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Maior baleia do Ethereum compra 536 bilhões de Shiba Inu enquanto Bitcoin sofre para manter US$ 20 mil

14 Sep, 20225 min readBitcoin
Maior baleia do Ethereum compra 536 bilhões de Shiba Inu enquanto Bitcoin sofre para manter US$ 20 mil

Apesar do mercado de baixa nas criptomoedas as memecoins continuam ativas e atraindo o interesse dos grandes investidores. Recentemente a maior baleia do Ethereum resolveu atacar o Shiba Inu (SHIB) e gastou milhões para comprar bilhões em tokens SHIB.

Segundo dados do Etherscan esta baleia sempre aproveita a baixa no mercado para acumular SHIB e outras altcoins e depois vender quando o hype retorna. No caso atual em cerca de 24h a baleia comprou 536,51 bilhões de tokens Shiba Inu. O endinheirado investidor da Ethereum gastou US$ 7 milhões na compra, em 14 transações.

Dados da Etherscan.io revelam que o maior investidor do Ethereum adquiriu a SHIB da Binance e Coinbase. As primeiras dez transações representaram 475 bilhões de SHIB, as próximas na Coinbase representaram 60 bilhões.

Após a acumulação, a baleia vendeu uma parte significativa das participações de Shiba Inu, 19,2 bilhões de tokens no valor de US$ 252.096 em uma única transação. A baleia agora detém 519,3 bilhões de Shiba Inu no valor de US $ 6,82 milhões na carteira.

Bitcoin sofre para manter US$ 20 mil

Enquanto isso o Bitcoin luta para manter seu valor acima de US$ 20 mil já que os dados sobre a inflação nos EUA revelaram um cenário pior do que o esperado pelos investidores. Aproveitando este cenário incerto as baleias e outros grandes detentores de BTC aproveitaram o momento para liquidar algumas de suas participações, como mostra análise da Bitfinex.

"A figura abaixo mostra um exemplo de cada fase de euforia, realização de lucros e capitulação. Quando uma parcela das entidades detentoras de BTC atinge um certo nível de retorno sobre seus investimentos iniciais (para varejo) ou emprega mecanismos educados de hedge/obtenção de lucros em condições favoráveis ​​de liquidez (por baleias), elas sentem a necessidade de liquidar algumas de suas participações e diversificar seu portfólio, isso é conhecido como euforia e realização de lucros", destaca a empresa.

Oferta revivida de Bitcoin comparada com o preço. (fonte: glassnode e blockware)

Segundo a Bitfinex a capitulação resulta de mãos mais fortes que são submetidas a extrema tensão e algumas delas cedem. Os únicos usuários que restam após esta fase são as mãos extremamente fortes. Isso tradicionalmente indica um fundo, ou seja, uma alta pode ocorrer até o final do ano.

Ondas de cap HODL realizadas. (fonte: WhaleMap)

A Bitfinex aponta que uma visualização lúcida da oferta realizada por várias entidades é através das ondas HODL de limite realizado, que é uma melhoria nas ondas HODL regulares, pois se concentra inteiramente na oferta de ativos e não na oferta em dólares.

Segundo a empresa, a métrica fornece dados sobre o percentual de capitalização realizada pertencente a titulares de diferentes tipos. Atualmente, mais de 15 por cento da oferta é detida por entidades com menos de três meses. Isso é um sinal de acumulação, mas precisaríamos de mais dados para avaliar com precisão se essa acumulação recente resistiria ao teste do tempo e do suprimento ativo de baleias se isso ocorresse.

A Bitfinex também destaca que os padrões de acumulação do Bitcoin em condições macro de baixa se assemelham ao ouro. Commodities como ouro e prata há muito são adquiridas por instituições TradFi em macro tendências de baixa para se proteger contra sua exposição curta ou falta de exposição longa no mercado de ações. As características em que baseamos esta tese são:

  • Meio de troca: Tanto o ouro quanto o bitcoin são meios de troca, pois podemos trocá-los por bens e serviços.
  • Reserva de valor: Refere-se a um ativo para o qual você corre durante a turbulência econômica porque tem valor intrínseco.
  • "A reserva de valor é discutível, pois o Bitcoin foi correlacionado com os mercados de ações. Mas a atividade on-chain, especialmente o comportamento das baleias na atual crise econômica, se assemelha ao comportamento institucional em torno de recessões/crises anteriores", finaliza.

    Volatilidade normal

    Paulo Boghosian, Co-Head da TC Cripto, detaca que a volatilidade está dentro do esperado e aponta que o Bitcoin só voltaria a ficar com um cenário pesado caso perca o nível da MM21 e, principalmente, o fundo deixado nos US$ 18,7K, abrindo espaço para correções mais fortes.

    "Conforme temos dito, os movimentos tem sido mais técnicos e não há de fato um capital massivo migrando para cripto. Isso só deverá ocorrer quando os investidores tiverem mais convicção que a inflação está controlada. Nessa semana vimos um acréscimo de cerca de U$2Bi na stablecoin BUSD (da Binance), o que deu um brilho no mercado cripto. Mas esse fluxo ainda é tímido e representa menos de 2% do estoque de stablecoins utilizadas para compra de criptoativos", disse.

    Boghosian destaca que outra variável importante para os investidores ficarem de olho é o “stablecoin supply ratio”, a razão entre capitalização de mercado dos criptoativos versus dasstablecoins, mostrando quanto dinheiro está disponível para entrar na compra de criptoativos.

    Segundo ele, quanto mais baixo o índice maior o poder de fogo, e estamos próximos de mínimas históricas apesar de ter havido uma ligeira alta nessa semana, com a recuperação dos preços dos criptoativos. O índice mostra um posicionamento ainda defensivo.

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