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Para enfrentar crise, mineradores vendem mais bitcoin do que produzem

6 d ago3 min readMining
Para enfrentar crise, mineradores vendem mais bitcoin do que produzem

Este realmente é um mercado de baixa se até mesmo empresas de mineração de bitcoin (BTC), tradicionais “HODLers” — que se recusam a vender suas criptomoedas mesmo se seu preço cair —, estão começando a vender suas reservas de criptomoeda.

Com a queda no preço das criptomoedas, grandes mineradoras de bitcoin listadas em bolsa, como Marathon Digital e Riot Blockchain, venderam mais bitcoins do que mineraram no mês de maio, para conseguir capital e assim manter suas operações.

É um contraste notável em relação aos primeiros quatro meses do ano, em que elas haviam vendido apenas cerca de 30% do que haviam produzido, segundo um novo relatório da Arcane Research.

“Se as empresas são forçadas a liquidar uma parte considerável dessas alocações, isso pode contribuir para derrubar ainda mais o preço do bitcoin”, explicou Jaran Mellerud, analista de mineração de bitcoin na Arcane Research, no relatório.

Na terça-feira (21), Bitfarms, com sede na cidade canadense de Toronto, vendeu 3 mil BTC — quase metade de suas alocações — para reduzir suas dívidas. O plano futuro será evitar o armazenamento de toda a produção diária de bitcoins, segundo Jeff Lucas, diretor financeiro da Bitfarms, em um comunicado de imprensa.

“Embora continuemos otimistas em relação à valorização de preço do bitcoin a longo prazo, essa mudança estratégica permite que foquemos em nossas principais prioridades em manter nossas operações de mineração e continuemos aumentando nosso negócio em antecipação a melhores economias de mineração”, explicou.

No que diz respeito a empresas listadas em bolsa, mineradoras haviam acumulado muito bitcoin. Na realidade, sete dos dez maiores caixas de bitcoin pertencem às mineradoras, segundo o site Bitcoin Treasuries.

Core Scientific (CORZ) possui 8.497 BTC; Marathon Digital Holdings (MARA), 8.133 BTC; Hut 8 Mining (HUT), 7.078 BTC; Riot Blockchain (RIOT), 6.536 BTC; Hive Blockchain (HIVE), 4.032 BTC; Bitfarms (BITF), 3.075 BTC; e Argo Blockchain (ARBK), 2.317 BTC.

Porém, é importante destacar que mineradoras listadas em bolsa só compõem 20% da taxa de hashes (ou “hashrate”, que se refere à velocidade de processamento de dados em uma blockchain) dos 206 milhões de terahashes por segundo (ou TH/s) da rede Bitcoin.

De modo geral, mineradoras de bitcoin desejam manter suas alocações em bitcoin e seu fornecimento de BTC mudou pouco desde janeiro, tuitou Zack Voell, analista na empresa de software para a mineração de bitcoin.

A taxa de hashes da rede é uma medida total de quanto poder computacional está sendo usado para minerar bitcoin. Cada hash único representa um computador que gera um novo número para “adivinhar” uma sequência criptográfica.

Qualquer minerador ou pool (grupo) de mineradores que a adivinhar corretamente obtém o direito de verificar um bloco de transações e acrescentá-lo à blockchain.

Quando isso acontecer, mineradores ganham recompensas e taxas de transação. No entanto, a mineração se tornou cada vez menos rentável à medida que os mercados continuam caindo.

A receita pela mineração se esforça para ficar acima de US$ 20 milhões por bloco desde o início de junho.

A receita por bloco havia começado o ano em cerca de US$ 50 milhões, caiu abaixo de US$ 40 milhões no início de maio e despencou para cerca de US$ 16 milhões na semana passada, de acordo com Blockchain.com durante o pânico relacionado ao aflito fundo de hedge Three Arrows Capital e a credora cripto Celsius.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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