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Bitcoin se equilibra em US$ 19 mil e ameaça testar mínimas de julho, mas rali de alívio segue possível no pós-Fomc

21 Sep, 20223 min readBitcoin
Bitcoin se equilibra em US$ 19 mil e ameaça testar mínimas de julho, mas rali de alívio segue possível no pós-Fomc

O Bitcoin (BTC) segue mostrando fraqueza nesta quarta-feira (21) e, em movimento de aversão ao risco, é negociado a US$ 19.011 na manhã de hoje, em queda de 1% nas últimas 24 horas, se aproximando cada vez mais das mínimas de julho deste ano, quando a criptomoeda chegou a atingir cerca de US$ 17.500.

Analistas acreditam que há grande probabilidade de a moeda digital testar esse nível com risco de rompê-lo se houver logo mais o anúncio de um reajuste mais alto que o esperado nos juros dos Estados Unidos.

Segunda maior cripto por valor de mercado, o Ethereum (ETH) segue o mesmo caminho do Bitcoin hoje e cai 0,8%, para US$ 1.339. Desde o fim de semana, o ETH já registra recuo de cerca de 20% e de mais de 32% desde que atingiu US$ 2.000 em agosto, cerca de um mês antes da atualização Merge.

Investidores aguardam ansiosos pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sobre um possível reajuste severo na taxa de juros dos Estados Unidos após reunião dos comitês de política monetária dos EUA (Fomc). Há uma predominância nas projeções de que os integrantes do Fed manterão o ritmo de alta de 75 pontos-base já adotado em julho.

“O Bitcoin caiu ainda mais porque a aversão ao risco corre solta à medida que as taxas continuam a subir”, afirma Edward Moya, analista sênior de mercado da Oanda. Para ele, reações em torno da “decisão do banco central desta semana podem ajudar a alimentar mais vendas para testar novamente as mínimas do verão [do Hemisfério Norte]”.

Josh Olszewicz, head de pesquisa da gestora de fundos de ativos digitais Valkyrie Investments, avalia que “o Fed provavelmente aumentará os juros em 75 pontos-base esta semana, ao mesmo tempo em que emite orientações futuras sobre o aumento das taxas em um ritmo menor para as reuniões de novembro e dezembro. Provavelmente em 50 bps cada”. “No próximo ano devemos ver alguns aumentos de 25bps”, projeta.

Para o especialista, os mercados irão fugir de ativos de risco até que o Fed faça uma pausa no aperto monetário ou passe a mostrar propensão a reduzir os juros.

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Por outro lado, há quem diga que a forte expectativa de subida nos juros já estaria precificada atualmente nos ativos digitais, o que abriria portas para um rali de alívio se uma alta menor for anunciada mais tarde.

“As expectativas são muito agressivas e o Fed pode fazer exatamente como esperado e ainda ser mais dovish do que o esperado”, escreveu Brad McMillan, diretor de investimentos e diretor-gerente da Commonwealth Financial Network. “Isso limita mais quedas do mercado depois desta reunião e pode fornecer algum ganho daqui para frente.”

Para ele, se o Fed se concentrar na queda nas expectativas de inflação e na desaceleração do mercado imobiliário em vez do núcleo da inflação, os ativos de risco podem tomar isso como uma surpresa dovish e iniciar um rali de alívio.

“Há sinais de que a inflação pode estar atingindo o pico, já que os dados de habitação de alta frequência estão diminuindo. A verdadeira questão para esta reunião do Fed é se eles percebem – e decidem reconhecer – essas tendências. Se assim for, isso provavelmente seria interpretado como uma surpresa dovish em seus comentários, o que iria contra as expectativas [do mercado]”, escreveu McMillan.

(Mais informações em breve)

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