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Agora o Bitcoin está pronto para subir 63% diz analista brasileiro

29 Oct, 20226 min readBitcoin
Agora o Bitcoin está pronto para subir 63% diz analista brasileiro

O preço do Bitcoin (BTC) ficou negociando na maior parte do mês de outubro na faixa de US$ 19 mil, contudo, recentemente a maior criptomoeda do mercado teve sucesso em romper a negociação lateral e subiu novamente para US$ 20 mil.

Segundo o analista Lendel Lucas, CEO da iVi Tech, o que temos visto neste terceiro trimestre foi a volta da descorrelação do BTC contra o mercado tradicional, o S&P e o NASDAQ, que, na verdade, nos 12 primeiros anos da existência do BTC, ele tinha uma correlação com o S&P de somente 0.08%.

Ele aponta que o mercado, por insegurança, de não saber como o BTC vai se comportar, principalmente por ser um ativo novo, e não ter conseguido se provar ainda em um período de crise como esse, operou irracionalmente, e ficou correlacionado com S&P e NASDAQ, como qualquer outro ativo de risco.

Porém, ele aponta que uma das maiores características do BTC é ele ter sua quantidade limitada; sendo o único ativo com sua quantidade limitada, com apenas 21 milhões de Bitcoins sendo disponibilizados, mesmo no futuro — trazendo toda aquela narrativa de ser o hedge de inflação.

"Então a gente acha que isso está começando a acontecer. Estamos vendo que, nesse último trimestre, S&P e ouro estão com resultados negativos, e o BTC está com resultado positivo acima de dois dígitos. E isso traz um pouco mais de tranquilidade, porque mesmo com uma eventual recessão acontecendo nos Estados Unidos no próximo ano, o BTC pode ter um desempenho muito melhor e descorrelacionada com o mercado tradicional", afirmou.

Lucas afirma ainda que depois da mínima de US$ 17 mil, há uns meses, a expectativa para novembro e dezembro é positiva, podendo, segundo ele, o BTC chegar na faixa de US$ 30 mil até o final do ano, representando uma alta de 63% do nível atual.

"Claro que há muitas incertezas ainda no mercado que podem mudar e impactar esse cenário, como a guerra, ou se o FED fizer algo muito diferente do esperado — mas, se continuar desse jeito, esse é o cenário que estamos vendo para o final do ano", finaliza.

No curto prazo, 2 de novembro é a chave.

Com relação ao preço do Bitcoin no curto prazo, Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget, afirma que diferente do que aconteceu durante o Bull Market de 2021, em 2022, durante o Bear Market, as criptomoedas não estão fazendo movimentos agressivos durante o fim de semana com tanta frequência.

"Principalmente pelo fato de a correlação com o mercado tradicional ter aumentado muito e as bolsas de valores mundo afora não funcionarem durante o fim de semana, o que acaba deixando as criptomoedas com baixo volume de negociação. Porém, um movimento que venho observando é o otimismo dos criptoinvestidores quando o S&P500 fecha de maneira bem positiva sua semana, o que deve acontecer nesta sexta", disse.

Pereira afirma que além do candle semanal positivo, uma formação gráfica tanto no S&P500 quanto no Bitcoin é de um pivot de alta.

"Ele é caracterizado pelo rompimento do topo anterior, e que deve dar um gas nesses ativos até Jerome Powell subir ao palco no dia 02/11 às 15h e mostrar ao mercado sua nova taxa de juros para as próximas semanas", afirmou.

Mesmo se subir, ainda estamos no bear market

Já Ayron Ferreira, analista chefe da Titanium Asset Management, afirma que após ter subido por dois dias seguidos e depois de cerca de US$ 1 bilhão em posições short serem liquidadas, o preço do BTC corrigiu para US$ 20.160.

"A movimentação recente de alta acompanhou a melhora de humor nos mercados globais, que desde a última sexta-feira teve um driver que levou o mercado a acreditar em uma mudança de narrativa por parte do FED. Uma matéria no WSJ relatou que há a possibilidade de membros do FED estarem começando a ver a necessidade de uma diminuição do tom em relação ao processo de ajuste monetário, pois uma continuação poderia levar os mercados a sentirem um impacto mais forte do que o desejado", disse.

Dessa forma, segundo ele, há a expectativa agora de que, após a possível alta de 75 pontos no dia 2/11, o FED não repita a dose em dezembro, mas suba 50 pontos a taxa de juros. A narrativa de um “pivô” foi fortalecida depois que o banco central do Canadá elevou a taxa de juros em 50 pontos e não 75 como era esperado.

"Essa possibilidade de uma mudança de postura do Fed terá chances de ser concretizada conforme os dados de atividade, consumo e confiança darem sinais claros da efetividade do processo de ajuste monetário. Porém, o bear market ainda não pode ser dado como terminado, pois caso a inflação dê novos sinais de resiliência é possível que novas quedas ocorram", finaliza.

Sentimento do mercado

De acordo com um relatório da Delta Analytics publicado no Brasil pela Latam Intersect PR, o ressentimento ainda continua dominando o mercado ao lado da supresa devido à recente alta do BTC para US$ 20 mil e também os desdobramentos da compra do Twitter por Elon Musk, fato que pode sinalizar uma aproximação maior da rede social com o ecossistema de criptoativos.

André Silvestrini, gerente de desenvolvimento de negócios da Phemex, no Brasil também aponta que o sentimento do mercado está intimamente ligado aos rumos da economia nos EUA. Segundo ele, a aposta majoritária é que, provavelmente, o FED não aumentará os 0.75% nos juros norte-americanos como esperado.

Ele aponta que há até um consenso entre muitos analistas de que o aumento será de 0.5%, até porque um aumento tão alto nos juros poderia ser arriscado para o mercado global.

"Percebo, que da mesma forma que eles tentam melhorar a sua própria economia, há a intenção de não prejudicar tanto o o cenário macro-econômico. Ou seja, a alta em torno dos 0.5% é melhor do que era esperado, podendo significar um movimento positivo nos mercados de criptomoedas. Pois, assim como tivemos um movimento bastante positivo na última semana, estou confiante de que haverá uma nova onda neste sentido, representando um cenário bom para os investimentos em cripto", afirmou.

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