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Fundada por criadores da pirâmide MSK Invest, Solaris é proibida de atuar com investimentos

2 h ago4 min readBitcoin
Fundada por criadores da pirâmide MSK Invest, Solaris é proibida de atuar com investimentos

O Departamento de Proteção e de Defesa do Consumidor, um órgão do Ministério da Justiça, instaurou processos administrativos contra duas empresas dos criadores da MSK Invest, suspeita de operar como uma pirâmide financeira. A MSK prometia retornos fixos por meio de investimentos em criptomoedas e parou de pagar os clientes no final do ano passado. A informação foi publicada na edição desta quinta-feira (24) do Diário Oficial da União.

Além da MSK Invest, o despacho pede a investigação também da Solaris Gestão de Recursos. Trata-se de uma firma de investimentos em valores mobiliários que tem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar e que pertence aos mesmos criadores da MSK: Glaidson Rosa, Carlos Eduardo de Lucas e Daniel Felipe Rodrigues Sabino.

A entidade governamental determina que a Solaris suspenda em até 48 horas as atividades de broker e retire do ar suas plataformas on-line, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O procedimento atinge tanto contra as empresas quanto a seus fundadores, como pessoas físicas.

A Solaris foi habilitada em julho de 2020 para atuar como administrador de carteira de valores mobiliários, na categoria de gestora de recursos, nos termos da ICVM 558. A CVM confirmou ao Portal do Bitcoin que a empresa está em situação regular e disse que ainda não sabe informar o tamanho do fundo gerido pela companhia, por ainda estar em fase pré-operacional.

A empresa afirma que atua com gestão de carteiras administradas para clientes com aportes mínimos de R$ 1 milhão.

No formulário enviado para a CVM, os empresários dizem que a Solaris “busca oferecer uma gestão de investimentos baseada em evidências científicas, baixa complexidade e eficiência operacional, alcançando consistência e confiabilidade nas rentabilidades das carteiras a serem geridas”.

Segundo os criadores, a empreitada nasceu após terem feito a MSK Invest e enxergado uma oportunidade no mercado de valores mobiliários. O primeiro nome da empresa foi MSK Gestão de Recursos.

A empresa começou com um capital social de R$ 500 mil, que depois subiu para R$ 1,4 milhão. Além de Glaidson Rosa Tade e Carflos Eduardo de Lucas, são sócios na Solaris: Raphael Rodrigues, Daniel Felipe Rodrigues Sabino e Upper Investimentos e Participações.

Pirâmide da MSK

A MSK Invest dizia investir em criptomoedas, captava dinheiro prometendo retornos fixos por mês e incentivava as pessoas a reinvestirem o dinheiro que achavam estar ganhando. Porém, parou de pagar todos em dezembro do ano passado.

A Justiça de São Paulo determinou no dia 20 de dezembro de 2021 o bloqueio de R$ 100 mil da empresa. A decisão foi do juiz Fábio Henrique Falcone Garcia, que apontou indício de má-fé e de tentativa de não cumprir com os contratos na postura da empresa.

Além disso, o juiz Luiz Antonio Carrer foi outro que disse haver indícios de que a MSK Invest, empresa que dizia operar com criptomoedas, seja uma pirâmide financeira e de que um mesmo uso de CNPJs é na verdade a prática de um golpe financeiro.

O magistrado também acolheu liminar de uma cliente e determinou o bloqueio de dinheiro na conta da empresa.

“Existem indícios de fraude no contrato celebrado entre as partes, que indica caso de ‘pirâmide’, a justificar a urgência da medida, pois a ré anunciou que deixará de atuar, sem a perspectiva de devolução da grande quantia investida pelo autor”, afirmou o juiz.

No dia 22 de dezembro, o Procon de São Paulo disse que iria acionar a MSK Invest e seus sócios no campo criminal e administrativo. A informação foi divulgada pelo presidente do órgão, Fernando Capez.

“A empresa [MSK] enganou diversos investidores prometendo juros de 2% a 5% em aplicação no Bitcoin. E adivinhe? Não pagou ninguém”, disse o procurador em vídeo.

Acordo não cumprido com Procon

Um dos pontos do caso que chamava atenção é o otimismo do procurador Fernando Capez, presidente do Procon de São Paulo.

O acordo entre Procon e MSK Invest previa que o reembolso será feito em cinco parcelas com o primeiro pagamento em março. Se a empresa não cumprir, será aplicada uma multa de R$ 2 milhões.

Em um vídeo publicado no Instagram, Capez diz: “O acordo é muito bom, foi assinado. Parabéns MSK e consideramos o problema equacionado”.

O acordo nunca foi cumprido.

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