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Brasil ganha 2 novos jogos que pagam em Bitcoin e criptomoedas e pretendem reviver o play-to-earn

19 Aug, 20224 min readBitcoin
Brasil ganha 2 novos jogos que pagam em Bitcoin e criptomoedas e pretendem reviver o play-to-earn

O mercado dos esportes eletrônicos, os chamados e-sports, tem registrado altas constantes nos últimos anos. Em 2021, por exemplo, o setor faturou US$ 1,08 bilhão, o que equivale a um aumento de 14,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da consultoria Newzoo.

Essa mesma tendência também é vista no segmento de criptomoedas, como o site Cointrademonitor demonstra ao revelar um crescimento de 417%, também em 2021, na movimentação de Bitcoins no Brasil. De acordo com o portal, as negociações ultrapassaram o valor de R$ 100 bilhões.

Nesta mesma linha de crecimento, aliando criptomoedas com jogos, nasceu o sistema de gamificação que ficou conhecido como play-to-earn, no qual os jogadores são pagos pela sua interação no jogo.

Contudo o modelo que teve uma ascessão meteórica em 2021 viu seus principais projetos perderem até 90% de valor sendo obrigados a remodelar as recompensas aos jogadores. No entanto, dois projetos nacionais anunciaram que pretendem 'reviver' o play-to-earn e anunciaram o lançamento de seus jogos.

Um deles é o Stattrak, que está disponível gratuitamente para os sistemas Android e iOS. O game foi elaborada pela Novatics, startup que já desenvolveu produtos para diversas empresas no Brasil, entre elas, a Caixa Econômica Federal. No game, pela interação os jogadores são pagos em satoshis, que é a menor unidade do Bitcoin.

Um dos jogos que integra a Stattrak é um Fantasy Game, em que é possível criar um “time virtual” com jogadores de futebol que estão participando de disputas reais e pontuar com base no desempenho deles nas partidas oficiais.

“De maneira totalmente gratuita, o jogador compete com outros players para estruturar a melhor equipe da rodada e, a depender da performance, receber recompensas”, afirma o fundador do app, Rafael Augusto.

Outro destaque entre os minigames da ferramenta é o “Palpites”, em que o usuário pode votar nos vencedores das partidas de futebol.

“O jogador compete com outros concorrentes para ter mais pontos no ranking. Com os acertos dos vitoriosos, a pontuação aumenta, enquanto os erros a diminuem”, diz Flávio Alves, fundador da Novatics e também um dos criadores da plataforma.

Play-to-earn ainda está vivo

Embora muitos analistas e investidores acreditem que o GameFi acabou, empresas como a PubTech, pretendem demostrar que o setor está vivo. Para isso a startup brasileira anunciou o PubGame, um jogo que insere os usuários no que a empresa chamou de “PubVerso”, um local onde os jogadores podem “tomar todas” sem os riscos do consumo excessivo de álcool.

O primeiro jogo do ecossistema será o Beer-pong, um jogo clássico das festas norte-americanas. Nele os participantes possuem copos com bebida e se revezam atirando bolinhas de ping pong que, segundo as regras, caso caiam no copo, fazem com que o Puber perdedor beba o líquido do copo acertado.

Para popularizar o game, os desenvolvedores do game anunciaram recentemente parcerias com as marcas Aguzzo, Do Porto e Teleport, que irão permitir diferentes experiências no ecossistema do game. A Do Porto é uma empresa de produção de eventos principalmente samba/pagode que é responsável pela organização dos camarotes do Carnaval do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Além disso, o grupo é organizador de shows em locais como o barracão da escola de samba Águia de Ouro.

Segundo os produtores do game, nessa parceria, a PubGame vai levar a tokenização aos eventos organizados pela empresa. Já no caso da Aguzzo, a empresa é uma franquia brasileira de restaurantes italianos, premiada pelo Guia Michelin.

"Pub e Aguzzo desenvolvem conjuntamente maneiras de gerar experiências para sua base de clientes, provendo benefícios e gerando a inserção de pessoas com pouco conhecimento da tecnologia das criptomoedas e blockchain, junto às barreiras do metaverso, mostrando que o mercado é muito mais do que especulação financeira e esquemas fraudulentos como se diz nos canais tradicionais de mídia", destacaram os desenvolvedores.

No caso da parceria com a Teleport, uma empresa com foco em experiência imersiva no metaverso, as empresas devem desenvolver em conjunto, soluções técnicas e criativas para o mercado blockchain promovendo a inserção de empresas, pessoas, e celebridades no metaverso e no PubVerso.

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