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Executivo de plataforma de dados avalia caso FTX: ‘Tokenização tem como lastro ativos reais’

5 d ago4 min readOther
Executivo de plataforma de dados avalia caso FTX: ‘Tokenização tem como lastro ativos reais’

Em entrevista ao Cointelegraph Brasil esta semana, Marson Cunha, diretor da Inveniam, uma plataforma operacional fundada em 2017, provedora de uma camada de dados dinâmica às empresas de tokenização, com foco no mercado de capitais e imobiliário, sediada em Nova Iorque e em processo de mudança para Miami, nos EUA, disse que o episódio envolvendo a crise de liquidez da exchange de criptomoedas FTX reforça a necessidade de transparência, mas lembrou que o mercado secundário de tokens é dissociado do mercado de criptomoedas porque os criptoativos possuem lastro com ativos reais, no caso as propriedades físicas que eles representam.

"Começamos dando estrutura para dados desestruturados (independemente de ERP e/ou CRM) e permitindo o credenciamento dos dados através de blockchain. O emprego desta tecnologia de forma recorrente, permite o monitoramento e confiabilidade dos dados, permitindo como passo subsequente (e opcional) a tokenização de forma dinâmica", explicou

Há quase seis anos nos EUA, o brasileiro, que é responsável pelas operações da Inveniam no Brasil e no Peru, também citou o escândalo financeiro envolvendo o family office Archegos Capital Management em 2021 e ressaltou a importância de os tokens possuírem uma conexão dinâmica com os dados dos ativos reais, que é a solução oferecida através da blockchain pela plataforma, responsável por movimentar US$ 60 bilhões em tokens imobiliários, em todo o mundo.

Questionado sobre o episódio da FTX, o executivo da Inveniam avaliou que:

“Acredito que só ressalta a importância de transparência no mercado. Veja o que aconteceu com a Archegos do Bill Hwang. Independentemente do mercado, se houvesse melhor controle e uso de dados, riscos sistêmicos seriam menores e mais fáceis de se monitorar. Isso é um dos principais pontos que a Inveniam resolve. Hoje com presença global e cerca de US$ 60 bilhões em nossa plataforma, trabalhamos com diversos players de mercado para reduzir assimetria de dados de mercado.”

Cunha ressaltou que os tokens dinâmicos representam um diferencial significativo porque promovem uma interface com as informações de seus respectivos ativos físicos ao argumentar que:

“Aqui no EUA, assim como na Europa, os tokens que são emitidos por empresas no nosso ecossistema contam com uma conexão dinâmica de dados. Essa conexão dinâmica de dados permite maior transparência e segurança para esses ativos digitais. Ativos que não contam com esse tipo de conectividade, embora também possam ser tokens, estão mais para ativos digitalizados do que ativos digitais.”

Ele também se mostrou otimista em relação ao crescimento de mercado de tokens imobiliários no Brasil e no restante da América Latina e citou a implementação da blockchain ao sistema de cartórios do país como um avanço significativo ao crescimento do setor.

"No Brasil e no resto da América Latina, a tokenizacao continuará a crescer e servirá para prover melhor acesso tanto para investidores locais que querem acessar mercados internacionais quanto investidores globais que têm interesse em investimentos na região. É um mercado muito interessante por conta do momento do país. Este ano houve um passo concreto do governo junto com os cartórios, construindo o arcabouço para digitalização de documentos legais. Ao mesmo tempo, diversos players locais estão explorando e evoluindo com projetos de tokenizacao de ativos."

Ele finalizou argumentando que “o acesso a informações confiáveis elimina a assimetria de informações no mercado. Isso permite que a descoberta de preços ocorra. A descoberta de preços leva à negociação secundária.”

“O banco de dados EDGAR (Electronic Data Gathering, Analysis, and Retrieval) entrou em operação em 1995. O valor de negociação de ações dos EUA foi de US$ 9 trilhões naquele ano. Em 2000, havia saltado para US$ 46 trilhões (de acordo com o Banco Mundial)”, completou.

Em outubro, uma plataforma brasileira de tokenização começou a comercializar cotas de aluguel de um imóvel na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, com rendimentos estimados em 6% ao ano, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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