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'Bolha do mercado de títulos estourou' – 5 coisas para saber sobre Bitcoin esta semana

26 Sep, 20229 min readBitcoin
'Bolha do mercado de títulos estourou' – 5 coisas para saber sobre Bitcoin esta semana

O Bitcoin (BTC) inicia uma nova semana encarando um ambiente macroeconômico selvagem depois de confirmar seu menor fechamento semanal em quase dois anos.

À medida que os ativos de risco em toda a economia global sofrem um golpe e o dólar dispara, a maior criptomoeda do mercado também cambaleia.

Setembro começou favorável aos touros, mas agora está fazendo jus ao seu apelido informal no mercado de criptomoedas – “Septembear”, num jogo de palavras que associa setembro aos ursos em inglês – e o par BTC/USD está atualmente em queda de 6,2% desde o início do mês.

As más notícias continuam chegando para os hodlers, que, por usa vez, estão se agarrando a moedas adormecidas cada vez mais, mesmo quando o dólar corre solto e o apetite dos investidores institucionais para diversificar em apostas mais arriscadas continua a evaporar.

Com o ambiente macro sendo o foco principal para todos esta semana, o Cointelegraph analisa o que pode estar reservado para a ação do preço do BTC.

Em condições econômicas que rivalizam com qualquer grande período de turbulência histórica visto no século passado, aqui estão alguns fatores a serem levados em consideração ao avaliar para onde o Bitcoin pode ir a seguir.

Fechamento semanal manda BTC de volta a novembro de 2020

Embora menores que as perdas da semana anterior (3,1% versus 11%), os últimos sete dias conseguiram desencadear o menor fechamento semanal do Bitcoin desde novembro de 2020, mostram dados do Cointelegraph Markets Pro e da TradingView .

À medida que as desvantagens não têm fim, o Bitcoin voltou o relógio para antes do rompimento que o levou além da alta histórica de seu ciclo de halving anterior.

A sensação de déjà vu não é bem-vindo para o hodler médio - a grande maioria das compras e de moedas armazenadas em carteiras frias nos últimos dois anos agora está no prejuízo.

“O $BTC acabou de fazer o menor fechamento semanal nesta zona”, resumiu o popular analista do Twitter SB Investments após o fechamento do domingo, 25.

“Soa pessimista, com as ações se direncionando à quebra do suporte também. Mas, por outro lado, isso é o que todos esperam.”

Se os mercados desencadearem um movimento surpresa de “dor máxima” para o lado positivo, liquidando posições vendidas, será um movimento alternativo importante para os Bitcoiners. Para o popular trader Omz, o preço de fechamento semanal de US$ 18.800 representa um fundo local convincente.

A divergência do RSI não passou despercebida. O trader JACKIS sinalizou sua chegada na semana passada.

“Nós só recebemos dois toques no território de sobrevenda [do RSI] no passado e eles sempre marcaram o fundo exato do ciclo também”, ele disse na época.

O perfil de trading IncomeSharks também sustentou que uma reversão poderia acompanhar as eleições de meio de mandato dos EUA no início de novembro, mas não chegou a dizer que o fundo estava dentro.

“Elevador para baixo, escadas para cima”, comentou no gráfico de 4 horas do dia.

“[O BTC] continua construindo fundos duplos e novos suportes, o rali das eleições de meio de mandato continua na mesa. Quebre essa estrutura, remova esses alvos e encontre um novo fundo.”

Poder de destruição do dólar atinge ações e outras moedas

A segunda-feira mal começou e a turbulência da semana passada já está de volta com uma vingança nos macromercados.

Um dólar implacável está destruindo as principais moedas dos parceiros comerciais dos EYA, com a libra esterlina, ao estilo Bitcoin, ganhando as manchetes ao cair 5% e se aproximar da paridade do dólar - seus níveis mais baixos em relação à moeda norte-americana em todos os tempos.

O par GBP/USD está seguindo o euro para ser cotado a menos de US$ 1, enquanto a situação insustentável forçou as autoridades japonesas a sustentar artificialmente a taxa de câmbio do iene na semana passada.

O par EUR/USD caiu brevemente abaixo de US$ 0,96 antes de uma modesta recuperação, enquanto o par USD/JPY permanece próximo de seu nível mais alto desde a década de 1990, apesar da intervenção do Japão.

Ao mesmo tempo, os alarmes soaram para os títulos globais, que caíram para níveis de 2020. O comentarista de mercados Holger Zschaepitz alertou apresentando alguns dados da Bloomberg:

“Parece que a bolha do mercado de títulos estourou. O valor dos títulos globais caiu mais US$ 1,2 trilhão esta semana, trazendo as perdas totais da ATH (máxima histórica) para US$ 12,2 trilhões.”

As ações não devem se sair melhor, com os mercados futuros em baixa antes da abertura de Wall Street. O petróleo bruto Brent caiu abaixo de US$ 85 por barril pela primeira vez desde o início de 2022.

