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Bitcoin, criptomoedas e CBDCs são abandonados pelos candidatos à Presidência nos planos de governo

25 Aug, 20224 min readBitcoin
Bitcoin, criptomoedas e CBDCs são abandonados pelos candidatos à Presidência nos planos de governo

Nenhum dos 12 candidatos à Presidência do Brasil na eleição de 2022 cita o termo “criptomoedas” ou “Bitcoin” em seus planos de governo, segundo levantamento produzido pelo Portal do Bitcoin.

O termo CBDC – usado para se referir às moedas eletrônicas emitidas por bancos centrais, como o atual projeto do Real Digital – tampouco foi citado. Os planos de governo dos presidenciáveis estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Além disso, apenas dois candidatos citam o termo blockchain em seus planos: o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o coach Pablo Marçal (PROS). Ambos falam sobre como pretendem usar a tecnologia para gerar mais negócios no país.

Buscando a reeleição, Bolsonaro fala sobre blockchain no capítulo “Governança e Política” e, mais especificamente, no item “Política Externa e Defesa Nacional”, que está dentro do tópico “Parcerias Econômicas e Comerciais”.

“Em função dos avanços e transformações do cenário econômico internacional, como a digitalização, o mercado de blockchain, a nova fase da revolução industrial 4.0, a realocação geográfica de cadeias produtivas e um amplo leque de recursos energéticos abundantes (petróleo e gás, nuclear, hidrelétrico, solar, eólico e biocombustíveis), serão criadas condições para atrair investimentos internacionais que auxiliem no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e no bemestar social”, afirma o plano do presidente.

Já Pablo Marçal é mais ambicioso e fala em cidades inteligentes por meio de novas tecnologicas. O candidato do PROS ficou famoso famoso por, durante sua atuação como coach, colocar em risco a vida de 32 clientes quando tentava liderar a subida em uma montanha na cidade de Piquete (SP).

“Implantaremos uma cidade inteligente por região do país, e em cada Estado da Federação, as quais serão conectadas e se tornarão centros de desenvolvimento regionais, contribuindo para o crescimento exponencial e sustentável do país melhorando, decisivamente, sua eficiência, agilidade e transparência”, afirma o texto.

” Serão implementadas pelo uso de sensores, tecnologia e sistemas como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI), Sistemas Ciber-Físicos (CPS), Big Data, Computação em Nuvem e Blockchain em diversos setores”, diz o plano de governo de Marçal.

Ausências

Chama a atenção a ausência de menções sobre criptomoedas e blockchain no plano de governo da candidata Soraya Thronicke (União). Isso porque, em seu atual mandado como senadora, a política apresentou um projeto de lei para regularizar o setor de criptomoedas.

O PL 4.207/2020, de autoria e Soraya, foi incorporado no PL 3.825/2019, de autoria do senador Flávio Arns (Podemos/PR) e relatoria do senador Irajá (PSD/TO). Esse texto foi aprovado no Plenário e enviado para a Câmara dos Deputados, onde agora aguarda votação, já renomeado como PL 4.041/2021.

O atual líder das pesquisas de opinião Lula (PT) não também não falou sobre o mundo das criptomoedas, mas o tema tem entrado aos poucos no universo do petista. Em fevereiro deste ano, o Instituto Lula fez cursos sobre Bitcoin, criptomoedas e NFTs.

Depois, em julho, foi a vez de explicar que é blockchain. O tema é explicado pelo professor de sociologia Edemilson Paraná, da Universidade Federal do Ceará, que participa da ação desde o início, batizada “Economia & Sociedade Digital: uma introdução”.

Paraná explica o conceito e funcionamento da blockchain e como projetos nesta área podem impactar na vida das pessoas, além de reunir vários profissionais, o que ele define como sistema “sociotécnico”.

O candidato Ciro Gomes (PDT) , atual terceiro colocado nas pesquisa de opinião também não aborda o tema em seu plano de governo. Recentemente, ele descartou a possibilidade do Bitcoin ser utilizado como uma moeda de curso legal no Brasil caso ele venha a ser eleito nas próximas eleições.

Após debater com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o pedetista citou a descentralização do Bitcoin como um ponto crítico, em sua opinião. “Falando de bitcoins: é uma moeda que não tem uma autoridade que dê a ela curso forçado ou que dê a ela lastro como reserva de valor. Um belo dia pode virar uma pirâmide”, disse Ciro, em resposta aos questionamentos do Portal do Bitcoin.

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