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Clientes de corretora de criptomoedas que opera na Argentina descobrem suspensão de saques por email

15 Nov, 20223 min readBitcoin
Clientes de corretora de criptomoedas que opera na Argentina descobrem suspensão de saques por email

A corretora de criptomoedas Quantia, que é registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, mas opera na Argentina, suspendeu saques e depósitos no último fim de semana por conta do colapso da FTX e de seu token FTT, ambos criados pelo ex-trader Sam Bankman-Fried (SBF). A empresa ainda não se manifestou publicamente, apesar de ter prometido aos clientes em um email que o faria na segunda-feira (14).

De acordo com uma cópia do comunicado que circulou pela internet, a Quantia afirmou que o motivo da ação é que há uma dependência de serviços prestados à plataforma pela FTX, o que culmina na suspensão de serviços aos clientes.

“Por conta da falta de informações e a crise da empresa liderada pelo americano Sam Bankman-Fried, que acabou em falência, a Quantia não consegue operar normalmente”, diz um trecho do email assinado pelo cofundador da corretora, Miguel Schweizer.

O documento, que foi comentado e compartilhado na imprensa, como no site do jornal argentino Clarín, por exemplo, também ressalta o status que a FTX obteve por ter uma empresa regulada nos EUA, e, portanto, auditada.

Conforme apurou o site Criptonotícias, além dos serviços de compra e venda e trade que a Quantia oferece na Argentina, ela também fornece o sistema de empréstimo, que paga juros em cima do que é mantido em custódia. “Por exemplo, para criptomoedas como Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH), as taxas anuais ficam em torno de 4 ou 5%”, ressalta a reportagem.

Segundo informações no site oficial da Quantia, a plataforma tem 8 anos de existência, US$ 500 milhões sob custódia e um volume mensal de US$ 30 milhões. A quantidade de clientes não é revelada.

Falência da FTX e a turbulência no setor cripto

O fim da exchange FTX — e um rombo estimado em US$ 10 bilhões — foi um ponto de discussão importante em toda a indústria cripto durante as últimas semanas. Logo que vieram à tona notícias da falta de liquidez da FTX e sua dependência do token FTT, que entrou em derrocada, várias empresas, como a Coinbase, por exemplo, passaram a informar ao mercado se tinham ou não exposição às empresas de SBF.

Na Argentina, por exemplo, a corretora Buenbit foi a primeira a informar que não tinha nenhum ativo exposto ao caso, comentou o Clarín.

No entanto, como o caso FTX é recente, muitas empresas ainda podem se manifestar no decorrer desta semana, já que processos judiciais recentes também mostraram que mais de um milhão de credores podem ter pedidos contra a exchange falida, com mais revelações provavelmente surgindo nos próximos dias.

A Liquid Global, por exemplo, se manifestou já nesta terça-feira (15), comunicando que está suspendendo todas as retiradas — tanto fiduciárias quanto de criptomoedas — da plataforma.

“As retiradas fiduciárias e de criptos foram suspensas na Liquid Global em conformidade com os requisitos do processo voluntário de recuperação judicial nos Estados Unidos”, afirmou a exchange no Twitter.

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