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Crianças do Chapadão visitam NFT.Rio para ver seus desenhos transformados em NFT em exposição

2 Jul, 20223 min readNFT
Crianças do Chapadão visitam NFT.Rio para ver seus desenhos transformados em NFT em exposição

Um grupo de crianças de 7 a 11 anos de idade que moram no Complexo do Chapadão, no Rio de Janeiro, foram ao Parque Lage na tarde desta sexta-feira (1º) ver os desenhos que criaram transformados em NFT. As criações estão em exibição agora, na 1ª exposição internacional de NFTs no Brasil, que é o ponto focal do evento NFT.Rio.

As crianças fazem parte do ONG Educar+ que em parceria com a Play4Change e o projeto de NFTs de Impacto do Mercado Bitcoin, lançaram a coleção “Metaverso Chapadão”, que envolveu aulas sobre o metaverso e experiências em realidades virtuais.

“Nesta ação, nós perguntamos o que era o metaverso na visão deles. A partir dessa inspiração, as crianças fizeram desenhos dos seus metaversos imaginários. Muitas das artes retratam o que elas são, o que veem e vivem”, explica, em conversa com o Portal do Bitcoin, Carol Santos, pedagoga que criou o Educar+ para ajudar a mudar a realidade da comunidade onde vive através da educação.

Ela conta que a Dailane fez o metaverso do amor porque é uma criança muito amorosa. Já o David fez o metaverso no qual ele e o amigo matam zumbies. Os dois, assim como o resto das crianças da ONG, viram seus desenhos expostos em painéis interativos e na sala imersiva na exposição.

Após a visita, as crianças foram aplaudidas de pé na Sala Nobre do NFT.Rio, onde o público reagiu com gargalhadas – e algumas lágrimas – aos depoimentos das crianças incentivando a compra de suas artes. Algumas disseram que merecem ter suas obras compradas porque se dedicaram muito e estão “lindas”, outras afirmam que querem o dinheiro para ajudar a família.

A coleção de NFTs é composta por 19 artes feitas por crianças da comunidade do Chapadão, sendo 30 unidades de NFTs emitidos por arte. As ilustrações estão à venda no Mercado Bitcoin por R$ 20 cada. Desse dinheiro, 50% volta para a ONG para a compra de computadores, estruturação de aulas e viabilização de lanches. Outros 30% vão para a família da criança que fez o desenho comprado.

Carol Santos diz que as crianças estão felizes e curtindo a novidade. “Eles estão até brincando de dar autógrafo agora, de qual canal de TV eles vão aparecer, estão se sentindo artistas”, brinca.

Para ela, a ação de hoje foi fundamental para mostrar a essas crianças o potencial que posuem no futuro e como pode usar a tecnologia para ocupar lugares que até então eram inacessíveis.

“Isso é uma questão de emponderamento e autoestima para essas crianças. Nós que somos periféricos, às vezes achamos que não somos capazes ou que espaços como esse, de exibir uma arte no Parque Lage, não nos pertence. Iniciativas como essa que fizemos hoje vai mostrar a essas crianças que esse espaço é delas, e que se quiserem, podem protagonizar suas histórias”, finaliza Santos.

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