahamas, dando coletivas de imprensa, indo à TV”, criticou Novogratz.

No Twitter, Bankman-Fried informou que vai conversar na próxima quarta-feira (30) com o colunista do New York Times Andrew Ross durante a conferência DealBook Summit, em Nova York. Não se sabe se a participação será presencial ou online, mas um porta-voz do NYT disse ao The Block que a expectativa é que SBF fale por videoconferência das Bahamas.

Crise da FTX – Últimas notícias

A Binance busca cerca de US$ 1 bilhão para um fundo de recuperação destinado à potencial compra de ativos em dificuldades no setor de ativos digitais, disse o CEO da maior exchange do mundo, Changpeng “CZ” Zhao.“Se isso não for suficiente, podemos alocar mais”, afirmou o executivo em entrevista nesta quinta-feira (24) à Bloomberg Television.

O fundo brasileiro da Giant Satoshi, que pertence à gestora Giant Steps Capital, pode ter perdido dinheiro de investidores por ter exposição direta à FTX, aponta reportagem do Portal do Bitcoin. Dados mais recentes sobre a alocação do principal fundo do grupo, o Giant Satoshi II Master, mostram que, em julho deste ano, 11,9% do patrimônio líquido do produto estava em bitcoin mantido na FTX. Essa porcentagem era equivalente a 16 BTCs, cotados a R$ 2 milhões na época.

Já o fundo Titanium Cripto Structure registrou baixa contábil de 10,48% no valor de seu patrimônio líquido na última terça-feira (22) por causa da exposição à FTX, de acordo com o Valor Investe. Em fato relevante, a Titanium Invest, gestora do fundo, e a administradora Vórtx informam que fizeram um pedido de resgate dos ativos na FTX em 5 de novembro, mas os recursos não foram disponibilizados. O Titanium Cripto é um fundo de arbitragem com R$ 600 milhões em ativos e 100 cotistas, segundo os dados mais recentes.

Nos EUA, senadores Elizabeth Warren e Sheldon Whitehouse, do Partido Democrata, enviaram uma carta ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quarta-feira (23) pedindo que o procurador-geral Merrick Garland investigue as alegações de fraude e comportamento ilícito que levaram ao colapso da FTX. Também exigiram que os executivos da empresa sejam responsabilizados “em toda a extensão da lei”.

“Conglomerados” de criptomoedas serão foco de regulação em 2023, disse em entrevista à Reuters o novo presidente da IOSCO, agência global de valores mobiliários. Jean-Paul Servais afirmou que a regulamentação de plataformas cripto poderia se basear em princípios de outros setores que lidam com conflitos de interesse, como agências de classificação de crédito e compiladores de indicadores de referência do mercado, sem precisar começar do zero.

Entre os muitos ativos da FTX descobertos no processo de recuperação judicial, há um relativamente pequeno que pode gerar questionamentos: uma participação em um dos menores bancos dos EUA, segundo o New York Times. O Farmington State Bank, com sede no estado de Washington, tem uma única agência e, até este ano, apenas três funcionários. Não oferecia serviços bancários online ou mesmo cartão de crédito.

A Prager Metis, uma auditora da FTX que se autodenomina a primeira empresa de contabilidade a abrir sede no metaverso, é acusada em um processo de fechar os olhos para um padrão de extorsão na exchange de Sam Bankman-Fried, informou a Bloomberg. O investidor Stephen Pierce, que afirma ter perdido quase US$ 20 mil, também processa a Armanino, uma auditora da FTX US, Bankman-Fried, entre outros, acusando-os de conspiração de extorsão.

Outros destaques

A Blockchain Academy, primeira plataforma de ensino com foco em criptoeconomia e blockchain da holding 2TM, dona do MB, lançou a Block Week, período em que irá oferecer descontos que variam entre 30% e 50% em seis cursos nas áreas de educação financeira e tecnologia. A promoção, válida até 27 de novembro, tem como público-alvo investidores, empreendedores, desenvolvedores, advogados e contadores.

Já com a licença de Instituição de Pagamento emitida pelo Banco Central, a CloudWalk, dona da maquininha InfinitePay, vai lançar uma série de serviços por meio do novo banco digital InfiniteBank, informou o Globo. Com infraestrutura em blockchain, a CloudWalk tem como alvo o mercado de pequenas e médias empresas onde a InfinitePay já atua, com 300 mil clientes.

A exchange cripto CrossTower avalia mais aquisições além de sua oferta pela plataforma de empréstimo cripto Voyager Digital, disse o CEO Kapil Rathi à Bloomberg. O executivo afirmou que a empresa está bem posicionada para adquirir rivais com bons clientes e um sólido balanço patrimonial, acrescentando que investidores continuam “cautelosos”.

A Polícia Federal apreendeu criptomoedas na Operação Smoke Free contra um grupo acusado de formar uma quadrilha transnacional especializada em comércio ilegal de cigarros. O grupo deve mais de R$ 2 bilhões em impostos, segundo a PF. José Eduardo Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, é alvo de mandado de prisão da Operação Smoke Free, segundo informações do UOL.

Uma carteira cripto atribuída à exchange BTC-e, vinculada ao ataque de hackers contra a Mt. Gox em 2014, enviou um total de 10 mil bitcoins (US$ 165 milhões) para dois destinatários não identificados, de acordo com o InfoMoneyCoinDesk. Foi a maior transação da carteira desde agosto de 2017.

Reportagem da Reuters revela que plataformas de criptomoedas facilitaram o comércio de pedofilia online. Nos oito anos em que dirigiu o Dark Scandals, um mercado online de venda de imagens de abuso sexual infantil, Michael Mohammad faturou mais de 100 mil euros.

Os clientes de Mohammad, condenado a 10 anos de prisão por um tribunal holandês, usaram exchanges para comprar ativos digitais com dólares e euros e gastá-los com relativo anonimato. Dados de transações analisados pela Reuters incluem quase 50 plataformas de criptomoedas utilizadas, incluindo as líderes do setor: Coinbase e Binance.

A Coinbase disse à Reuters que tem “uma política de tolerância zero para qualquer pessoa envolvida em atividades ilícitas, como material de abuso sexual infantil”. A Binance afirmou que cooperou com a aplicação da lei para ajudar a encerrar as operações da Dark Scandals.

El Salvador redobrou sua aposta nas criptomoedas, mesmo em meio ao inverno cripto. O primeiro país a declarar o Bitcoin como moeda legal agora trabalha em uma lei de emissão de ativos digitais, que facilitaria as operações com qualquer outro criptoativo.

No Japão, o banco central vai iniciar os preparativos para realizar um projeto piloto em 2023 com instituições financeiras privadas para emitir um iene digital, disse uma fonte a par do assunto à Reuters na quarta-feira.

A fintech Hurst Capital lança na próxima segunda-feira (28) uma operação para investidores no mercado de ativos digitais com tokens de obras da artista plástica Judith Lauand, informou a coluna Painel S.A. da Folha. A Hurst vai negociar duas obras com aporte mínimo de R$ 2 mil e rentabilidade entre 10% e 26%, em prazos de 12 meses a dois anos. Amanhã (25), o Masp inaugura uma exposição comemorativa aos 100 anos de Lauand.

Avatares podem perder espaço na indústria de games, que aposta na engenharia meta-humana, de acordo com O Globo. Com jogos futuristas, o setor busca desenvolver experiências que permitam a interação com personagens digitais ultrarrealistas.

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