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Bitcoin freia aos US$ 17 mil e volta a recuar com temor de “inverno cripto” estendido; Chiliz sobe 12%

16 Nov, 20224 min readBitcoin
Bitcoin freia aos US$ 17 mil e volta a recuar com temor de “inverno cripto” estendido; Chiliz sobe 12%

Após flertar com os US$ 17 mil no feriado de terça-feira (15) na esteira da divulgação do índice de preços ao produtor nos Estados Unidos referente a outubro abaixo do esperado, o Bitcoin (BTC) perde força e volta ser negociado na faixa dos US$ 16 mil na manhã desta quarta-feira (16), refletindo o ambiente ainda incerto no setor em meio a dúvidas sobre quais empresas de fato estão expostas a um possível efeito dominó decorrente da falência da FTX na semana passada.

Às 7h, a criptomoeda era negociada em estabilidade em relação às últimas 24 horas, a US$ 16.747, e o Ethereum (ETH) recuava 2,4%, a US$ 1.231, no pior resultado hoje entre as criptos mais valiosas. Considerando o top 100 por valor de mercado, a maior queda é da Trust Wallet (TWT), token da carteira de mesmo nome, que cai quase 20% após rali de 80% recentemente.

Na ponta positiva, o destaque é a Chiliz (CHZ), que avança 11,9% nesta quarta a quatro dias do início da Copa do Mundo do Qatar. A Chiliz é a blockchain onde é emitida a maioria dos fan tokens, ativos muito ligados ao futebol – várias seleções que disputam o mundial possuem, inclusive o Brasil.

Investidores seguem receosos que outras corretoras podem seguir o mesmo caminho da FTX. Segundo o Wall Street Journal, a plataforma de empréstimo Blockfi, que havia sido resgatada meses atrás pela corretora, está prestes a entrar também com pedido de falência, possivelmente utilizando o mesmo dispositivo legal semelhante à recuperação judicial no Brasil.

A Blockfi negou rumores de que a maioria de seus ativos era mantida na FTX, mas reconheceu na segunda-feira (14) que, além de ter depósitos na plataforma, tinha uma linha de crédito não junto à FTX que não tinha chegado a utilizar, além de obrigações devidas pela exchange.

Segundo Edward Moya, analista sênior da Oanda, uma possível falência da BlockFi poderia apresentar trazer o próximo teste de fogo para o mercado cripto.

“O próximo dominó a cair parece ser a BlockFi”, escreveu Moya. “Era esperado que o contágio da FTX impactasse a BlockFi, apesar de sua recente negativa de que a maioria de seus ativos estava custodiada na FTX”.

Segundo relatório divulgado ontem pela exchange Coinbase, o colapso FTX interrompeu um movimento positivo nas criptomoedas e e deve estender o “inverno cripto” (período de baixa de preços).

“A combinação de aumento da taxa de hash e dos custos de energia, e agora preços mais fracos do BTC, leva a condições econômicas cada vez mais estressantes para os mineradores”, disse a nota assinada pelos analistas David Duong e Brian Cubellis.

Taxa de hash é uma medida do poder de computação dedicado à mineração de Bitcoin. Quando a taxa aumenta, a dificuldade para produzir a criptomoeda também cresce.

Moya, da Oanda, concorda com a visão mais pessimista, já que o cenário de contágio indefinido torna improvável que investidores de Bitcoin voltem tão cedo a abrir mais posições na criptomoeda.

“O Bitcoin está mostrando resiliência, mas é difícil imaginar que os investidores estejam prontos para voltar até aprendermos mais sobre o risco de contágio associado à FTX”, disse, ressaltando que, “se mais exchanges ou empresas de cripto pausarem retiradas ou limitarem atividades, provavelmente a pressão sobre as criptos voltará”.

Diante disso, usuários vêm correndo para sacar suas criptomoedas de corretoras, fazendo o que se chama de custódia própria – algo como criar uma “conta-corrente” na rede do Bitcoin e outras criptos, e guardar a senha em um cofre pessoal.

Segundo dados compilados pelo CoinDesk, a liquidez das exchanges se deteriorou significativamente após o colapso da FTX, com a profundidade do mercado caindo de 11.800 BTC para 7.000 BTC, o menor valor em cinco meses.

A profundidade do mercado refere-se ao grau de resiliência de um ativo a grandes ordens de compra e venda. Quanto maior a profundidade, mais líquido é o mercado e vice-versa. Quanto menos líquido, maior é a propensão de um ativo para grandes movimentos de preço – daí o aumento na volatilidade.

Veja as principais notícias do mercado cripto desta quarta-feira (16):

Hacker da FTX vira um dos maiores detentores de ETH

O hacker que desviou US$ 600 milhões da FTX na madrugada do último sábado (12) começou a movimentar os fundos roubados na terça-feira (15).

Segundo dados monitorados pela empresa de segurança PeckShield, o invasor converteu US$ 48 milhões da stablecoin DAI em 37.000 ETH.

A carteira agora possui mais de 288.000 ETH, tornando-se a 35º maior proprietária da criptomoeda.

(Mais informações em breve)

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