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A maioria das criptomoedas ainda é um lixo, diz executivo do JPMorgan

29 Aug, 20222 min readOther
A maioria das criptomoedas ainda é um lixo, diz executivo do JPMorgan

Em participação no seminário Green Shoots, realizado nesta segunda-feira (29), Umar Farooq comenta que a maioria das criptomoedas do mercado ainda são um lixo, com exceção de algumas poucas. No momento, existem mais de 20.780 criptomoedas e tokens, segundo o CoinMarketCap.

Diretor-executivo da Onyx, plataforma criada pelo JPMorgan em 2020 e focada em blockchain, Farooq também aproveitou o espaço para expor seu ponto de vista sobre a regulamentação destes ativos.

Ao seu lado estavam outros gigantes como Richmond Teo, CEO da Paxos, e Sopnendu Mohanty da Autoridade Monetária de Singapura (MAS). A conversa durou pouco mais de 90 minutos.

Muitas criptomoedas, muito lixo

Com a existência de mais de 20.000 criptomoedas no mercado, não é preciso ser nenhum especialista para descobrir que a maioria delas não serve para nada. Entretanto, a opinião de um executivo do JPMorgan, um dos maiores bancos do mundo, é sempre bem-vinda e reforça este sentimento generalizado.

Para Umar Farooq, CEO da Onyx, poucas criptomoedas fazem algum sentido enquanto todas outras estão apenas surfando nesta onda e não durarão muito tempo até que sumam do mercado.

“A maioria das criptomoedas ainda é um lixo, com exceção de algumas dezenas de tokens. Todo resto é barulho ou, francamente, simplesmente desaparecerá.”

Além de Farooq, muitos outros acreditam que o setor das criptomoedas terá uma história similar a bolha da internet dos anos 2000, com apenas algumas sobrevivendo ao longo prazo. No momento, a aposta é que o Bitcoin seja como a Amazon, empresa que sobreviveu a tal evento e hoje é referência mundial.

“Há uma fricção regulatória significante”

Sobre regulamentação, Umar Farooq acredita que exista uma “fricção”, ou seja, que a integração desta nova classe de ativos não é suave. Entretanto, aponta que no final isso é bom por trazer proteção enquanto não para a inovação.

“Há duas coisas para levar em consideração. Uma é: se algo der errado em um banco, existem implicações significativas para a indústria, para a economia, para a estabilidade financeira e para os reguladores.” comenta o executivo do JPMorgan. “Então não acredito que essa fricção seja injustificada.”

Por fim, além das criptomoedas serem ativos relativamente novos, com o Bitcoin tendo apenas 13 anos, sua integração com instituições tradicionais como bancos começou a ganhar tração apenas nos últimos anos. Portanto, nada mais natural que um pouco de atenção redobrada no início deste movimento.

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