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Faraó do Bitcoin alega sofrer racismo: “Nos EUA eu seria capa da Forbes como empresário bem-sucedido”

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Faraó do Bitcoin alega sofrer racismo: “Nos EUA eu seria capa da Forbes como empresário bem-sucedido”

Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria, também conhecido como o ‘Faraó do Bitcoin’, acusou a Polícia Federal de injúria e agressão e afirmou que se ele estivesse nos Estados Unidos seria capa da revista Forbes ou da Time. As acusações foram feitas durante audiência de custódia, em agosto do ano passado, como mostra o trecho de vídeo publicado pelo portal G1 nesta sexta-feira (13).

De acordo com as imagens, Glaidson se refere à abordagem dos policiais federais que ocorreu no dia 25 de agosto de 2021 durante a Operação Kryptos. “Se nós tivéssemos olho azul e fosse pele branca, loiro, tenho certeza que ele não iria chamar: ‘perdeu, filho da p***’”, disse.

Áudios do vídeo sugerem que os termos citados por ele podem ter ocorrido, mas as imagens não mostram que ele sofreu agressão, como o um “cascudo” que ele disse ter levado na cabeça, quando foi preso ainda na cama.

“O MPF [Ministério Público Federal] não viu crime ao analisar o laudo do corpo de delito – realizado no dia da prisão – ou na análise de imagens da prisão”, ressaltou a reportagem. Os policiais envolvidos na operação também negaram as acusações, afirmando, segundo o site, que “não houve nenhuma anormalidade durante a ação”.

No ponto sobre sua alta condição financeira, o ex-garçom acusado de pirâmide financeira arriscou um “paradoxo” entre o Brasil e os EUA. “Eu sou um empresário bem-sucedido, (trecho inaudível). Se eu estivesse nos Estados Unidos, eu tava na capa da Forbes ou da Time. Mas, eu tô no nosso país que, infelizmente, tem um racismo muito grande”, disse.

Para a defesa de Glaidson, a ação do MPF vai de encontro com o instrumento processual que é a Audiência de Custódia, que serve justamente para que seja avaliada a legalidade da prisão, ou seja, o órgão optou por denunciá-lo como se os fatos narrados por ele não tivessem ocorrido.

Outro ponto, disseram os advogados, é que uma ação com essa do MPF pode prejudicar tanto o direito de um preso quanto de outro, já que acusados por crimes podem temer narrar agressões perante um magistrado.

Operação Kriptos

Em agosto de 2021, a Polícia Federal deflagrou a Operação Kryptos, para investigar a fraude milionária aplicada por Glaidson Acácio dos Santos através da GAS Consultoria. A empresa de investimentos prometia rendimentos que supostamente viriam de trading com criptomoedas.

Durante a operação, as autoridades apreenderam 591 bitcoins que estavam em posse de Glaidson, dezenas de carros de luxo e mais de R$ 13 milhões em espécie.

Desde que foi Glaidson preso, sua defesa já enviou diversos pedidos de Habeas Corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Todas as decisões, até o momento, negaram as solicitações, argumentando não haver ilegalidade na sua prisão preventiva da Glaidson.

As investigações comprovaram que ele planejava fugir do Brasil antes da prisão e que, mesmo após estar preso, continuou operando o sistema criminoso.

Atualmente o líder da GAS Consultoria é acusado de lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e participar de organização criminosa. Clique aqui para assitir ao vídeo.

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