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Conselheiro da Binance critica política econômica de Bolsonaro e elogia Lula: “Deu muito certo”

28 Oct, 20225 min readBitcoin
Conselheiro da Binance critica política econômica de Bolsonaro e elogia Lula: “Deu muito certo”

Recém integrado ao Conselho Mundial da Binance, Henrique Meirelles vem sem apontado como principal nome da economia em um próximo governo de Luis Inácio Lula da Silva, caso o petista vença a eleição no domingo (30). Em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta quinta-feira (27), o economista indicou quais as melhores saídas para o Brasil e criticou o que aponta como falso liberalismo de Paulo Guedes na gestão de Jair Bolsonaro.

Meirelles afirma que não acredita que Lula tentaria um política desenvolvimentista que teria sido tentada por Dilma Rousseff e que gestão do petista deve seguir a linha da que foi tomada entre 2003 e 2010.

“Acredito que o mais provável é que o Lula repita, caso eleito, o primeiro governo dele, principalmente do primeiro mandato, que deu muito certo. Foi um governo em que a economia cresceu 4% em média durante oito anos e criou 11 milhões de empregos”, disse.

Sobre o liberalismo de Guedes, Meirelles afirma que na teoria o caminho estaria certo, mas a prática é inversa ao que se fala. “O que vemos é um discurso liberal, na linha correta, porém uma prática muitas vezes oposta a isso. Estamos vendo isso com o orçamento secreto, as emendas do relator, a PEC Kamikaze. Estamos vivendo uma política de aumento do tamanho do governo, aumento de gastos públicos”.

Os rumores são de que Meirelles assumiria o Ministério da Fazenda e ele diz que já recebeu recados de pessoas próximas de Lula para ficar pronto.

E o candidato petista não tem escondido que vê no economista um nome forte para um eventual governo: em evento na PUC-SP na segunda-feira (24), Meirelles e o também liberal Pérsio Árida foram os únicos eonomistas que discursaram. Lula foi alpem e fez questão de citar nominalmente o conselheiro da Binance: . “O Meirelles sabe que a gente teve responsabilidade fiscal. A gente teve e vai continuar tendo, porque não se pode brincar com um país.”

Responsabilidade fiscal e reforma administrativa

Sobre medidas práticas, Meirelles disse ao Valor Econômico que, em caso de vitória, é necessário anunciar um programa de resoonsabilidade fiscal e social. Ele aponta como “inevitável e correto” manter o Auxílio Brasil em R$ 600.

“E liderar um processo de negociação para aprovar uma reforma administrativa séria, como aquela que fizemos em São Paulo. Com o resultado da reforma administrativa, entramos em 2022 com saldo orçamentário der R$ 53 bilhões. Existe espaço para isso no governo federal. Uma reforma administrativa pode gerar um espaço enorme para os próximos anos”.

Perguntado sobre uma possibilidade de reforma tributária e maior taxação de grandes fortunas, Meirelles diz que um projeto para unificar PIS/Cofins, IPI, ICMS e ISS já está pronto na Câmara e Senado e tem consenso geral.

“Simplificando essa total balbúrdia tributária que existe no Brasil. As pessoas reclamam com razão, porque, segundo cálculos do Banco Mundial, esse é o maior problema para a produtividade brasileira. Faz com que produtividade esteja baixa e caindo”, diz.

Sobre a taxação dos ricos, Meirelles diz que existe um espaço para isso e é “razoável propor”, mas é preciso ter cuidado para não cirar medidas que prejudique crescimento, criação de emprego e entrada de investimento estrageiro.

“Risco está na permanência do que temos”

Na quinta-feira (28), Meirelles foi ao LinkedIn comentar que o discuro de Lula na PUC-SP mostra que o candidato tem disposição para fazer um governo centrado no equilíbrio entre respondabilidade fiscal e social.

“A própria definição de quem falaria sobre economia no evento passou essa mensagem. Falamos eu e o Pérsio Arida, ambos dentro de um ponto de vista liberal. Falo sobre isso em entrevista publicada hoje no Valor Econômico”, disse.

“Entendo a preocupação de pessoas do mercado com o que esperar de um novo governo Lula, mas discordo dela. O risco está na permanência do que temos hoje: um discurso liberal, mas uma política de aumento do governo e de gastos públicos, e o descompromisso com o equilíbrio fiscal e a credibilidade do país”.

Meirelles na Binance

O ex-ministro da Fazenda do Brasil e ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles passou a ocupar em setembro um dos assentos do conselho consultivo da maior corretora de criptomoedas do mundo, a Binance.

Meirelles é um dos executivos financeiros de maior destaque do país. Ele foi ministros da Fazenda entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), e liderou o Banco Central durante os dois governos de Lula, entre 2003 e 2011. Também foi deputado federal por Goiás. Mais recentemente, trabalhou três anos como secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, indicado pelo ex-governador João Doria (PSDB).

Em entrevista ao Portal do Bitcoin, Meirelles revelou os bastidores de sua contratação e falou sobre os planos de atuação junto à corretora no Brasil, especialmente sobre o que chama de “nosso diálogo com o Banco Central” – embora afirme que ainda precisa estudar o Projeto de Lei que regula as criptomoedas no Brasil, atualmente aguardando votação na Câmara dos Deputados, para avaliar como fazer propostas mais concretas.

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