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Empresa de sócio do Capitual teria convertido R$ 228 milhões em criptomoedas mesmo com Faraó dos Bitcoins preso

28 Jun, 20223 min readBitcoin
Empresa de sócio do Capitual teria convertido R$ 228 milhões em criptomoedas mesmo com Faraó dos Bitcoins preso

Um dos sócios do banco digital brasileiro Capitual, ex-parceiro de pagamentos da exchange Binance no Brasil, pode ter ajudado Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, a lavar criptoativos de origem criminosa mesmo depois da prisão do suposto criminoso na Operação Kryptos. A matéria é da Folha de S.Paulo. Glaidson está preso por supostamente liderar uma organização criminosa responsável por promover esquema de pirâmide financeira com criptomoedas.

Um relatório da Polícia Federal, apontou que, mesmo após a prisão de Glaidson, a advogada Eliane Medeiros, ligada ao acusado, conseguiu converter R$ 228 milhões a partir de criptomoedas da suposta organização criminosa com a ajuda da empresa Malta Intermediação de Negócios e Consultoria Ltda, que teria intermediado as transações. Segundo a matéria, a Malta tem como sócios Rogério Rosendo da Silva e Guilherme Silva Nunes, este fundador, sócio e diretor do Capitual.

Em comunicado à imprensa emitido nesta terça-feira (28), a exchange global de criptomoedas Binance negou qualquer relação com as supostas atividades ilícitas da advogada Eliane Medeiros, presa em fevereiro pela Polícia Federal no âmbito da Operação Valeta, ou com o sócio do Capitual.

A Binance destaca que a Capitual não é mais sua provedora de pagamentos, devido a ações da empresa que conflitam com os seus valores. Em 24 de junho, a Binance anunciou que fechou contrato com um parceiro local mais comprometido com esses valores e com os usuários brasileiros… A Binance ressalta que sua equipe de investigação de renome mundial trabalha em constante coordenação com as autoridades locais. Isso inclui o trabalho com a Polícia Federal para levar Glaidson Acácio dos Santos à justiça em 2021, congelando suas contas e identificando fluxos de receita potencialmente ilícitos em várias plataformas no mundo todo, disse a exchange em comunicado.

Ao Ministério Público Federal (MPF), Rosendo afirmou que a Malta intermediava transações para Eliane desde 2020 e que, após a deflagração da Operação Kryptos, as transações se tornaram “quase diárias.” Segundo as investigações, foram R$ 200,6 milhões somente entre os dias 24 e 31 de agosto do ano passado.

À Folha, a Capitual e a Malta afirmaram que as negociações feitas pela corretora de criptomoedas de Eliane Medeiro de Lima foram bloqueadas “tão logo se obteve a informação das investigações em curso." As empresas se referiam à GLA Serviços de Tecnologia Ltda, de Campo Grande (MS), corretora que teria como sócia a advogada e Glaidson, como sócio oculto.

Glaidson, que é pré-candidato a deputado federal pelo partido Democracia Cristã, também se pronunciou. Por meio de atual advogado, Murilo Cobucci, ele negou qualquer tipo de irregularidade de sua corretora. Cobucci também disse que os fatos não aconteceram de acordo com as narrativas do MPF e que a inocência de Glaidson será comprovada.

No final de maio, a Justiça suspendeu as ações e penhoras da GAS Consultoria, empresa usada para as operações do grupo, em troca de um plano de recuperação judicial, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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