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De Gisele Bündchen à BlackRock, quem perdeu com o colapso da FTX

9 Nov, 20223 min readOther
De Gisele Bündchen à BlackRock, quem perdeu com o colapso da FTX

Fundada em um bear market, a FTX tornou-se uma gigante em apenas três anos. Seu fundador, Sam Bankman-Fried (SBF), se tornou a segunda pessoa mais rica da indústria de criptomoedas com uma fortuna de US$ 24 bilhões, ficando atrás apenas de Chanpeng Zhao da Binance, mas o sonho acabou.

Nos bastidores, SBF contou com diversas rodadas de investimentos e parcerias para impulsionar o crescimento de sua corretora. A lista é extensa e conta com nomes famosos como Stephen Curry, Naomi Osaka, Tom Brady e Gisele Bündchen.

Quanto a empresas, a lista é maior ainda. Como destaque, a própria Binance investiu na FTX ainda em 2019, reconhecendo o potencial de sua rival que acabava de aparecer no mercado.

Nos anos seguintes, a corretora também recebeu aportes milionários da Sequoia Capital, VanEck, SoftBank e até mesmo de fundos gerenciados pela BlackRock, maior gestora de ativos do mundo.

Agora estes gigantes estão preocupados com o futuro de seus investimentos. Nesta terça-feira (8), Bankman-Fried confirmou que sua corretora estava com problemas de liquidez e que estaria vendendo sua empresa para a Binance.

Até fundo de pensão de professores aposentados investiram na FTX

Segundo dados do Crunchbase, a FTX ofereceu sete rodadas de investimentos. Como destaque, arrecadou US$ 8 milhões em 2019 em rodada semente liberada pela Race Capital. Ainda naquele ano, a Binance investiu um montante não revelado em sua potencial concorrente.

Ganhando nome e espaço no mercado durante a alta das criptomoedas em 2021, a FTX levantou mais capital em outras rodadas. Além das quantias, os nomes dos investidores também chama atenção.

A Sequoia Capital, que liderou duas rodadas, é o principal deles, mas não o único. Paradigm, SoftBank, Insight Partners, Sea Capital e VanEck aparecem entre as dezenas de esperançosos na FTX.

Por fim, até a gigante BlackRock e um fundo de pensão de professores, o Ontario Teachers’ Pension Plan, investiram na corretora de Sam Bankman-Fried conforme ela se tornava uma das maiores corretoras do mundo. Entretanto, nenhum deles imaginava o que aconteceria com esta gigante que, até pouco tempo, estava comprando empresas falidas.

Seu token nativo, o FTT, também crescia, saltando de 1 para 83 dólares em seu pico. Até poucos dias, SBF postava semanalmente compras pessoais de milhões de dólares em FTT, hoje em queda de 85%.

“É aquela época da semana novamente”, escrevia SBF mostrando ordens de compra de seu próprio token, o FTT.

it's that time of the week againNOT FINANCIAL ADVICE — SBF (@SBF_FTX) October 31, 2022

Famosos que investiram na FTX

Além das diversas empresas de capital de risco, a FTX também chamou a atenção de famosos não tão ligados ao mundo das finanças. A brasileira Gisele Bündchen e seu marido Tom Brady, astro da NFL, tornaram-se acionistas da corretora em junho de 2021, logo após a Coinbase abrir seu capital.

Mais tarde, Stephen Curry, astro da NBA, também se empolgou com o setor das criptomoedas, lançando coleções de NFTs e também investindo na FTX. Já em março deste ano foi a vez da tenista Naomi Osaka tornar-se acionista da corretora de SBF.

Por fim, todos estes investidores devem estar aflitos. Afinal, o futuro da FTX está nas mãos da Binance, rival que apesar de ter assinado uma carta de intenção para comprar a FTX e assumir suas dívidas, ainda pode desistir do negócio.

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