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Bitcoin sobe com volta de investidores em semana negativa nas bolsas; volatilidade anualizada despenca

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Bitcoin sobe com volta de investidores em semana negativa nas bolsas; volatilidade anualizada despenca

Após gangorra em meio à expectativa por nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), o Bitcoin (BTC) volta a subir nesta sexta-feira (4) e caminha para fechar a semana no zero a zero, o que é acaba sendo visto como positivo dado o momento de forte baixa nas bolsas pelo receio de que o combate à inflação ainda perdurará.

Às 7h, o BTC é negociado em alta de 1,4%, a US$ 20.605, praticamente eliminando todas as perdas desde o último domingo (30). Por outro lado, o índice Nasdaq 100 fechou nova sessão negativa ontem, em baixa de 1,73%, e acumula queda de 7,41% na semana.

Já o Ethereum (ETH) avança 1,9%, a US$ 1.582, e criptomoedas menores têm desempenhos ainda melhores. Entre as mais valiosas, os destaques vão para a Binance Coin (BNB), que salta 4,7%, XRP, que sobe 9,8%, e Poygon (MATIC), com alta expressiva de 14% nas últimas 24 horas. Já entre ativos com menor valor de mercado, o melhor resultado é o da OKB, token da exchange OKX, que dispara 24%.

O Bitcoin vem ignorando os sinais de força persistente da economia americana, que deixam investidores de sobressalto pela preocupação com a inflação e o consequente aumento dos juros que costuma atingir em cheio a atratividade de ativos considerados mais arriscados, como ações e, até então, os criptoativos.

No entanto, para Bilal Little, presidente da plataforma de gestão de ativos DFD Partners, o mais recente aumento dos juros em 9,75 pontos percentuais nos EUA forneceu clareza aos mercados, fazendo com que investidores se voltassem para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da próxima semana em busca de mais dados concretos sobre a situação econômica.

Otimista sobre as criptomoedas, Little defende que os investidores estariam “procurando ativos para obter melhores retornos, neste caso o Bitcoin”. “O mercado está procurando uma boa surpresa de alta”, disse ele.

“A política monetária instável e a incerteza macroeconômica continuam”, escreveu o analista de mercados de criptomoedas da CoinDesk, Glenn Williams. “Mas os investidores em criptomoedas, em última análise, têm pouco mais em mente do que a base de custo.”

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A aposta parece vir dando certo até aqui. O analista técnico de criptomoedas Glenn Williams, do CoinDesk, aponta que o índice de força relativa (RSI, em inglês) do Bitcoin está atualmente em 56, ligeiramente acima do neutro, e o preço da criptomoeda ainda está dentro de 2% de sua média móvel de 20 dias.

Os dados mostram, de acordo com o especialista, que grande parte das quedas de 2022 já parecem ter sido absorvidas pelo mercado, à medida em que detentores de BTC que compraram por preços mais altos já saíram de suas posições e deram lugar a investidores mais novos com preço médio entre US$ 19 mil e US$ 21 mil.

De acordo com o provedor de dados CryptoCompare, pequenos e grandes investidores compraram consistentemente a criptomoeda nas quedas, criando um cenário diferente da liquidação em massa vista em períodos de baixa anteriores, como em novembro de 2013 a dezembro de 2014, e dezembro de 2017 a dezembro de 2018. Em ambos os períodos, o Bitcoin chegou a cair mais de 80% de sua máxima histórica – este ano, o recuo chegou à casa dos 70%.

“Ao contrário do último período de baixa, em que todos os detentores de diferentes tamanhos de carteira estavam vendendo em pânico, desta vez vimos um acúmulo consistente em quase todas as contas”, disse o relatório trimestral da CryptoCompare divulgado na quinta-feira (3).

“Contas acima de 10.000 BTC tiveram um aumento considerável, provavelmente devido ao aumento da adoção institucional”, acrescentou o CryptoCompare.

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De acordo com dados da casa de análise de blockchain Santiment, nove novos endereços que possuem 10.000 BTC a 100.000 BTC foram criados desde 20 de setembro. Esses endereços abocanharam 190.000 BTC (no valor de US$ 3,8 bilhões) em sete semanas.

A volta dos investidores em meio à queda das bolsas – e à pressão de venda em ativos de risco – ajuda a estabilizar o Bitcoin de tal maneira que a criptomoeda vê sua volatilidade cair para os menores níveis históricos.

A volatilidade realizada anualizada está em 63% nos últimos 12 meses, inferior aos 79% vistos durante o o período de baixa de 2018, afirma a CryptoCompare. Além disso, segundo dados da plataforma de gráficos TradingView, a volatilidade de 20 dias do Bitcoin recentemente correspondeu ao do índice Nasdaq 100, a primeira vez desde 2020.

“A volatilidade do Bitcoin tem se estabilizado constantemente em um intervalo limitado em comparação com o último período de baixa. Embora isso possa sugerir que as criptomoedas estão amadurecendo como uma classe de ativos, esses padrões também normalmente precedem um grande pico de volatilidade – como em novembro de 2017”, observou a CryptoCompare.

Veja as principais notícias do mercado cripto desta sexta-feira (4):

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