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6 dicas para verificar se uma criptomoeda pode ser um golpe

40 min ago6 min readOther
6 dicas para verificar se uma criptomoeda pode ser um golpe

As criptomoedas são uma tecnologia disruptiva com grande potencial para revolucionar os mercados financeiros globais, mas como toda indústria nascente ela ainda é bastante experimental e está cheia de aproveitadores.

Os traders podem ter certeza de que a grande maioria dos mais de 21 mil tokens atualmente disponíveis para negociação no mercado são golpes ou – quando não deliberadamente mal intencionados – tecnicamente deficientes.

No pior dos casos os usuários podem ser vítimas de golpes ou então ficarem expostos a hacks confiando seus fundos a projetos inconsistentes. Afinal, qualquer pessoa com conhecimentos intermediários de programação é capaz de criar um token e criar um par de negociação em uma exchange descentralizada (DEX) para tentar ganhar um dinheiro fácil às custas de investidores inexperientes.

Não é à toa que um dos bordões mais populares entre a comunidade cripto diz: "faça a sua própria pesquisa". Abaixo, o Cointelegraph Brasil apresenta sete medidas simples que qualquer investidor pode tomar para analisar os riscos subjacentes a um determinado token antes de arriscar o seu dinheiro investindo nele movido por altas exponenciais ou campanhas de divulgação em redes sociais.

Antes de mais nada, saiba que você vai precisar lidar com exploradores de blocos. Aqui, vamos tomar o Etherscan como padrão, visto que a rede Ethereum (ETH) é a mais popular do mercado. Mas todas as outras redes possuem seus próprios exploradores com características semelhantes.

1. O código é verificado no Etherscan

O primeiro passo aqui é descobrir o endereço do token que se deseja investigar. É possível encontrá-lo visitando sites como o CoinMarketCap e clicando em "Contracts" no conjunto de atributos do token que fica do lado esquerdo da página, um pouco abaixo de sua identificação. Também é possível encontrá-lo diretamente através da ferramenta de busca do Etherscan digitando o nome do token a ser investigado.

Abaixo, tomamos como exemplo o contrato do token da exchange descentralizada Uniswap (UNI). Rolando a página um pouco para baixo, o usuário encontrará a opção de checar detalhes do contrato. A confirmação da verificação do código no Etherscan é encontrada logo nas primeiras linhas do código.

Detalhe do código do UNI confirmando a sua verificação. Fonte: Etherscan

Caso o código não tenha sido verificado, provavelmente se trata de um golpe ou de um projeto desenvolvido sem os devidos cuidados técnicos. Um investidor prudente deve imediatamente descartá-lo

2. Verifique a seção de comentários do Etherscan

Última aba a direita, na mesma seção em que se pode verificar o código, há um espaço para comentários. Se houver reclamações ou mesmo acusações de que o referido token se trata de um golpe, é melhor ter cuidado. Há uma enorme probabilidade de que não se trata de um investimento confiável.

Inclusive, é um instrumento ao qual as vítimas podem e devem recorrer em caso de fraudes, puxadas de tapete ou hacks. Dificilmente os ajudará a recuperar os fundos perdidos, mas servirá de alerta para outros investidores.

3. Utilize o Google e as redes sociais para buscar informações

Se não for encontrado um site na internet após uma pesquisa básica no Google, o token pode ser descartado. No entanto, dificilmente os golpistas deixarão de tomar esse cuidado básico.

Portanto, após entrar no site de um determinado projeto, procure pelo white paper, no qual devem constar informações fundamentais a respeito do token, como seus casos de uso, modelo econômico, entre outras coisas. Caso o investidor não tenha conhecimentos técnicos sobre o mercado de criptomoedas, a mera existência de um white paper poderá causar uma boa impressão.

Assim, o próximo passo é buscar informações a respeito da equipe de desenvolvedores. Muito provavelmente, você não os conhecerá. Mas uma pesquisa no Twitter e subsequentemente no LinkedIn poderá oferecer pistas concretas sobre a idoneidade da equipe.

Às vezes os desenvolvedores preferem optar pelo anonimato e utilizam pseudônimos por questões de privacidade e, agora, diante da pressão dos reguladores, de segurança. O anonimato, por si só, não é necessariamente ruim, desde que seja possível encontrar informações sobre o histórico dos envolvidos.

4. Verifique em quais exchanges o token é negociado

Qualquer um pode listar um token em uma exchange descentralizada, desde que seja capaz de prover liquidez para um único par de negociação. Portanto, tokens que são negociados apenas em DEX devem ser analisados com maior cuidado.

Já o processo de listagem em exchanges centralizadas costumam ser mais rigorosos. Especialmente nas mais conceituadas do mercado. Token negociados em exchanges globais como Binance, Coinbase, FTX e Kraken e, no Brasil, na MB, BitcoinTrade ou Foxbit, dificilmente deverão causar dores de cabeça aos investidores, exceto devido às oscilações inerentes ao mercado.

5. Verifique os pools de liquidez de tokens listados apenas em DEXs

Muitas vezes, as gemas do mercado que se tornarão o hype em um futuro mercado de alta inicialmente são listadas apenas em DEX. Assim, uma vez verificadas todas as etapas anteriores, os potenciais investidores podem checar os pools de liquidez que sustentam a negociação de um determinado ativo.

Não é difícil verificar a liquidez de um token em DEXs como a Uniswap ou mesmo outras menos populares. Liquidez é a quantidade de criptomoedas ou o número de tokens bloqueados em um determinado contrato inteligente para permitir que as pessoas comprem e vendam ativos em exchanges descentralizadas.

Se a liquidez for pequena, inferior a US$ 100.000, por exemplo, ou estiver decrescendo a uma taxa significativa, provavelmente se trata de um golpe.

Ao negociar criptomoedas em uma DEX, o usuário deve prestar atenção a outras informações básicas a respeito de determinado token. Por exemplo, o volume de negociação, que é a quantidade de tokens sendo trocados, cujo valor total normalmente é expressado em dólares; contagem de transações – o número de negociações envolvendo o token; e por fim, o número de carteiras ativas únicas interagindo com determinado contrato inteligente – esse número indica a quantidade de usuários que se conectam a uma determinada DEX com sua carteira não custodial. Se algum deles parecer incomum por qualquer motivo, é bom ficar alerta.

6. Verifique outras ferramentas de análise

A maioria dos investidores não tem conhecimento delas, pois costumam utilizar apenas as plataformas mais populares do mercado, como CoinMarketCap e CoinGecko, mas existem algumas ferramentas de análise interessantes para quem está analisando pouco conhecidos. Aqui estão listadas algumas delas:

A Smell Test oferece uma funcionalidade que faz uma auditoria automatizada do token. Quanto menor a sua pontuação de um máximo de 100, maior o risco associado ao token.

Honeypots, ou potes de mel, em tradução livre, são contratos inteligentes com uma falha de programação inserida propositalmente de má fé. Quando os invasores tentam explorar a falha, códigos ocultos são ativados para atacar os invasores. O Detector de Honeypots da Ethereum protege os investidores de golpes dessa natureza.

A DEXtools é uma ferramenta com diversas funcionalidades, especialmente sobre DEXs e seus pools de liquidez. Os investidores podem explorar algumas delas para mensurar o verdadeiro valor de um token em tempo real.

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