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Coinbase deixa de ser a corretora com mais bitcoin do mundo em meio a rumores de insolvência, mostra analista

19 Jul, 20224 min readBitcoin
Coinbase deixa de ser a corretora com mais bitcoin do mundo em meio a rumores de insolvência, mostra analista

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos EUA, deixou de ser a empresa do segmento que mais detém bitcoin (BTC) em reserva ao ser destronada pela Binance, segundo dados da Glassnode. A troca de liderança fortalece os rumores não confirmados deste início de semana de que a empresa americana pode estar insolvente.

Os números atuais de bitcoin em hold pelas duas corretoras foram divulgados na manhã desta segunda-feira (18) pelo analista Will Clemente, que usou de um gráfico recente da Glassnode para ressaltar que as participações em bitcoin da Coinbase caíram abaixo da marca de 600 mil BTC. Enquanto isso, a reserva da Binance ultrapassou esse número.

“A virada: Binance superou a Coinbase ao ter a maior quantidade de BTC do que qualquer outra exchange”, escreveu Clemente.

The flippening: Binance has surpassed Coinbase for having the most BTC of any exchange — Will Clemente (@WClementeIII) July 18, 2022

Após a publicação de Clemente, o chefe de vendas de ativos da Coinbase, Nick De Bontin, refutou os dados afirmando que o analista seguiu um gráfico não preciso da Glassnode.

“A Glassnode provavelmente está olhando para carteiras quentes (hot wallets, ou carteiras online) e endereços marcados como conhecidos. Essa é uma métrica completamente irrelevante, uma vez que a grande maioria dos fundos de uma exchange está em armazenamento frio (cold wallets, ou carteiras offline) e em endereços não conhecidos”, escreveu Bontin.

Taking a guess at @glassnode’s data it’s probably looking at hot wallets and known tagged addresses. That is a completely irrelevant metric given the vast majority of exchange funds are in cold storage and untagged addresses.— Nick de Bontin (@Ndebontin) July 18, 2022

Rumores de insolvência da Coinbase

A possível queda no hold de bitcoin, contudo, é apenas uma das pedras no sapato da Coinbase — vale lembrar que a corretora mantinha tal posição desde 2014. Conforme são divulgadas mudanças na exchange, como por exemplo corte de gastos, esses assuntos têm sido vinculados aos rumores de insolvência.

Prova disso foi a repercussão da demissão de 1.100 funcionários no mês passado, e, mais recentemente, a pausa em seu programa de marketing de afiliados nos EUA — focado principalmente nos influenciadores digitais. A informação foi divulgada pelo Business Insider na última sexta-feira (15), após obter uma cópia da mensagem enviada pela Coinbase aos participantes do programa.

A exchange disse aos influenciadores que planeja relançar o programa em algum momento de 2023, mas não forneceu mais detalhes. “Esta não foi uma decisão fácil, nem foi tomada de ânimo leve, mas, devido às condições do mercado de criptomoedas e às perspectivas para o restante de 2022, a Coinbase não pode continuar apoiando o tráfego incentivado em sua plataforma”, diz o e-mail.

Apesar das decisões da Coinbase irem ao encontro das várias medidas de empresas do setor, a exchange paga o preço por ser um grande player do mercado, em um momento em que muitas empresas estão procurando maneiras de cortar custos em meio a uma queda nos preços das criptomoedas.

Em resumo, a Coinbase não teve muitas notícias positivas divulgadas recentemente. Outro exemplo ocorreu no fim de junho, quando as ações da empresa caíram após o banco Goldman Sachs ter rebaixado a “nota” das ações da empresa e diminuído seu preço-alvo de US$ 45 para US$ 70.

Em termos de investimento, uma classificação “neutra” não é otimista nem pessimista e uma recomendação de “venda” sugere que ações provavelmente vão cair.

Coinbase na Itália

Apesar de tudo, a Coinbase tem ao menos uma noticia boa para comemorar. Nesta segunda (18), a corretora conseguiu se enquadrar nos requisitos regulatórios da Itália para empresas de criptomoedas e avança para operar regularmente no país.

Conforme explicou a empresa, o Organismo Agenti e Mediatori (OAM), órgão que supervisiona as empresas de serviços financeiros na Itália, exigiu que todas as empresas que oferecem negociação, custódia ou outros serviços de criptomoedas atendessem a critérios definidos.

“A obtenção desta aprovação regulatória é uma prova de nossa estreita colaboração e relacionamento de trabalho positivo com os reguladores financeiros italianos”, disse em nota o vice-presidente de Desenvolvimento Internacional e de Negócios da Coinbase, Nana Murugesan.

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