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Comparsa de Pablo Escobar ajudou ‘Faraó dos Bitcoins’ a levar esquema de criptomoedas para os EUA

12 Aug, 20223 min readBitcoin
Comparsa de Pablo Escobar ajudou ‘Faraó dos Bitcoins’ a levar esquema de criptomoedas para os EUA

Novas investigações da Polícia Federal apontam que Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, contou com um parceiro “de peso” para expandir seus negócios ilícitos para os Estados Unidos.

De acordo com a PF, um comparsa do narcotraficante colombiano Pablo Escobar ajudou Glaidson a levar o esquema fraudulento para fora do Brasil.

Glaidson está preso desde agosto de 2021 por liderar um esquema bilionário envolvendo Bitcoin. Ele enfrenta acusações de crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Comparsa de Pablo Escobar no esquema de Glaidson

As investigações indicam que o aliado de Glaidson era um dos pilotos que transportava drogas do cartel de Escobar. Ele já foi condenado por tráfico internacional de drogas no Brasil.

No entanto, ele teria conseguido sair do Brasil usando um passaporte falso. Em seguida, já nos EUA, ele estruturou o esquema de fraude com ativos digitais abrindo um escritório no país.

Além disso, o comparsa de Escobar usou documentos falsos para justificar “a profusão de depósitos nas contas da empresa” e emitiu notas fiscais internacionais sem lastro.

Depois disso, ele enviava o dinheiro para Glaidson na forma de stablecoins, moedas digitais lastreadas no dólar dos EUA.

Ainda, a pedido do Fará dos Bitcoins, o piloto “foi o responsável por viabilizar a documentação necessária à estada dos líderes da organização criminosa no país americano”. Além disso, teria ajudado a “satisfazer uma série de desejos pessoais” de Glaidson.

Entre outras coisas, Glaidson ordenou que o piloto comprasse uma aeronave com capacidade para cerca de 20 pessoas. A ideia era usar o transporte aéreo nos EUA. E, de fato, o piloto chegou a comprar o avião no nome de sua filha.

Operação Flyer One

Conforme noticiou o G1, as novas informações surgem no âmbito da Operação Flyer One – em referência ao primeiro avião dos irmãos Wright, pioneiros da aviação.

A ação foi deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal nesta quinta-feira (11). Esta é a quarta fase da Operação Krypytos, que começou em agosto do ano passado e que culminou com a prisão de Glaidson.

A força-tarefa que investiga crimes financeiros cumpre nesta manhã cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. As cidades alvo da ação são Rio de Janeiro e de Cabo Frio, sendo esta última a sede da GAS Consultoria Bitcoin, empresa por meio da qual Glaidson aplicou golpes prometendo altos rendimentos mensais com criptomoedas.

As autoridades brasileiras também demandaram a inclusão dos alvos da ação que estão nos EUA na Difusão Vermelha da Interpol. Entre os alvos, está o comparsa de Escobar e de Glaidson. Os agentes já apreenderam 10 carros de luxo avaliados em cerca de R$ 6 milhões.

De acordo com a PF, os investigados poderão responder pela prática dos crimes de emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio. Além disso, poderão responder por organização criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, a pena pode chegar a 22 anos de prisão.

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