“Os títulos globais estão entrando em colapso em suas moedas fiduciárias, que estão em colapso em relação ao dólar, degradando rapidamente o poder de compra das pessoas”, afirmou Saifedean Ammous, autor dos livros populares “O Padrão Bitcoin” e “The Fiat Standard”.

“Se passarão meses e anos antes que o usuário médio de moedas fiduciárias perceba o quanto está sendo arruinado financeiramente. O ‘novo normal’ é a pobreza."

Com as criptomoedas ainda altamente correlacionadas com as ações e inversamente correlacionadas com a força do dólar, as perspectivas para o Bitcoin são, portanto, nada positivas, pois a situação atual deve permanecer inalterada.

O Índice de Preços ao Consumidor da Área do Euro (IPC) será divulgado esta semana, e deverá mostrar a inflação ainda em alta. Por sua vez, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA deve manter a tendência de baixa que teve início em julho.

Já o índice do dólar americano (DXY) não mostra sinais de reversão, mesmo estando em seu nível mais alto desde maio de 2002.

Hodlers no modo clássico de mercados de baixa

Em meio a tamanho caos, não é surpresa que a convicção dos hodlers do Bitcoin esteja aumentando e os investidores de longo prazo se recusem a vender.

A teimosia dos hodlers é uma marca registrada dos mercados de baixa do Bitcoin, e os dados mais recentes mostram que essa mentalidade está firmemente de volta este ano.

De acordo com a empresa de análise de dados on-chain Glassnode, a chamada métrica Coin Days Destroyed (CDD) do Bitcoin está estabelecendo novas mínimas.

O CDD refere-se a quantos dias de inatividade das moedas são apagados quando o BTC deixa a carteira onde está armazenado após um determinado período. Quando o CDD está alto, mais moedas armazenadas no longo prazo estão agora em movimento.

“O volume total de dias de moedas de Bitcoin destruídos nos últimos 90 dias atingiu, efetivamente, um recorde histórico”, comentou a Glassnode.

“Isso indica que as moedas que foram HODLed por vários meses e anos estão no maior nível de inatividade em que jamais estiveram.”

A notícia segue semanas de várias métricas que mostram um compromisso dos detentores de longo praz do Bitcoin de manterem suas moedas guardadas para dias melhores.

Enquanto isso, a Glassnode também observou a crescente prevalência de moedas mantidas por pelo menos três meses como proporção do valor em dólares do suprimento de BTC.

“Os HODLers do Bitcoin parecem ser firmes e inabaláveis em sua convicção”, afirmou.

Um gráfico mostrou a métrica HODL Waves do Bitcoin - uma representação da oferta de BTC dividida pela dormência da moeda.

Baleias ainda ditam suportes e resistências

Enquanto os veteranos se afastam do botão “vender”, os investidores de grandes volumes do Bitcoin estão no radar dos analistas quando se trata dos movimentos de preços nos mercados à vista.

A faixa de negociação atual representa uma zona importante devido à extensão da atividade comercial envolvendo dinheiro de baleias no passado.

Grandes compras dão peso adicional a um preço de suporte específico, enquanto o mesmo vale para os níveis de resistência e, de acordo com a plataforma de monitoramento on-chain Whalemap, o par BTC/USD está atualmente preso entre os dois.

“Manter 19k-18k é a chave para o $BTC”, resumiu a equipe do Whalemap no final da semana passada.

Um gráfico mostrou os níveis de resistência das baleias limitando ralis de alívio do Bitcoin à zona de US$ 20.000.

No entanto, números recolhidos pela empresa de pesquisa Santiment confirmam que a exposição geral das baleias ao BTC caiu para mínimas de dois anos.

"Medo extremo" entra na segunda semana

Em um retorno às normas familiares de 2022, o sentimento do mercado de criptomoedas está no modo de "medo extremo" há mais de uma semana.

De acordo com o Ínidice de Medo e Ganância, que mede o sentimento agregado do mercado de criptomoedas, o investidor médio não poderia estar se sentindo muito mais desconfortável com as perspectivas de momento.

Em 26 de setembro, Fear & Greed registrou uma pontuação de 21/100, com 25/100 sendo o limite para o "medo extremo".

Nada de novo para o mercado este ano, no entanto, que teve seu período mais longo de "medo extremo" em mais de dois meses.

Um potencial lado positivo pode estar no interesse nas redes sociais, que deu sinais de recuperação no fim de semana, observou a Santiment.

“Entre os top 100 ativos do mercado de criptomoedas, o $BTC é o tópico de mais de 26% das discussões pela primeira vez desde meados de julho”, revelou a empresa em um comentário no Twitter esta semana.

"Nosso backtesting mostra que 20%+ das discussões dedicadas ao Bitcoin é positivo para o setor."

As opiniões e pontos de vista expressos aqui são exclusivamente do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Cointelegraph.com. Cada movimento de investimento e negociação envolve risco, você deve realizar sua própria pesquisa ao tomar uma decisão.

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