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Criptos respiram após US$ 183 bi evaporarem com colapso da FTX; dado aponta possível reversão

18 Nov, 20224 min readOther
Criptos respiram após US$ 183 bi evaporarem com colapso da FTX; dado aponta possível reversão

O Bitcoin (BTC) amanhece em leve alta de, 13% nesta sexta-feira (18), a US$ 16.752, em primeiro sinal de alívio cerca de uma semana depois que a FTX pediu falência e teve US$ 600 milhões de clientes roubados em um hack. No auge da crise, após a Binance desistir de comprar a corretora, no dia 9 de novembro, o mercado como como um todo caiu pela primeira vez desde o começo de 2021 para menos de US$ 800 bilhões, uma perda de US$ 183 bilhões em cerca de três dias. Hoje, a capitalização das criptos volta para próximo de US$ 840 bilhões, segundo dados do CoinGecko.

Outros ativos digitais respiram nesta manhã, como é o caso do Ethereum (ETH), que opera em alta de 2%, a US$ 1.214,38, e da Binance Coin (BNB), que avança 2,6%, a US$ 272. A Chiliz (CHZ), ligada a fan tokens de times de futebol, salta 8,7% a dois dias do início da Copa do Mundo no Qatar.

Considerando o desempenho semanal, no entanto, o melhor desempenho de longe segue com o token Trust Wallet (TWT), que dá direito a voto em melhorias na carteira de mesmo nome. O ativo quase dobrou de preço nos últimos 7 dias após carteiras digitais ganharem terreno em meio à desconfiança em torno de exchanges não reguladas.

Em um documento enviado à justiça na quinta-feira (17), o novo CEO da FTX, John J. Ray, revelou o estado dos problemas de contabilidade e a falta de diligência corporativa na empresa, até semana passada chefiada pelo ex-bilionário americano Sam Bankman-Fried.

“Nunca em minha carreira vi uma falha tão completa de controles corporativos e uma ausência tão completa de informações financeiras confiáveis como ocorreu aqui”, disse Ray. “Desde falhas na integridade de sistemas e supervisão regulatória defeituosa no exterior, até a concentração de controle nas mãos de um grupo muito pequeno de indivíduos inexperientes, não sofisticados e potencialmente comprometidos, esta situação é sem precedentes”.

Informações do processo de falência também revelaram que a Alameda Research, empresa de trading irmã da FTX, tinha uma “isenção secreta” dos procedimentos de liquidação da FTX. Na prática, a Alameda poderia negociar na exchange em posições alavancadas sem correr os mesmos riscos aos quais demais traders eram submetidos.

Jon Campagna, head de negociação e mercados de capitais do fundo de investimento cripto CoinFund, se disse “envergonhado” e “triste” com o colapso da FTX. Um dos fundos do CoinFund fez um pequeno investimento na FTX.

“Tenho uma raiva muito grande que não consigo fazer passar”, escreveu em mensagem ao CoinDesk. “Doeu olhar para os rostos de meus companheiros de equipe e parceiros nesta semana e na última. Olhar para os rostos de meus concorrentes e colegas enquanto tentávamos ajudar uns aos outros a navegar no caos”.

Estima-se que a FTX tenha deixado para trás um milhão de credores. Nos EUA, um grupo de investidores ingressou com uma ação indenizatória contra pessoas ligadas à exchange, incluindo celebridades que promoviam o negócio publicamente, incluindo a brasileira Gisele Bündchen e seu ex-marido, o ex-jogador de futebol americano Tom Brady – ambos investiram na FTX e viraram sócios de Bankman-Fried.

As notícias de ontem envolvendo o colapso da corretora não afetaram os preços das criptomoedas, e alguns dados começam a sugerir a possibilidade de uma reversão pela frente. Segundo o analista Glenn Williams, traders de derivativos começam a se posicionar com viés mais positivo. Segundo ele, diante da grande quantidade de posições abertas que ainda apostam na queda, um short squeeze no Bitcoin pode vir pela frente se as condições seguirem na trajetória atual.

Um short squeeze se dá quando um ativo sobe de preço repentinamente e provoca a liquidação de posições que apostavam na queda, o que por sua vez ajuda a acelerar o movimento.

José Artur, CEO da Coinext, ressalta que o Bitcoin está posicionado para novas altas no futuro apesar da crise atual no setor. “Diferentemente do FTT, token da FTX, o Bitcoin não está vinculado a uma instituição, sendo mais seguro e livre dos problemas enfrentados por FTT e por LUNA, token de outro projeto que quebrou em 2022”.

Veja as principais notícias do mercado cripto desta sexta-feira (18):

(Mais informações em breve)

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