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Bitcoin abre setembro em queda e volta a ser negociado abaixo de US$ 20 mil; mercado recua para US$ 1 tri

1 Sep, 20226 min readBitcoin
Bitcoin abre setembro em queda e volta a ser negociado abaixo de US$ 20 mil; mercado recua para US$ 1 tri

O Bitcoin (BTC) fechou o mês de agosto em baixa que atingiu 13% até o final do dia de ontem, e já começa setembro na mesma toada. A criptomoeda amanhece nesta quinta-feira (1) em queda de 1,3%, para US$ 19.926,51, operando portanto próximo do nível crítico de US$ 19.800, considerado um importante suporte de preço. Para alguns analistas, a perda desse nível pode significar um recuo mais acentuado em direção às mínimas de junho, na região de US$ 17.500.

O Ethereum (ETH) também é negociado com perdas hoje e vai a US$ 1.551 após ceder 1,5%. Nos últimos 30 dias, a segunda cripto mais valiosa desvaloriza 1,6% contra 12,3% do Bitcoin. Por outro lado, na base anual, os dois ativos digitais estão equiparados ao acumular queda de quase 60%. Após o movimento negativo de hoje, o valor de mercado total das criptomoedas volta para perto de US$ 1 trilhão, desabando 26% desde 5 de junho.

A aversão ao risco que toma conta novamente de investidores dá o tom do movimento negativo nas criptomoedas. Agentes de mercado passaram a esperar amplamente uma nova alta dos juros americanos de 75 pontos-base, em sinal de maior imprevisibilidade em relação ao recuo da curva de juros.

O Fed está “sendo muito duro, e é por isso que as ações e criptos estão caindo”, disse Glen Goodman, consultor de criptomoedas da exchange eToro, ao CoinDesk.

“É improvável que a volatilidade desapareça nos próximos meses, já que o Fed está se preparando para intensificar o processo de encolhimento de seu enorme balanço patrimonial de US$ 9 trilhões ou, o chamado aperto quantitativo, em setembro”, escreveram pesquisadores da Kaiko em nota na segunda-feira.

“Juntamente com o aumento das taxas de juros e uma abordagem de política monetária baseada em dados, isso provavelmente pressionará ainda mais os ativos de risco”.

Segundo o analista técnico Glenn Williams, do CoinDesk, análises gráficos e on-chain (com dados de uso consultáveis via blockchain) apontam para incerteza. “A vela diária do BTC indica um intervalo de negociação menor do que no dia anterior, algo que sugere menor volatilidade de preços, bem como falta de convicção entre os traders”, afirma.

Por outro lado, avalia o especialista, “a consolidação da faixa de preço também pode sinalizar que os preços estão definidos para sair da faixa de negociação atual” – para qualquer direção.

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De acordo com dados da casa de research Glassnode, o Bitcoin estaria em território de subvalorização, considerando métricas de “preço justo”. “Historicamente, os preços do BTC subiram após uma pontuação negativa [nessa métrica], mas os traders devem ser cautelosos ao negociar apenas com base nela”, comenta Williams.

Ao Cripto+, o trader e analista técnico Vinícius Terranova disse apostar que o Bitcoin não deverá resistir por muito tempo acima do suporte de US$ 19.800 e de fato deverá cair. Após as mínimas de junho, a moeda digital poderia buscar as máximas de 2019, perto de US$ 14 mil. Na sequência, ao BTC restaria o fundo na faixa de US$ 12 mil e, depois, em US$ 10 mil.

Na segunda-feira (29), Terranova apontou que a faixa de US$ 10 mil já trazia a primeira ordem de 500 BTC em US$ 10 mil, sinalizando que investidores haviam começado a se preparar para a possibilidade de a criptomoeda mergulhar mais 50%.

Apesar do medo e da incerteza que pairam no mercado cripto, as chamadas altcoins, criptomoedas de menor valor conhecidas pela volatilidade ainda maior que do Bitcoin, não passam por um movimento tão forte de liquidação como se viu em períodos de baixa anteriores.

O pior resultado do dia é da Helium (HNT), cripto de um projeto de conexão descentralizada à Internet que anunciou uma proposta repentina de migração para a rede Solana (SOL), o que a faria deixar de lado sua blockchain própria.

Credit Suisse faz custódia de US$ 32 milhões em “ativos digitais”

O megabanco suíço informou recentemente em registros regulatórios referentes ao final do segundo trimestre deter 31 milhões de coroas suíças (aproximadamente US$ 32 milhões) em ativos e passivos que descreveu de forma misteriosa como o seguinte: “dos quais ativos de proteção de ativos digitais”.

Nos dois trimestres anteriores, o banco não havia informado a posse de quaisquer desses ativos. O documento submetido aos reguladores não revelou quais seriam esses “ativos digitais”.

Segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, o Credit Suisse faz a custódia de títulos tokenizados para seus clientes, de acordo com as orientações contábeis da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).

Ticketmaster irá emitir memórias de shows em NFT

Uma nova parceria com a Dapper Labs, que desenvolve a blockchain Flow (FLOW), permitirá que a organizadora de eventos Ticketmaster emita tokens não-fungíveis (NFT) antes, durante e depois de shows.

De acordo com um comunicado de imprensa, os NFTs servirão como uma forma compartilhável de memória digital.

Mickey Maher, vice-presidente sênior de parcerias da Dapper Labs, disse que os colecionáveis NFT de eventos ao vivo irão melhorar a experiências dos fãs no dia-a-dia.

Presidente do Paraguai veta regulação de criptomoedas

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, vetou totalmente um projeto de lei que propunha regular a mineração e a comercialização de criptomoedas no país.

O veto veio após recomendações contra o projeto feitas pela Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Ministério da Indústria e Comércio (MIC) e Banco Central do Paraguai, segundo comunicado presidencial.

O projeto agora será enviado de volta ao Congresso Nacional onde, se ambas as câmaras o ratificarem com maioria absoluta, ainda poderá ser promulgado.

Em julho, o Senado do Paraguai aprovou o projeto de lei depois que a Câmara dos Deputados deu aval ao texto, em maio.

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