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Cidade da Coreia do Sul confisca criptomoedas de devedores de multas de trânsito para quitar dívidas

21 Aug, 20223 min readBitcoin
Cidade da Coreia do Sul confisca criptomoedas de devedores de multas de trânsito para quitar dívidas

A Polícia de Gunpo, cidade na província de Gyeonggi, na Coreia do Sul, introduziu a política de confiscar criptomoedas de inadimplentes de multas de trânsito ao ser selecionada pelo governo em um projeto piloto em andamento. Segundo o site de notícias local Joongboo, a medida vai afetar os devedores de multas acima de 1 milhão de wons (cerca de R$ 3,8 mil).

Um cidadão sul-coreano inclusive já foi punido com as novas regras, de acordo com o site. Ele teve 50 milhões de wons em uma criptomoeda confiscados de uma exchange, o que dá aproximadamente R$ 196 mil. O nome da corretora e da criptomoeda não foram informados.

Seu fundo cripto, no entanto, foi a última tacada das autoridades para liquidar sua dívida de 2 milhões e meio de wons em multas de trânsito (R$ 9,5 mil). Antes, diz o site, a polícia já havia penhorado salário e conta bancária.

O cidadão, porém, pode estar em um grupo de desavisados, já que a Delegacia de Polícia de Gunpo fez alertas sobre as novas regras, criando inclusive um canal do Departamento de Tráfego no popular aplicativo de mensagens KakaoTalk, que funciona como um Whatsapp. A ideia era cobrir o sistema de correios que ficou paralisado devido à pandemia de covid-19.

As novas regras, que estão sob a guarda da Agência de Polícia Nacional da Coreia do Sul, já surtiu efeito, segundo a reportagem. preocupados em ter suas criptomoedas confiscadas, os infratores de trânsito têm antecipado suas dívidas. “Como resultado, a Delegacia de Gunpo atingiu cerca de 88% do valor da meta de arrecadação por não pagamento de multas de trânsito somente no primeiro semestre deste ano”, relata a publicação.

Neste ano, conclui o Joongboo, a meta da Delegacia de Polícia de Gunpo era arrecadar 1 bilhão de wons (R$ 3,9 milhões) em multas de trânsito. No final de junho, cerca de 880 milhões de wons foram coletados, a maior quantidade de multas em atraso cobradas nos últimos três anos.

“Em época de covid-19, os contribuintes não serão esquecidos nos vários métodos de cobrança, e faremos o possível para identificar os inadimplentes e aplicar fortes medidas”, disse o chefe de polícia Kwak Kyung-ho.

A linha-dura da Coreia do Sul às criptomoedas

Autoridades sul-coreanas fortaleceram a supervisão ao mercado de criptomoedas nos últimos meses, principalmente após o colapso da stablecoin TerraUSD (UST) e do token nativo LUNA do Terraform Labs.

Após o colapso da Terraforms Labs, a Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul e o Serviço de Supervisão Financeira (FSS) deram início a inspeções em corretoras de criptomoedas no país. Em maio, o governo também reativou uma antiga agência de inteligência para investigar o caso.

Em julho, houve batidas em escritórios de corretoras cripto locais, incluindo Upbit e Bithumb, como parte de uma investigação sobre a possibilidade de o CEO do TerraLabs, Do Kwon, ter intencionalmente causado o colapso do ecossistema Terra.

Na semana passada, a Comissão identificou 16 empresas ligadas a serviços de criptomoedas que operam sem licença no país. A autoridade alertou que corretoras não registradas não tinham proteções, como sistemas certificados de gestão de segurança da informação, que são requisitos da lei coreana. A falta dessas proteções poderia resultar em violações de segurança.

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