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Banco da Inglaterra quer leis mais rigorosas para criptomoedas para evitar “risco sistêmico”

5 Jul, 20223 min readRegulation
Banco da Inglaterra quer leis mais rigorosas para criptomoedas para evitar “risco sistêmico”

O Banco da Inglaterra (BoE) pediu por regulamentações melhores de criptomoedas, destacando as “vulnerabilidades” no mercado.

No Relatório de Estabilidade Financeira publicado nesta terça-feira (5), o banco central britânico afirmou que as “valorizações de criptoativos caíram drasticamente”, despencando de um auge de quase US$ 3 trilhões em 2021 para atuais US$ 883 bilhões.

A instituição afirmou que, apesar de essa queda não ter apresentado “riscos à estabilidade financeira em geral”, leis mais rigorosas são necessárias para proteger o amplo sistema financeiro no futuro.

“Inúmeras vulnerabilidades foram expostas nos mercados de criptoativos similares às expostas por episódios anteriores de instabilidade em partes mais tradicionais do sistema financeiro”, diz o relatório.

“Esses eventos não apresentaram riscos à estabilidade financeira em geral. Porém, a menos que sejam abordados, riscos sistêmicos podem surgir se a atividade dos criptoativos e sua interconectividade ao amplo sistema financeiro continuarem se aprofundando”, acrescentou o banco, notando que são necessárias uma forte aplicação da lei e regulamentações

A visão do BoE sobre criptomoedas

Recentemente, o BoE está discutindo bastante sobre criptomoedas. Em dezembro, alertou que a indústria poderia ser uma ameaça ao sistema financeiro tradicional.

Porém, em abril, o governo britânico anunciou planos de se tornar um “núcleo tecnológico global para criptoativos” — em que stablecoins seriam usadas “como uma forma legítima de pagamento”. Desde então, o banco central britânico alegou que iria intervir para direcionar e supervisionar stablecoins em colapso.

Uma stablecoin é um ativo digital mais estável do que outras criptomoedas, como o bitcoin (BTC) ou ether (ETH), cujo preço oscila com os eventos do mercado.

Stablecoins, consideradas por muitos como o alicerce do ecossistema cripto, são pareadas a moedas fiduciárias, como o dólar americano, para evitar oscilações e ajudar traders a manter a liquidez. Essas moedas mantêm suas paridades de formas diferentes. Algumas delas, como USDT da Tether e USDC da Circle, supostamente possuem ativos equivalentes mantidos em reserva.

Apesar de o maior assunto cripto deste ano até agora ser o infame colapso do ecossistema Terra, um protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) que perdeu todo o seu valor em uma questão de dias após sua stablecoin algorítmica — que dependia de código de programação para que seu preço ficasse estável — perdeu sua paridade, causando um grande impacto nos investidores e no mercado como um todo.

No relatório publicado nesta terça-feira, o BoE novamente alega que tais ativos precisam ser regulamentados. “Sem uma regulamentação adicional, algumas stablecoins usadas em pagamentos podem não oferecer proteções similares ao banco central ou ao dinheiro de bancos comerciais”, concluiu.

*Traduzido por Daniela Pereira do Nascimento com autorização do Decrypt.co.

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